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Gilberto Gil canta na festa de abertura da edição de inverno do Fashion Rio (07/01/2010)
O mundo da moda é notório por sua grande afetação. Seu jeito “blasé”, sua personalidade exclusivista, ao mesmo tempo seduzem e irritam quem participa e quem não participa do jogo fashion. Na noite desta quinta (7), num raro e precioso momento, a moda brasileira pareceu baixar a guarda e relaxar.
Os ares cariocas, de espírito praiano, veraneio, naturalmente casuais, devem ter ajudado. Mas o encantamento, como naquela história dos irmãos Grimm, aconteceu mesmo por meio da música. Nosso “flautista de Hamelin”, de terno preto, muito chique e à vontade, ao lado do filho Bem Gil e do maestro Jaques Morelenbaum (de violoncelo em punho), era Gilberto Gil. Os fashionistas, acompanhados de representantes do mundo das celebridades, pegos desprevenidos pelo efeito mágico da boa música, esqueceram a pose para cantarolar no show de abertura do Fashion Rio.
Como os ratos da fábula, a moda foi seguindo a música. Espontaneamente. Talvez um sinal dos novos tempos. Em época de democratização do design, será que a síndrome de superioridade da moda ainda é mesmo o caminho para a moda ?
De resto, uma prévia da bela paisagem que o Rio, em seus diversos endereços, proporciona: no cais do Porto, onde aconteceu a festa, um navio francês aportado, enorme e cinza, o “Jeanne D’Arc” (Joana D’Arc). Numa graça a mais, os marinheiros, uniformizados, desceram do navio para ouvir Gil cantar. E que venham os desfiles, desde a edição passada orquestrados por Paulo Borges, do SPFW. Para saber mais sobre o evento, veja a programação do Fashion Rio.
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