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18/11/2008 - 21h10

Fora das semanas de moda, estilistas mostram foco nas clientes e nas vendas

CAROLINA VASONE
Editora de UOL Estilo

Folha Imagem

A estilista Andrea Marques, que lançou sua grife própria, depois de anos anos na Maria Bonita Extra

A estilista Andrea Marques, que lançou sua grife própria, depois de anos anos na Maria Bonita Extra

Nada de debates conceituais sobre moda, de temas abstratos "cabeçudos" para as próximas coleções, ou de projeções sobre os rumos das formas, cores e vontades do vestir num futuro fashion próximo e contemporâneo. No segundo dos três dias do evento Pense Moda (leia mais informações no site do evento), as estilistas convidadas para discutir a realidade de uma marca que decide não participar de semanas de moda entoaram discurso bem objetivo e comum: foco nas clientes e nas vendas.

As participantes eram Carina Duek (filha de Tufi Duek), com marca que leva seu nome, Cecília Prado (especialista em tricôs, não tem loja e exporta), Carolina Ganon (da marca D'Arouche, que tem em parceria com o stylist David Pollack) e Cris Barros. A última não pôde vir e foi substituída por Andrea Marques (ex-Maria Bonita Extra, agora com grife própria).

Com mediação da jornalista Lilian Pacce, as convidadas comentaram sobre as dificuldades de ser uma grife pequena, como a do custo de tudo ser maior, já que não produzem em grande escala. Reconheceram a visibilidade que participar de uma semana de moda dá à grife e citaram o investimento em assessoria de imprensa, mailing e lançamentos de coleção para clientes e convidados na loja como artifícios para expor seus produtos. Em contato direto com as clientes, Carolina Ganon afirmou usar as frequentadoras de sua loja como termômetro para o sucesso ou não de suas peças. "Sempre pergunto a opinião delas", afirma.

Aos 25 anos, Cecília Prado, que vende seus vestidos, blusas e saias com trabalhos artesanais para França, Oriente Médio e outros cantos do mundo, usa como uma das principais inspirações para suas coleções o estilo de quem vai comprá-las. "Penso no que a cliente vai gostar", diz. Carina Duek, que já participou da semana Casa de Criadores, resume o raciocínio de quem não tem que se preocupar com críticas especializadas de moda, mas com quem consome roupas no dia-a-dia. "Sucesso é quando você vê todo mundo usando [a sua roupa]".

Perguntadas sobre as dificuldades de emplacar roupas em editoriais de moda e seções de consumo, considerando a concorrência com as grifes que ficam famosas por conta dos desfiles no São Paulo Fashion Week ou Fashion Rio, todas disseram que não sentirem problema. "Há espaço para todo mundo", acredita Carolina.

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