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Pesquisa reforça papel de gene "vilão" da obesidade

Uma nova pesquisa realizada por cientistas britânicos reforça o papel de um gene, o FTO, como o "vilão" da obesidade. No estudo, publicado na revista científica "Journal of Obesity", os cientistas ofereceram a 131 crianças com idade de quatro ou cinco anos um prato de biscoitos salgados e doces uma hora depois de uma refeição completa.

Os resultados indicam que as crianças com uma ou duas variantes do FTO eram mais propensas a comer os biscoitos, apesar de possivelmente estarem saciadas pelos alimentos ingeridos na refeição.

"Acreditamos que nossa pesquisa esclarece um pouco mais sobre como algumas crianças respondem melhor aos sinais dados pelo corpo quando já estão saciadas", disse Jane Wardle, autora do estudo.

Segundo ela, a pesquisa sugere que algumas crianças não sabem quando parar de comer, o que pode levar à obesidade e causar problemas de saúde. "Saber mais sobre os genes é o primeiro passo para reduzir esses efeitos negativos", afirmou.

Saúde
Os pesquisadores da University College (UCL), em Londres, já realizaram antes estudos sobre a relação entre o gene e a obesidade.

Em uma pesquisa publicada em julho de 2008, os cientistas sugeriram que crianças com duas cópias do FTO têm mais dificuldades de saber a hora de parar de comer.

Além disso, em novembro, pesquisadores da Universidade de Dundee, na Escócia, publicaram um estudo no qual indicam que uma variante do gene que está presente em 63% da população influencia os hábitos alimentares de uma pessoa fazendo com que ela consuma alimentos mais calóricos.

A obesidade está relacionada a diversos problemas de saúde, como doenças cardíacas, diabetes e vários tipos de câncer.

Estimativas sugerem que cerca de 25% das mortes causadas por câncer são relacionadas à obesidade e a dietas pobres.

Sara Hiom, porta-voz da ONG britânica Cancer Research UK, que trabalha com pesquisas sobre a doença, alerta, no entanto, que nem todas as crianças que possuem uma ou duas variantes do gene FTO irão comer em excesso.

"Outros fatores são importantes também, como os hábitos alimentares dois pais e o tipo de comida disponível em casa", disse.
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