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31/08/2010 - 07h02

Importante nome da moda baiana, Goya Lopes prevê novos caminhos para suas criações afro-brasileiras

FERNANDA SCHIMIDT
Enviada especial a Salvador*

“Sinto-me como uma contadora de histórias, por meio da nossa moda”, definiu a artista plástica e estilista Goya Lopes, 56, sobre o seu trabalho, calcado no resgate da cultura afro-brasileira.

  • Fernanda Schimidt/UOL

    Goya Lopes posa em frente a criações de sua nova marca Goya Lopes Resort, durante o Bahia Moda Design, em Salvador (30/08/2010)

Formada em artes plásticas, Goya é um dos principais nomes da moda nordestina, desde o lançamento da marca Didara (“bom”, na língua africana ioruba) há 23 anos, quando se instalou no Pelourinho, centro histórico de Salvador, em busca de um espaço genuinamente afrodescendente em que pudesse interagir com pessoas de culturas das mais diferentes. Na época, a baiana Goya havia voltado ao Brasil após concluir uma bolsa de estudos em design na Itália e trabalhava na indústria têxtil de São Paulo. Retornou à terra natal para colocar em prática um projeto pessoal de cultura por meio da moda.

No início, o foco estava na questão afro-baiana, mas acabou se expandindo. “Limitei-me ao que estava ao meu redor, aqui na Bahia, como a religiosidade. Mas existem vários ‘Brasis’ e várias religiosidades. Há referenciais também em outros lugares, como Minas Gerais e Maranhão. Com essa diversidade toda, não poderia ficar só num estado”, disse, apesar de creditar a Bahia como um poço de referências para o país. Ela queria preencher o que chama de lacuna na integração das culturas africana e brasileira na moda. Esta forte simbologia imagética foi acompanhada por tecidos naturais, como o algodão, em cortes mais retos, que remetem aos caftans.

“Há 23 anos, tinham os produtos trazidos da África e aqueles produzidos nos terreiros. Não existia uma produção que as sintetizasse, com uma indumentária para o cotidiano”, afirmou. Goya acredita que a valorização desta cultura no país poderia ser maior se a população tivesse mais informação. “O brasileiro tem todo um orgulho do país, mas não busca o conhecimento. E é, a meu ver, justamente esse embasamento que falta para que exista um respeito”.

É aí que entra seu trabalho. A artista-estilista olha para a história atrás de inspiração, pinça características de regiões, grupos étnicos e a interação entre eles para criar os seus contos de moda por meio da estamparia. Artefatos, ferramentas, natureza e arte pré-histórica entram na sua pesquisa, que parte sempre de uma percepção aguçada. “Se olho e sinto arrepio, é porque ali tem coisa”.

Ela lembra as coincidências que culminaram em uma coleção inspirada na arte rupestre, em 1993, que lhe rendeu, entre outras coisas, um prêmio do Museu da Casa Brasileira e um painel gigante no Itamarati. Uma amiga que morava na Itália havia feito uma exposição sobre arte rupestre africana e lhe enviado um folder sobre o trabalho; outra, que ia fazer um doutorado na França, entregou-lhe livros sobre o mesmo assunto; e, logo em seguida, conheceu uma arquiteta que lhe apresentou uma pesquisa inédita sobre arte rupestre no Piauí. “O material chegou à minha mão! Então, comecei a fazer as figuras rupestres afro-brasileiras, juntando coisas da Chapada e de outros lugares, e surgiu a coleção”, disse.

  • Folhapress

    Goya Lopes em seu ateliê, no Pelourinho, com peças da marca Didara, em 2004

Hoje, Goya permanece sem abrir mão das referências afro-brasileiras, mas passou a investir também na fatia de mercado voltada para as tendências de moda, com a criação da linha Goya Lopes Resort, de moda praia e pós-praia, voltada para um público feminino sofisticado, que estreou com desfile no Bahia Moda Design nesta segunda (30). “É importante que essas raízes, principalmente africanas, estejam numa linguagem contemporânea”, disse. A serigrafia, exclusivamente manual no trabalho da Didara, ganhou as facilidades da tecnologia moderna e virou estamparia digital na Goya Lopes Resort. A direção criativa das coleções é dividida com Renata Córes, quem assina o estilo da nova marca – Goya manteve seu posto de designer de superfície. Os preços foram ligeiramente requintados. Enquanto as peças da Didara variam de R$ 20 a R$ 500, na “linha premium”devem ir de R$ 80 a R$ 700. Com o target reposicionado, os negócios ganharam outro foco: investir nas multimarcas, em vez de ocupar espaço das duas lojas Didara, localizadas no Pelourinho e no aeroporto de Salvador.

Durante a programação do primeiro dia de Bahia Moda Design, Goya fez o lançamento local do livro “Imagens da Diáspora” (Solis Luna, 2010), criado em parceria com o historiador Gustavo Falcón e composto por 30 gravuras inspiradas pela diáspora africana no Brasil.

*A repórter viajou a convite da organização do Bahia Moda Design



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