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Semana de Moda de Paris - Verão 2008

08/10/2007 - 15h03

Brasileiros vendem para americanos e árabes em feira de moda de Paris

CAROLINA VASONE
Enviada especial a Paris

Carolina Vasone/UOL

Criação da estilista Cris Barros é uma das peças presentes na feira Tranoï

Criação da estilista Cris Barros é uma das peças presentes na feira Tranoï

Entre as mais de 80 marcas da programação da Semana de Moda de Paris, que terminou no último domingo (7), não havia uma só grife brasileira. Em compensação, algumas coleções de moda do Brasil ganharam visibilidade para o mercado internacional em feiras e showrooms de negócios que aconteceram paralelamente à temporada de desfiles.

Foi na feira Tranoï que se concentrou a maior parte dos brasileiros. Gloria Coelho, Reinaldo Lourenço e Huis Clos - que, até a edição passada da semana de Paris mostravam suas criações no chique Hotel Crillon - se mudaram para a mansão na rua Montaigne, um dos três espaços onde o total de 300 marcas de várias partes do mundo colocou suas roupas à venda para lojistas também de todo o planeta, entre 4/10 e 7/10. Coven, Forum e Maria Bonita Extra também participaram da Tranoï.

Pela primeira vez no evento, a grife Cris Barros achou que esta seria uma boa vitrine para os mercados da Europa e dos Estados Unidos. "Nossas maiores vendas, no entanto, foram para a Arábia Saudita e para o Líbano", surpreende-se Dani Barros, irmã da estilista, que trabalha com Cris Barros na empresa. O Japão, segundo ela, também fez aquisições consideráveis. "Mas o primeiro contato já havia sido feito em agosto, em Tóquio, durante o showroom 'Brasil Fashion Now', por isso não conta", diz Dani Barros.

Outro que faz sucesso entre os árabes é Reinaldo Lourenço. Compradores dos Emirados Árabes e da Arábia Saudita encomendaram vestidos de noite do estilista. A marca faz pequenas adaptações de acordo com o gosto das mulheres locais, como caprichar nas aplicações de brilhos ou fazer versões mais curtas ou longas de vestidos. A surpresa para Lourenço, desta vez, foram as boas encomendas norte-americanas, de Miami e Palm Beach. E o que significa uma boa compra? "Uma compra de cerca de 10 mil euros já é considerada uma boa encomenda", diz a vendedora do estilista.

Se árabes e americanos se encantaram com as criações para o verão (todas as coleções levadas pelos brasileiros são as do próximo verão no Brasil) de Reinaldo Lourenço, no caso de Gloria Coelho as vendas se concentram mais entre as lojas de Londres e do Japão. A mudança do Hotel Crillon para a Tranoï, segundo a assessoria da Abest (Associação Brasileira de Estilistas), responsável pela vinda da maioria das grifes nacionais, não refletiu exatamente em mais vendas, mas em mais visibilidade, por conta do grande movimento da feira.

No Hotel Crillon, Simone Nunes, Elisa Atheniense e Lino Villaventura colocaram suas coleções em exposição. Isabela Capeto, Osklen e Daslu também aproveitaram a época de desfiles em Paris para montar showroom na capital francesa.
Hospedagem: UOL Host