O verde é o novo preto. O jargão da moda adaptado a ações ecologicamente corretas começa a ganhar força no Brasil e no mundo. Grandes marcas nacionais ampliam o uso do
algodão orgânico em suas peças,
estilistas renomados criam 'shopping bags' de tecido,
bicicletas são febre entre fashionistas na semana de Paris.
Desejado na capital francesa e começando a ganhar espaço também nos pés berlinenses, o tênis Veja é criado sob três princípios: uso de material ecológico, uso de látex e algodão obtido em comércio justo e respeito à dignidade dos trabalhadores.
Apesar de ser vendido na Europa, Estados Unidos, Canadá e Ásia, a matéria-prima para os calçados é toda produzida no Ceará. A origem do produto é frisada em seu material de divulgação, que define a região como "uma das áreas mais secas e pobres do país".
O país foi inspiração ainda para o design do Veja, que tem uma de suas coleções baseada nos uniformes de vôlei canarinhos da década de 70. A estética pop, o streetwear e uma linha para bebês também fazem parte do catálogo da empresa. Na loja virtual Adili, especializada em moda ecológica, os pares chegam a custar £60 (cerca de R$ 200) cada.
Além do Veja, a marca Amazon Life também fez do Brasil a fonte de matéria-prima para suas bolsas, pastas, mochilas e bonés sustentáveis, todos produzidos a partir de látex retirados por índios e seringueiros amazônicos. A marca, que vende online para todo o mundo e em lojas nos Estados Unidos e Rio de Janeiro, fez neste ano parcerias com Tereza Santos para a atual coleção de verão da estilista, o Oestudio e Rainha.
Em Jaraguá do Sul (SC), a Malharia Menegotti, que atualmente controla a Colcci e a Sommer, é uma das fornecedoras de algodão 100% orgânico para grifes como a UMA, da estilista Raquel Davidowicz. Osklen, Cantão e Redley estão entre outras marcas adeptas do produto.