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Blush é grande aliado para camuflar imperfeições e evidenciar os traços do rosto

ISABELA LEAL

Colaboração para o UOL

Queridinho entre os maquiadores e essencial nas passarelas de moda, o blush é um item de maquiagem que ainda traz muitas dúvidas entre as mulheres, seja para dar um up na maquiagem do dia-a-dia ou incrementar um make de noite.
 


A cantora Taylor Swift optou por blush rosa claro no Grammy 2010


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O que se sabe a respeito desse cosmético é o básico: que ele traz um aspecto saudável ao rosto. “O blush produz um ar de saúde, de quem tomou um sol leve e dormiu bem à noite”, compara a maquiadora Bettina Schütze, de São Paulo. No entanto, esse produto pode muito mais. “Bem aplicado, tem o poder de valorizar os traços ou esconder imperfeições”, diz o make up artist Marcelo Hicho, do Salão Fashion Clinic, do Rio de Janeiro. “Tudo vai depender do tom do blush, da região evidenciada e de como vai ser aplicado”, resume o maquiador.

Dupla função: corrigir e colorir
As cores mais neutras, geralmente um pouco mais escuras que o tom natural da pele, como as diversas nuances do marrom, são indicadas para definir o contorno do rosto e suavizar algumas imperfeições ou características muito evidentes. “Utilizando pouca quantidade e de maneira correta, é possível deixar o rosto mais fino, disfarçar a papada, suavizar uma testa muito grande, afinar o nariz”, explica Bettina.

Além de seu efeito corretivo, o blush em tons mais vivos e cintilantes evidencia as maçãs, marcando a personalidade do make. “É possível produzir um look fashion, romântico, sensual, ninfeta, ar de saúde. Tudo vai depender do estado de espírito, de como a mulher vai querer se sentir”, esclarece Marcelo Hicho. Mas atenção: ter cor e brilho não significa que o blush pode chamar a atenção. “Mesmo usando cores fortes, o segredo é deixá-las suaves. Blush muito intenso é proibido. Estilo anos 80 fica bacana na passarela, mas no dia-a-dia é over”, alerta Bettina. “A regra básica para não errar na hora de passar o blush é ‘o menos é mais’. É bom aplicar um pouco e espalhar, aplicar outro pouquinho e espalhar mais. Ir fazendo camadas finas permite que se veja bem a tonalidade e evite exageros”, ensina a maquiadora Vanessa Rozan, do Liceu de Maquiagem, de São Paulo. “Blush não pode marcar, aparecer, ele deve ser bem sutil”, complementa.

Porém, de nada adianta seguir essas regras, sem o pincel ideal. “Para aplicar as versões compacta e em pó, é melhor usar o pincel próprio para blush, que deve ser redondo, super macio e cheio, com volume de cerdas, para permitir dar uma tonalidade uniforme ao rosto e às bochechas sem marcar”, recomenda Marcelo Hicho. “As outras versões de blush, como as mais cremosas, podem ser aplicadas com a ponta dos dedos, para dar mais domínio da quantidade”, complementa o expert.

Correções sutis, efeitos marcantes
De acordo com os maquiadores, a maior dúvida das mulheres é onde e como aplicar o blush, para se obter o melhor resultado. “Tudo vai depender do tipo e do formato do rosto”, resume Vanessa Rozan. Esse é o segredo: para produzir o efeito desejado, o blush precisa ser aplicado na região certa e de maneira correta, permitindo assim que as imperfeições sejam disfarçadas e o que é bonito fique em evidência. Mas para a segurança de algumas mulheres, existe uma regra curinga que não tem erro, é fazer e dar certo. “Aplicar um pouquinho de blush, da cor mais próxima a cor da pele, em cima do osso da maçã, aquela região mais alta do lado externo da bochecha, e esfumar para baixo, espalhando bem”, ensina Vanessa. No entanto, se a idéia for definir o contorno do rosto, é importante utilizar cores neutras, puxadas para o marrom e nude, com técnicas específicas para cada formato. Confira:
 

  • Rosto magro e fino: deve ser aplicado de forma mais horizontal, indo das laterais para a frente do rosto, na parte mais alta das maçãs. É bom evitar blush escuro nas laterais do rosto, para não afinar ainda mais.

