A presença de modelos brasileiras no mercado internacional de moda tem sido constante ano após ano. Tops consagradas como Gisele Bündchen e Alessandra Ambrósio estampam editoriais e campanhas concorridas, enquanto Raquel Zimmermann, Isabeli Fontana e Carol Trentini ocupam as primeiras posições no ranking Top 50 do site
Models.com.
Seguindo seus passos, está uma nova geração de modelos nacionais, que promete manter a boa reputação do país e já desponta em passarelas e ensaios fotográficos no exterior.
Entre os novos rostos estão Aline Weber, Bruna Tenório, Carolina Pantoliano e Daiane Conterato, que têm tido participação garantida nas últimas temporadas de Paris, Nova York e Milão, e são seguidas por mais jovens que percorrem com sucesso todo o circuito nacional e, aos poucos, ganham atenção de grifes estrangeiras.
Aline, por exemplo, abriu o aguardado desfile da Balenciaga para o Inverno 2008/09 em Paris. Bruna esteve recentemente nas passarelas de grifes como Louis Vuitton, Chanel, Yves Saint Laurent e DSquared2. Carol participou de Miu Miu, Yohji Yamamoto e Alessandro Dell'Acqua, e fotografou editorial para a "Vogue" italiana. Enquanto Daiane fez desfiles para Givenchy, Alexander McQueen e Jean Paul Gaultier, e já comemora o 36º lugar no Models.com.
"Os grandes celeiros são o Brasil e a ex-União Soviética. Lá fora, as pessoas ficam impressionadas com a quantidade de tipos que temos aqui. É uma cara universal, versátil", disse a empresária Mônica Monteiro, ex-agente de Gisele Bündchen.
A profissionalização do mercado nacional de moda é um fator que colabora para o sucesso das meninas no exterior, com semanas de moda organizadas e veículos voltados para o setor. "As modelos chegam bem preparadas. Lá, são 'newfaces', mas já passaram por todas as temporadas em São Paulo e no Rio", afirmou a booker.
Para o fotógrafo de moda André Schiliró, as modelos brasileiras têm ainda um tempero especial: "É o jeito com que se comportam nos trabalhos, a maneira como posam para as fotos. Elas têm uma bossa".
Esta geração, com idade entre 16 e 18 anos, encaixa-se no padrão atual requisitado pelo mercado, que prima pelo "diferente", segundo Mônica, ou pela "estranheza", como definiu Schiliró. São meninas que, além dos atributos básicos - corpo longilíneo, boa pele, fotogenia e personalidade -, possuem um rosto de ângulos mais marcados, por exemplo, ou um andar característico.
Seus status de top internacional serão confirmados à medida que mantiverem, a cada temporada, o interesse de estilistas e bookers importantes e conseguirem trabalhos exclusivos nas passarelas e fora delas, estrelando editoriais e campanhas publicitárias das grandes maisons.
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