03/03/2008 - 14h48
Livro mostra história do figurino da Globo em 400 páginas. Veja fotos
AILTON PIMENTEL
Colaboração para o UOL
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Divulgação/TV Globo
O cabelo curto e crespo de Vera Fischer foi sucesso na novela "Brilhante", em 1981
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Como todo mundo deveria saber, e a figurinista Marília Carneiro adora repetir, novela da Globo é a maior revista de moda do Brasil. É um tal de ligar ou lotar de-mails a Central do Telespectador para descobrir de onde é uma determinada roupa ou como conseguir o mesmo corte de cabelo de alguma personagem.
Desde que a própria Marília deflagrou a febre das meias de Júlia Matos em "Dancin' Days" a telespectadora se acostumou a ficar com um olho da trama e outro no figurino. Agora, referências de estilo que atingiram em cheio milhões de brasileiras estão condensadas nas 400 páginas do livro "Entre Tramas, Rendas e Fuxicos - o figurino na teledramaturgia da TV Globo", lançado no final de janeiro, que contou com a participação de 18 figurinistas para a sua confecção.
Dividido em seis capítulos, é possível viajar e conhecer 40 anos de curiosidades, passando do "Sheik de Aghadir", de 1965, a "Paraíso Tropical", de 2007. Em "Quatro por Quatro", Letícia Spiller vivia a Babalu e incendiava o Brasil. Mariana Ximenes viu sua Ana Francisca de "Chocolate com Pimenta" se transformar de caipira para uma sofisticada dama.
Já em "Tieta", a Perpétua de Joana Fomm, usava sempre um mesmo vestido preto e xale pesado por cima. Na seqüência vêm os laçarotes na cabeça da Viúva Porcina de "Roque Santeiro", os vestidos longos de Vitória em "Belíssima", a lingerie da Vani de "Os Normais", o anel da Jade em "O Clone", a minissaia da Darlene de "Celebridades", até os maiôs da Bebel de "Paraíso Tropical".
Um dos capítulos mais impressionantes foi batizado de A Fábrica, que descortina para o leitor todo o poder do departamento de costura da emissora. Aliás, quem já viu qualquer matéria do "Vídeo Show" sobre a produção de novos figurinos - a média mensal é de 1340 peças por mês -, ou sobre o acervo que guarda figurinos antigos, catalogados por estilo, década, profissões e mil outros critérios, fica impressionado mesmo.
Tudo isso ainda é somado à compra ou empréstimos de peças por parte de estilistas famosos ou confecções gigantes, além de iniciativas mais alternativas, como fez a dupla Cao Albuquerque e Helena Brício em "As Filhas da Mãe", que montou uma oficina somente para fazer as roupas exclusivas usadas pela transexual Ramona, vivida por Claudia Raia, ou o delicado trabalho de Luciana Buarque na minissérie "Hoje é dia de Maria".
SERVIÇO
"Entre Tramas, Rendas e Fuxicos"
Editora Globo
R$58,00