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19/06/2008 - 15h55

Japão norteia inspiração na decoração dos lounges no SPFW

CHRIS CAMPOS
Colaboração para o UOL

Chris Campos/UOL

Os luminosos do instalação central do SPFW remetem aos bairros mais iluminados de Tóquio

Os luminosos do instalação central do SPFW remetem aos bairros mais iluminados de Tóquio

Nada como um tema para nortear projetos decorativos ou cenográficos. Este ano, inspirados pelo centenário da imigração japonesa no Brasil, decoradores, cenógrafos e artistas plásticos capricharam nos ambientes exibidos nos lounges e também nos corredores desta edição do São Paulo Fashion Week. Tudo lembra o Japão. O tradicionalismo aparece na exposição de quimonos recheada com 23 peças do acervo do Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil e também nos desenhos estampados nos painéis do segundo piso da Bienal. O origami também tem destaque, na árvore que dá boas vindas aos fashionistas logo na entrada e nos papéis estampados - que serviram de inspiração para forrar paredes e pisos no lounge da Melissa.

Já o lado moderninho do Japão aparece nos luminosos da instalação central da Bienal, que lembram os bairros mais espetaculosos de Tóquio: Ikebukuru, Akihabara, Roppongi... E ainda em trabalhos como o criado por Muti Randolph para o lounge da Oi. Também tem as máquinas de joguinhos, os espelhos das casas noturnas, os vídeos famosos por mesclar imagens e letras de maneira quase descontrolada.

Toda a comunicação visual do vento foi criada pelo Estúdio Árvore sob orientação das invenções cenográficas de Daniela Thomas - sempre presente no evento de moda mais importante do país. O que se vê pelos corredores da Bienal é o Japão atual, em que a mistura do tradicional e do novo confere a graça toda da coisa. A Melissa é responsável por um dos espaços mais festivos da Bienal. No lounge da marca, paredes e pisos foram forrados com reproduções gigantes de papéis de origami. Sapatos, kokeshis (bonequinhas tradicionais japonesas) e o simpático Maneki Neko (o gatinho da sorte) são exibidos em esteiras como as encontradas nos restaurantes de sushis no Japão.

Já no espaços da Casa SPFW, lanternas e muito vermelho dão o tom oriental à decoração. A Natura apostou no mix do ecologicamente correto, com árvores e mobiliário feito de papelão ondulado (e devidamente reciclado), e em um dos maiores ícones japoneses: o bonsai, exibido como obra de arte, posicionado bem no centro do lounge. O cenógrafo Gringo Cardia foi o idealizador do espaço da marca.

Chris Campos/UOL

Chris Campos/UOL

O piso do lounge da Melissa, feito com reproduções de papel de origami

Painéis de papelão nos corredores da Bienal são estampados com desenhos made in Japan. O resultado é de encher os olhos até do visitante mais distraído. Pena que um deles tenha despencado logo na estréia do evento... Funcionários reposicionavam o quebra-cabeças idealizado pelos cenógrafos com pressa na terça-feira (17).

Foram os poucos os lounges que não se renderam à inspiração sugerida pelo tema desta edição da SPFW. O arquieteto Marcelo Rosenbaum colocou sua assinatura em dois espaços: o da Editora Globo e o da WGSN. Em ambos, optou por manter seu próprio estilo - cheio de referências ao passado e boas misturas de cores. No espaço da TAM, a alusão ao Japão é sutil, mas não menos eficaz: um painel gigante foi grafitado pela artista plástica Nina, que fez uma homenagem às heroínas dos mangás.

A SPFW segue até o dia 23 e a entrada é apenas para convidados.

Chris Campos é jornalista, editora do site Casa da Chris

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