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"50 milhões de animais são mortos por ano pela moda", diz Stella McCartney

Por Alexandria Sage De Paris (França)

Soltas, mas bem cortadas. Fluidas, mas estruturadas. Stella McCartney apresentou um verdadeiro estudo de contrastes em seu desfile de prêt-à-porter 2015 nesta segunda-feira (9) em Paris, com uma coleção ao mesmo tempo extremamente exuberante e descontraída como a moda esportiva. Mas foram os casacos de pele sintética que mais chamaram a atenção.

As peças em preto e marfim, envoltos em bordados de formas geométricas nas laterais e mangas, captaram os olhares do público e da imprensa. "Se a indústria da moda abrisse mão das peles e as substituísse por peles sintéticas durante uma temporada, teria um impacto enorme", disse a estilista nos bastidores. "Mais de 50 milhões de animais estão sendo mortos por ano em nome da moda, e não concordo com isso."

Stella disse que mesmo os mais exigentes não serão capazes de notar a diferença quando compararem a pele verdadeira da sintética. "Na verdade, acho que a minha tem uma aparência melhor", afirmou.

Coleção elegante
A afinidade de Stella com peças que dão liberdade de movimentos, cingindo o corpo sem sufocá-lo, encontraram sua melhor expressão no desfile realizada na opulenta Opera Garnier, ao qual seu pai, o músico Paul McCartney, compareceu ao lado de astros como o rapper Kanye West e o ator Woody Harrelson.

As calças, que no mundo de Stella normalmente têm cintura baixíssima, vieram com cintura alta. Largas nas pernas para criar uma sensação de fluidez e sensualidade. Suas extraordinárias peles sintéticas surgiram ao lado de casacos de lã em tons de cinza, e até tweed preto e branco, justos no corpo, mas atados na cintura.

Um terninho lembrou um agasalho de ginástica cinza tradicional tanto na cor quanto no conforto, mas a versão de Stella em algodão leve era puro luxo, com dobras de tecido na cintura e recortes nas mangas curtas para criar movimento e fluidez.

 

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