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Escritórios do Rio tiveram 2º maior aumento de aluguel no mundo

Thomas Pappon

O Rio de Janeiro é a cidade que registrou o segundo maior aumento de preço de aluguéis de escritórios entre 50 lugares pesquisados, segundo um relatório divulgado esta semana.

Pelo relatório Global Office Rents, da empresa do mercado imobiliário CB Richard Ellis, nos últimos 12 meses, o preço dos aluguéis de escritórios subiu 12,1%, percentual que só foi inferior ao da cidade escocesa de Aberdeen.
 

O Rio de Janeiro é a 12ª região do mundo com maiores preços de aluguéis de escritório – com preço médio de US$ 942 por metro quadrado por ano – e a mais cara da América Latina.

São Paulo é a segunda cidade latino americana a aparecer no ranking mundial, na 16ª posição. O preço médio do aluguel de escritório na capital paulista é de US$ 881 por metro quadrado por ano.

Olimpíadas

As regiões mais caras do mundo, segundo o relatório, são o West End, em Londres, e duas regiões centrais de Tóquio. Hong Kong, Moscou, Paris, Mumbai, Dubai, a City (região que abriga o centro financeiro) londrina e Nova Déli fecham, na ordem, a lista das dez regiões com aluguéis de escritórios mais caros do mundo.

Sobre o Brasil, segundo o relatório, "havia uma demanda reprimida por espaços luxuosos no Rio de Janeiro que agora está sendo preenchida com preços 30% acima dos melhores produtos existentes no mercado anteriormente".

"Escritórios no Rio só ficarão mais caros no longo prazo, quando os investimentos relacionados à sede dos Jogos Olímpicos [de 2016] começarem", diz texto.

Sobre São Paulo, o relatório diz que o mercado de escritórios "passou pelo pior da crise econômica e mostrou progressos significativos no terceiro trimestre 2009".

"A absorção de produtos [escritórios] aumentou dramaticamente, os índices de desocupação caíram e os preços de aluguel se mantiveram firmes ao longo do trimestre", diz o relatório.

"O crescimento moderado, ainda que lento, deve continuar ao longo de 2009, apesar de os indicadores políticos e econômicos preverem que 2010 será um ano forte para o Brasil e para os seus mercados."

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