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Tire proveito da chapinha e fique com os fios lisos e saudáveis

ISABELA LEAL
Colaboração para o UOL

Apesar da forte presença dos cachos, tanto nas passarelas quanto nas ruas, os fios lisos ainda reinam absolutos. É inegável. De acordo com os experts em cabelos, oito em cada dez mulheres não abrem mão dos fios retos.

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    Técnica correta ajuda a evitar as pontas espigadas e fios rebeldes na raiz, que denunciam a natureza ondulada dos cabelos


No entanto, mais da metade delas precisa de recursos técnicos para conseguir esse visual, pois nasceram com ondas ou cachos. E nessa conquista, o secador e a chapinha se tornam grandes aliados. Entre eles, o efeito liso chapado, alcançado pela prancha é o mais cobiçado. "Embora, os cachos e ondas pouco a pouco estejam ganhando espaço na cabeça das mulheres brasileiras, o cabelo liso ainda é sinônimo de elegância e sofisticação. Não tem como negar que os fios retos têm um glamour", relata Nilo Leal, cabeleireiro da Casa Mauro Freire em São Paulo.

O problema é que exibir madeixas lisas e naturais, além de dar trabalho, não é tão simples. Quando se lança mão da prancha, é fácil cair na armadilha do estilo artificial, caracterizado por pontas espigadas e fios rebeldes na raiz, que denunciam a natureza ondulada dos cabelos e fica deselegante. "Por isso é tão importante secar com o secador e escovar os fios antes de passar a prancha, essa etapa é determinante para um liso mais espontâneo e garante o controle do volume", diz Nilo Leal. "Além disso, vale aplicar um produto termoativado de tratamento, que preserva os fios e normalmente tem ação anti-frizz, que também controla os rebeldes", ensina o cabeleireiro Tiago Parente, do salão Fashion Clinic, do Rio de Janeiro.

Cosméticos protetores: não abra mão deles
Para saber os cuidados necessários que se deve tomar, é preciso entender o que ocorre com o uso da chapinha. "Na prática, quando os cabelos são muito expostos ao calor, a alta temperatura rouba a umidade natural do fio. Isso significa que com a umidade vão embora as proteínas saudáveis", explica Alessandra Rebouças, coordenadora de Desenvolvimento de produtos da Unilever, que vai além. "Esses aparelhos geradores de calor derretem a camada de lipídeo que suaviza a queratina do cabelo, causando uma alteração da forma, ou seja, o fio se torna muito mais frágil e suscetível à quebra", complementa Alessandra.

É por isso que se faz necessário aplicar um produto de tratamento. "Já que além de proteger o fio do calor, eles agem a favor da hidratação e outras fragilidades que a alta temperatura provoca", garante Alessandra Rebouças, da Unilever. "Os produtos termoativados, quando em contato com o calor, formam uma película protetora em volta do fio, que reduz bastante os danos causados pelo processo de secagem", afirma a dermatologista Carolina Ferolla, de São Paulo. "O ideal é aproveitar que vai utilizar a chapa e já fazer um tratamento termoativado com proteínas e hidratantes próprios, que têm suas propriedades liberadas sob o calor, independentemente do efeito que se quer obter", avisa Tiago parente, do Rio de Janeiro.

Outro fator importante para preservar os cabelos saudáveis é utilizar uma prancha com íons. "Essas partículas ajudam a fechar as cutículas (estrutura interna do fio, fragmentada em forma de escamas) do fio, tornando-o mais resistente. E unidas, as cutículas permitem que um fio deslize melhor sobre o outro. Assim, o cabelo tem um caimento perfeito", esclarece Nilo.

Entre os diversos tipos de pranchas - cerâmica, teflon, fibra, titânio, ondas infravermelhas - disponíveis no mercado, deve-se observar e escolher o modelo de acordo com o material que é feita. Na opinião dos cabeleireiros, para uso doméstico, a mais prática e eficiente é a de cerâmica. "Ela mantém a temperatura estável e distribui o calor de maneira uniforme. Assim, basta passar uma vez apenas em cada mecha, sem aumentar o desgaste do fio", explica Tiago Parente.

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    Produtos termoativados ajudam a garantir a saúde dos fios submetidos ao calor da chapinha

Previna-se contra o exagero
Mas atenção: não é porque a indústria desse segmento está tão avançada que a chapinha deve se transformar em um acessório de uso diário. Não, pelo contrário, é preciso respeitar um intervalo entre as sessões de alisamento, principalmente em casa. E nesse sentido os especialistas são unânimes ao afirmar que sua utilização não deve ultrapassar a frequência de uma vez por semana.

Para que na prática isso seja possível, é recomendável tomar alguns cuidados no dia a dia para manter o efeito liso por mais tempo, sem precisar passar novamente a prancha e com isso se expor ao desgaste do aparelho. "A própria prancha faz o liso durar mais. Ela é o recurso que garante maior durabilidade aos fios retos. O resultado se mantém até a próxima lavagem ou até quando o couro cabeludo começa a soltar oleosidade, o que demora em média três dias", explica Nilo Leal, da Casa Mauro Freire. "Para garantir fios retos assim, vale passar uma escova de cerdas largas de duas a três vezes por dia para desembaraçar, principalmente na nuca, evitar prender para não marcar e não ficar passando a mão para não levar a oleosidade do couro cabeludo para o fio", aconselha o expert.

Secador X Chapinha
Para quem ainda tem dúvidas, entre o secador e a prancha, opte sempre pelo primeiro. O motivo? A temperatura da prancha pode chegar ao dobro de potência, se comparada com o secador. O que significa um dano muito maior ao fio. E a maneira de usar, também deve ser considerada. "O secador agride menos os fios porque não fica em contato direto com o cabelo. Já com a chapinha, por não poder manter distância, o dano é muito maior", avisa a médica Carolina Ferolla.

Quem pode tirar proveito dessa diferença são as mulheres com alisamento químico. "Nesses casos, vale dispensar o uso da chapinha. Uma boa secagem com o secador já produz um efeito liso, sem necessidade da prancha", assegura o cabeleireiro Tiago Parente. "Quem faz alisamento químico já expõe os fios a um trauma profundo, é melhor evitar o uso da chapinha para não danificar ainda mais a fibra capilar", aconselha Carolina Ferolla.

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