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Chris Campos/UOL
Os luminosos do instalação central do SPFW remetem aos bairros mais iluminados de Tóquio
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Nada como um tema para nortear projetos decorativos ou cenográficos. Este ano, inspirados pelo centenário da imigração japonesa no Brasil, decoradores, cenógrafos e artistas plásticos capricharam nos ambientes exibidos nos lounges e também nos corredores desta edição do São Paulo Fashion Week. Tudo lembra o Japão. O tradicionalismo aparece na exposição de quimonos recheada com 23 peças do acervo do Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil e também nos desenhos estampados nos painéis do segundo piso da Bienal. O origami também tem destaque, na árvore que dá boas vindas aos fashionistas logo na entrada e nos papéis estampados - que serviram de inspiração para forrar paredes e pisos no lounge da Melissa.
Já o lado moderninho do Japão aparece nos luminosos da instalação central da Bienal, que lembram os bairros mais espetaculosos de Tóquio: Ikebukuru, Akihabara, Roppongi... E ainda em trabalhos como o criado por Muti Randolph para o lounge da Oi. Também tem as máquinas de joguinhos, os espelhos das casas noturnas, os vídeos famosos por mesclar imagens e letras de maneira quase descontrolada.
Toda a comunicação visual do vento foi criada pelo Estúdio Árvore sob orientação das invenções cenográficas de Daniela Thomas - sempre presente no evento de moda mais importante do país. O que se vê pelos corredores da Bienal é o Japão atual, em que a mistura do tradicional e do novo confere a graça toda da coisa. A Melissa é responsável por um dos espaços mais festivos da Bienal. No lounge da marca, paredes e pisos foram forrados com reproduções gigantes de papéis de origami. Sapatos, kokeshis (bonequinhas tradicionais japonesas) e o simpático Maneki Neko (o gatinho da sorte) são exibidos em esteiras como as encontradas nos restaurantes de sushis no Japão.
Já no espaços da Casa SPFW, lanternas e muito vermelho dão o tom oriental à decoração. A Natura apostou no mix do ecologicamente correto, com árvores e mobiliário feito de papelão ondulado (e devidamente reciclado), e em um dos maiores ícones japoneses: o bonsai, exibido como obra de arte, posicionado bem no centro do lounge. O cenógrafo Gringo Cardia foi o idealizador do espaço da marca.
Chris Campos/UOL  O piso do lounge da Melissa, feito com reproduções de papel de origami |
Painéis de papelão nos corredores da Bienal são estampados com desenhos made in Japan. O resultado é de encher os olhos até do visitante mais distraído. Pena que um deles tenha despencado logo na estréia do evento... Funcionários reposicionavam o quebra-cabeças idealizado pelos cenógrafos com pressa na terça-feira (17).
Foram os poucos os lounges que não se renderam à inspiração sugerida pelo tema desta edição da SPFW. O arquieteto Marcelo Rosenbaum colocou sua assinatura em dois espaços: o da Editora Globo e o da WGSN. Em ambos, optou por manter seu próprio estilo - cheio de referências ao passado e boas misturas de cores. No espaço da TAM, a alusão ao Japão é sutil, mas não menos eficaz: um painel gigante foi grafitado pela artista plástica Nina, que fez uma homenagem às heroínas dos mangás.
A SPFW segue até o dia 23 e a entrada é apenas para convidados.
Chris Campos é jornalista, editora do site Casa da Chris