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29/02/2008 - 20h17

Princesas raras de Alexander McQueen fecham 6ª noite de desfiles ao som de Nirvana

CAROLINA VASONE
Enviada especial a Paris

AFP

Princesas apresentadas por Alexander McQueen em Paris têm vestidos de golas volumosas

Princesas apresentadas por Alexander McQueen em Paris têm vestidos de golas volumosas

O inverno de Alexander McQueen é para princesas raras. Elas fazem a corte ao som de Nirvana, numa versão de violinos para "Come as you are". Mostram a riqueza de seu reino nos muitos metros de tecido de suas saias volumosas feitas de camadas e camadas de renda ou de tule, ajustadas por um vestido maxitricô com capuz por cima. Usam jóias e bordados para enfeitar-se à moda antiga e ostensiva dos monarcas, arrematando o look com botas e leggings pretas e fetichistas. As coroas são excêntricas, os penteados desfiados, duros, descabelados. Ah, e o casteloé uma árvore.

Neste reino onde as épocas não exatamente se misturam, mas parecem se apropriar umas das outras, Alexander McQueen apresentou seu inverno 2008-09, na noite desta sexta (29). Com o título de "A garota que vivia na árvore", o desfile aconteceu em torno de uma grande árvore seca, iluminada de dentro de um plástico leitoso branco, que amarrado com cordas no caule, continuava cobrindo toda a passarela, como se fosse um grande prédio em restauração. Despossadas, as princesas caminhavam, primeiro, com mais ritmo, inteiras de preto, com as leggings, as botas e as saias rodadas de vestidos marcados na cintura, seguidos dos paletós que faziam menção ao fraque ou ganhavam anquinhas. Depois, a imagem forte da série de looks pretos foi substituída pelos xadrezes abertos, em cinza, branco preto e um toque de vermelho. O volume, que se concentrava na parte de baixo dos looks, foi para a parte de cima, em mangas e golas de vestidos. O tricô apareceu em vários momentos, ganhando um outro status de moda, sofisticado, com modelagem apurada.

A cor, com tons fortes de azul e de vermelho cereja, apareceu mais na parte final, coroando as princesas de McQueen, que já usavam rendas e tules ao longo do desfile, com bordados, veludos e volumes em vestidos saídos de uma outra época: nem o passado, nem o presente, mas um mundo que usa elementos de moda dos dois para construir uma mulher complexa, luxuosa e um pouco perversa.

No encerramento, ao som de "Aleluia", Alexander McQueen agradeceu a platéia e brincou de carregar o manto vermelho de seu último e suntuoso look, em vermelho.
Hospedagem: UOL Host