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24/04/2008 - 00h59

Rosa Chá faz desfile de inverno com 'mulheres normais', em São Paulo

FERNANDA SCHIMIDT
Da Redação

Fernanda Schimidt/UOL

A advogada Mariana Jungmann era uma das 'mulheres reais' sobre a passarela da Rosa Chá

A advogada Mariana Jungmann era uma das 'mulheres reais' sobre a passarela da Rosa Chá

A grife Rosa Chá apresentou sua coleção para o Inverno 2008/09 na noite desta quarta-feira (23) com desfile de "mulheres normais" realizado na Casa de Portugal de São Paulo, no bairro da Liberdade.

Com o desfile, feito em parceria com uma marca de cosméticos, o estilista Amir Slama procurava mostrar a diversidade de tipos entre as mulheres brasileiras, com seus diferentes tamanhos, cores e jeitos.

A apresentação foi precedida por um "Manifesto pela Real Beleza", lido pela atriz Fernanda Montenegro. "É hora de valorizar quem somos e resgatar nossa auto-estima. Não só agora, mas por toda a vida", concluia o texto.

Apesar de contemplar as variadas etnias, a passarela foi ocupada predominantemente por mulheres 'quase modelos' (das 33 pessoas escaladas para o desfile, apenas 8 eram modelos profissionais). Entre famosas e anônimas, eram poucas as gordurinhas escapando pelas amarrações de biquínis ou escondidas sob casaquinhos acinturados ou vestidos.

No lado estrelado do casting, estavam a cantora Claudia Leitte, as apresentadoras Fernanda Young e Domingas Person, a atriz Thalma de Freitas e a chef Bel Coelho. No outro, de anônimas, uma vendedora, uma psicóloga, uma arquiteta, uma dona-de-casa, dentistas etc, todas em clima eufórico antes do início do desfile. "Tenho medo de cair e virar uma 'celeb', a próxima Naomi", brincou a advogada Mariana Jungmann, 27, do backstage.

Sobre a passarela, algumas mulheres olhavam apreensivas, tentando esboçar naturalidade ao caminhar; enquanto outras mantinham o olhar solto, demonstrando mais desenvoltura.

Inspirado pela chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil, o Inverno 2008/09 da Rosa Chá, como a moda praia costuma pedir, virá brando. Tecidos leves aparecem em túnicas e blusas, em uma cartela de cores que prioriza os rosas, brancos e azuis. O comprimento varia do curtíssimo, em shorts e saias, para o comprido, observado em calças skinny e saruel.

Os biquínis apareceram comportados, com calcinha de amarrações laterais e tops enfeitados por aplicações de pedras brilhantes, acompanhados por jaquetinhas, como a de couro rosa no começo do desfile. Os maiôs, em menor número, vieram lisos ou estampados, como no conjunto com um casaco preto com cara de poncho.

A modelagem, segundo Slama, mostrou-se compatível com os diferentes tipos de corpos na passarela. Acostumado a vestir modelos, o estilista afirmou ter se surpreendido com as formas destas "mulheres normais". "Elas, às vezes, têm o quadril maior e o busto menor, mas tive que fazer poucos ajustes. De qualquer maneira, é bom brincar com estas diferenças", disse.

A Rosa Chá integra o calendário oficial da semana de moda de Nova York, ao lado de grifes nacionais como Carlos Miele, Alexandre Herchcovitch e Iódice.

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