Moda

Armário-cápsula resume looks a apenas 30 peças essenciais; saiba como fazer

Divulgação
Você conseguiria viver com apenas 30 peças dentro do guarda-roupa? No armário-cápsula, você resume seus looks apenas ao essencial imagem: Divulgação

Carol Salles

Colaboração para o UOL, em São Paulo

Pode não parecer, mas dá para sobreviver durante três meses com apenas 30 ou 40 peças – incluindo sapatos! Estamos falando do armário-cápsula, um conceito que se resume a "um armário com poucos itens que se misturam entre si e rendem looks versáteis e práticos", como explica a consultora de moda e estilo Érica Minchin, autora do e-book "15 Passos para Desentulhar seu Armário".

O termo foi criado nos anos 70 pela inglesa Susie Faux, dona de uma loja chamada Wardrobe (“guarda-roupa”, em tradução literal). Desde então, tem sido usado por estilistas para criar coleções pequenas, com peças intercambiáveis.

A novidade é que o conceito vem sendo aplicado, também, no dia a dia. A blogueira norte-americana Caroline Rector é, em parte, responsável pela sua popularização. Em 2013, ela adotou o armário-cápsula e sua experiência foi relatada no blog "Unfancy". "De repente, me dei conta de que não estava comprando roupas, estava comprando felicidade ", disse.

Organização além do guarda-roupa
Para as adeptas, o conceito significa muito mais do que um guarda-roupa enxuto e funcional."Eu voltei às minhas origens. Sempre gostei de tons básicos, mas quando trabalhei com produção de moda, experimentei mais estampas, formas, até ficar meio over. Agora achei um equilíbrio legal entre peças básicas e outras mais chamativas", diz a redatora e DJ Silvia Henz, 26 anos, de São Paulo.

De acordo com elas, diminuir a quantidade de roupas ajuda a dar uma "leveza" à rotina. "Quanto mais roupa a gente tem, mais confusa a gente fica. Por isso, pra mim, o cápsula significa mais organização no armário e na vida, mais tempo e dinheiro pra gastar com o que realmente importa", diz a jornalista e produtora Bruna Miranda, 32, de Belo Horizonte (MG).

Em comum, todas já ouviram, de amigos ou familiares, ao menos uma vez a frase: "Não saberia viver com tão poucas peças". Mariana Pellicciari, 27, criadora do projeto Roupa Livre, que promove a conscientização sobre os impactos do consumo compulsivo, tem a resposta na ponta da língua: "É absolutamente viável viver com 30 peças, ou até menos, por 3 meses. Nós não precisamos mesmo de tanto", finaliza. 

Veja dois exemplos de armários-cápsula:

Como fazer?

  • Faça uma triagem dentro do seu próprio guarda-roupa. Examine todas as peças que você tem e separe as que gosta muito, as que fazem você se sentir bem e que dão vontade de usar sempre.
  • “Determinar uma paleta de cores também facilita muito", aconselha a publicitária Gabi Barbosa, 25, de Belo Horizonte (MG), que relata sua experiência no blog "Teoria Criativa". 
  • O que sobrar pode ser doado ou guardado em outro lugar, como caixas embaixo da cama, para ser aproveitado em um próximo armário-cápsula.
  • É importante também determinar um número de peças que irão compô-lo - geralmente algo entre 30 e 40, incluindo sapatos.
  • Nessa lista não entram roupas de festa, pijamas, roupas íntimas nem de ginástica. Alguns adeptos também excluem dessa conta acessórios, como colares, brincos e lenços.
  • As roupas podem ser trocadas a cada 3 meses - ou seja, a cada mudança de estação.
  • Não é preciso renovar completamente o guarda-roupa a cada ciclo, mas sim fazer adaptações ao clima, adicionando algumas peças e retirando outras.
  • Não é proibido fazer compras, mas elas devem ser planejadas e conscientes. Faça uma lista do que já tem e do que deseja adquirir. Determine um valor máximo que pode ou quer gastar, e se atenha a ele.

Sem chatice
Você quer adotar o método, mas acha que seu guarda-roupa vai ficar chato? Aposte em acessórios interessantes. "Tenha, ainda, pelo menos duas ou três peças mais especiais e ao mesmo tempo versáteis", diz Marcio Banfi, professor de styling na Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo (SP). "Como, por exemplo, algo com brilho que possa ser usado como peça principal ou por baixo de um casaco".

Érica Michin também sugere recorrer a truques de styling. "Uma dobra aqui, um jeito diferente de abotoar ali, não se limitar às funções originais das peças".

Topo