Moda

Estilistas em Milão levam homens em viagem primaveril

Por Marie-Louise Gumuchian

MILÃO (Reuters) - Os estilistas nos desfiles de Milão estão acrescentando um toque exótico a suas coleções de moda masculina para a próxima primavera e verão, buscando inspiração em lugares como África ou Brasil.
  • Reuters

    Modelo desfila look masculino da Salvatore Ferragamo em Milão nesta segunda-feira (22)


Injetando cor e exibindo muitos sapatos esportivos e bolsas grandes, vários dos maiores nomes nos desfiles de moda masculina primavera/verão 2010 em Milão, que começaram no sábado e continuam até terça, pareceram ter aderido à tendência "viagem".

Frida Giannini, da Gucci, esteve no Rio de Janeiro para olhar as obras do arquiteto Oscar Niemeyer, com suas construções brancas destacando-se contra o céu azul penetrante da cidade.

Ela apresentou ternos brancos usados com gravatas coloridas e camisas estampadas, criando um look descrito como "resolutamente otimista".

Para a noite, o azul índigo escuro foi o novo preto da Gucci, presente em ternos que também foram vistos em vermelho incandescente.

Havia jaquetas de couro peso pena e anoraks com capuz, usados com leggings ou shorts, além de suéteres tricotados à mão.

Citada por jornais italianos na segunda, Gucci disse que o look representa "um desejo de escapismo, de leveza e liberdade, com a atitude esportiva e chique de alguém que tem condições de tirar férias longas nas praias brasileiras."

A Versace buscou inspiração na Legião Estrangeira francesa, na cultura tuaregue e no norte da África para criar sua linha de moda masculina, que trouxe túnicas desabotoadas, calças justas, sandálias de couro e jóias trançadas de prata e couro.

A chefe de design da maison, Donatella Versace, usou estampas que evocam "a luz esfumaçada de uma miragem no deserto" e uma paleta de cores neutra: branco, areia, cáqui, com relances de violeta, laranja e verde.

Para completar o visual deserto, os modelos usavam seus óculos de sol presos por uma cordinha e ostentavam bonés com protetores de pescoço. Além disso, cintos de couro trançado e botas próprias para o deserto.

Na segunda-feira, Salvatore Ferragamo também se voltou à África, com "um estilo colonial modernizado, evocando o exótico com contrastes irresistíveis", tais como fibras naturais contrastando com couros de luxo, como crocodilo, em bolsas.

As cores eram terrosas: marrons queimados, areias, ocre, vermelho-coral e índigo. Os paletós eram leves e justos, as camisas tinham punhos contrastantes, e as calças traziam pregas pequenas.
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