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12/06/2007 - 16h41

SP Fashion Week repete edição "verde" e faz campanha pela água

Alexandre Schneider/UOL

Modelo Michelli Provensi apresenta look da coleção Inverno 2007 durante desfile da Cori

Modelo Michelli Provensi apresenta look da coleção Inverno 2007 durante desfile da Cori

Por Fernanda Ezabella

SÃO PAULO (Reuters) - No lugar de quase 5 mil árvores, a 23a edição do São Paulo Fashion Week terá que plantar 3 mil para neutralizar as emissões de dióxido de carbono durante seus 48 desfiles, a partir de quarta-feira.

A redução, em comparação à edição de janeiro, faz parte da estratégia de sustentabilidade do evento, que resolveu reaproveitar o cenário da temporada anterior, feito de papelão, além de fazer uma campanha pelo consumo consciente de água.

O uso do papelão, que antes era enviado à reciclagem, começou há um ano e meio, com cenografia de Daniela Thomas e Felipe Tassara. Desta vez, o material volta todo branco, forrando paredes do prédio da Bienal, no parque Ibirapuera, e compondo os banquinhos das salas de desfile.

"Como postura para mostrar que é possível reutilizar, estamos reaproveitando todos os materiais utilizados na cenografia do último evento e acrescentando algumas coisas", disse Graça Cabral, diretora-executiva do SPFW.

O pano de fundo desta edição, que vai até dia 19, será a água e todos os seus simbolismos. "Não só sobre coisas concretas, como a escassez da água, mas também sobre o simbólico, a água como transmissão e fluxo de idéias", disse à Reuters por telefone.

O SPFW criou a campanha "H2O, a solução é simples", com imagens sobre uso racional da água, que serão expostas no evento e usadas para publicidade em jornais e revistas. Em uma delas, aparece um guarda-chuva de ponta-cabeça e a frase "armazene chuva".

Em meio à cenografia de papelão, haverá uma exibição de jóias inspiradas no "calor glacial", com geleiras cenográficas.

Graça comentou que tem se reunido desde o começo do ano com marcas e empresários para mapear as necessidades do mercado no momento, para que a semana de moda paulista, a maior da América Latina, ajude a criar instrumentos de sustentabilidade, tanto econômicos como ambientais.

"Há muitos anos falamos da importância da identidade brasileira. E a questão da diversidade e biodiversidade é um ativo forte, que a gente tem que se apropriar antes que a gente comece a comprar, vindas de fora, as nossas próprias coisas", disse.

Na lista de 48 desfiles desta temporada primavera-verão, as novidades são Jefferson de Assis, que saiu do projeto de jovens talentos Amni Hot Spot para estrear no SPFW, a grife do grupo cultural carioca Afroreggae, com direção de estilo de Marcelo Sommer e a a estréia de uma coleção própria da Ellus Second Floor, que antes vendia jovens estilista e agora terá roupas criadas por Rita Wainer.

Os estilistas portugueses Anabela Baldaque e Miguel Vieira, além de Zigfreda, Carlota Joakina, assinada por Gloria Coelho, e Marcelo Quadros, estão de volta ao line-up, alguns (como Quadros) depois de bastante tempo fora. Pulam esta edição Patrícia Viera e Sais, além de Ricardo Almeida, que já havia deixado de desfilar no Inverno 2007.

Hospedagem: UOL Host