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Semana de Moda de Londres mergulha nos anos 60 e na "Kate-mania"

Reuters

LONDRES, 23 de fevereiro (Reuters Life!) - "Boyfriend" cardigans grandões, coleções inspiradas nos anos 1960 e especulações sobre quem está criando o vestido de noiva de Kate Middleton deram o tom nos desfiles de outono/inverno 2011 da Semana de Moda de Londres.

O veterano estilista londrino Paul Smith contou que voltou às suas raízes na moda masculina para criar sua coleção feminina mais recente, que destacou um estilo "Annie Hall" (como o que Diane Keaton trajou no filme desse título) que conjuga casacos e cardigans grandes com calças de corte afilado que não chegam até os tornozelos.

Smith disse que não sabe quem está criando o vestido que Middleton usará em seu casamento com o príncipe William, em 29 de abril, mas que a beleza e a graça natural da futura princesa não facilitarão para ela o peso de virar alvo das atenções da mídia.

"Falando em Kate, ela é uma mulher bonita. Se ela terá a mesma imagem de ícone do estilo que tinha lady Diana, não sei, mas ela terá um trabalho difícil pela frente", ele opinou.

A grande dama dos estilistas de Londres, Vivienne Westwood, apresentou uma coleção com temática País das Maravilhas para sua grife Red Label. Seu desfile de outono-inverno 2011 misturou xadrezes fortes com cardigans em tons de terra, terninhos com paletós de corte dramático e shorts cortados na metade das coxas, tudo isso usado com bijuterias reluzentes.

Westwood disse a jornalistas que não está criando o vestido de Middleton e que a plebeia que um dia pode se tornar rainha tem um longo caminho a percorrer antes de estar preparada para usar roupas de Vivienne Westwood.

A brasileira Daniella Issa Helayel, cujo vestido azul Middleton usou quando ela e William anunciaram seu noivado, trouxe um desfile inspirado nos anos 1960, com vermelhos fortes, azuis e cinzas suaves, vestidos até o chão, vestidinhos curtos, um vestido-casaco de princesa e um macacão com estampa de duplo hélice.

Ela se negou a opinar quem pode estar desenhando o vestido de noiva de Middleton e disse que a escolha de um vestido Issa para o anúncio do noivado foi totalmente inesperada.

"Estou muito lisonjeada com toda a atenção, e acho que essa é uma das razões de vocês estarem aqui agora", disse ela à Reuters. "Então tudo tem sido ótimo, incrível. Não tenho de que reclamar."

Os "swinging '60s" também foram um tema das varejistas de luxo britânicas Mulberry e Burberry, sendo que esta transmitiu seu desfile ao vivo para suas lojas em todo o mundo e para um telão no Piccadilly Circus, em Londres.

"Acho que moda virou entretenimento, quer você esteja transmitindo ao vivo para Piccadilly Circus, quer seja o público ao vivo aqui ou quer eu esteja diante de um computador em algum lugar do mundo", disse o diretor criativo chefe da Burberry, Christopher Bailey.

Julien Macdonald misturou o legado celta com moda rock'n'roll para um público repleto de ex-mulheres de membros da realeza do rock.

A Style.com descreveu sua coleção como sendo feita para mulheres góticas que frequentam shows de rock e disse que Macdonald está pisando em um terreno "famoso e lindamente pisado antes pelo falecido Alexander McQueen."

A editora da Vogue americana, Anna Wintour, em homenagem a McQueen, disse que espera que a estilista Sarah Burton leve sua grife para frente. O estilista cometeu suicídio no ano passado. Burton trabalhou com McQueen por muitos anos e já exibiu uma coleção para a grife.

"Ela vai imprimir sua marca própria à McQueen, mas também será muito respeitosa do vocabulário dele", disse Wintour.

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