 

  • Rosto redondo: aplicar tons mais neutros nas laterais do rosto, para deixá-lo mais fino. Evitar cores vivas nas maçãs, ou seja, na região frontal do rosto, para não chamar mais a atenção.

 

  • Bochechas mais cheias: a técnica nesse caso é a mesma utilizada por quem tem formato redondo. Afinar na lateral e evitar cor nas maçãs. Os tons neutros são os mais indicados.

 

  • Rosto quadrado: o movimento de aplicação deve ser mais longo. O pincel do blush deve ir da altura da orelha em direção à boca, para suavizar o formato quadrado.

Saiba qual é a tonalidade ideal para o seu tipo de pele
Os tons do momento são os alaranjados, avermelhados, rosados puxados para o pink e os clássicos terrosos, como o bronze e o marrom, que nunca saem de moda. Mas tem sempre uma cor que fica perfeita quando combinada ao tom original da pele. As cútis mais claras ficam perfeitas com tons também suaves como rosa, pêssego e nude. “Na verdade, essa cor de pele fica bem com todos os tons de blush. Desde que as nuances sejam bem leves”, acredita Marcelo Hicho.

Quem tem o rosto mais rosado, levemente avermelhado, por conta do rubor natural das bochechas, é indicado nuances mais neutras, como o nude e marrom claro, sempre aplicado com leveza. As morenas claras ficam bem com todas as tonalidades que vão do rosa ao vermelho. “Já as negras pedem tons mais escuros, porém vibrantes para aparecer, como o vinho, pink escuro, terra e bronze escuro com pigmentos vermelhos”, ensina Marcelo. “O blush ideal deve seguir mais ou menos o tom da pele. As mais claras, tons suaves; as mais morenas, cores mais escuras”, explica Vanessa Rozan. Seguindo essa regra, é seguro e as chances de errar diminuem bastante. Por isso, na hora de comprar é importante analisar a cor escolhida e observar se é adequada ao tom de pele. “É sempre bom experimentar no rosto, nunca em outras regiões do corpo. Só assim é possível ver como fica, se combina com a cor da pele, se é muito forte ou muito claro”, sugere Bettina Schütze.

Arsenal de texturas
Foi-se o tempo em que o blush era aquele pozinho bem fininho e só, nada de variações. Hoje, a tecnologia da indústria cosmética permite que esse item de maquiagem apareça em versões variadas, que vão do líquido ao pó, passando por consistências compactas e cremosas. E atualmente a maioria das marcas desenvolve texturas sem restrições em relação ao tipo de pele, praticamente todas as versões podem ser aplicadas em todos os tipos de pele. Mas por precaução, se surgir a dúvida, siga o conselho do maquiador Marcelo Hicho: “peles normais ou mistas aceitam todas as texturas. As secas ficam mais confortáveis com um blush em mousse, líquido ou creme. E as oleosas combinam com o tipo compacto”. Confira as características de cada um das versões, disponíveis no mercado:
 

  • Em mousse: proporciona uma aparência mais natural, pois é fácil de espalhar e tem boa aderência. Não é recomendado para dias muito quentes.

 

  • Líquido: tem o mesmo efeito do mousse, aspecto natural, espalha bem e não deve ser usado quando a temperatura estiver muito alta.

 

  • Em pó: ideal para o nosso clima tropical, porque resiste bem à transpiração, tem boa fixação e produz um aspecto natural. Pode ser usado de dia e de noite.

 

  • Em bastão: suas características são bem parecidas com a versão em mousse. Confere uma aparência natural, boa fixação e facilidade de espalhar.

 

  • Em creme: seu resultado é bastante semelhante às versões líquida e em mousse e ainda oferece mais domínio da quantidade, podendo graduar a intensidade da cor na própria pele.

 

  • Com brilho ou cintilante: são perfeitos para eventos à noite e em locais com pouca iluminação, pois produzem um efeito mais marcante
     
  • Mosaicos: disponível nas versões em pó e compacto, permite a combinação de diferentes tonalidades, mais claras, mais escuras, com uma cor específica ou com um tom “inventado” pela mistura de duas ou mais cores.


Make em harmonia
De um modo geral os maquiadores dizem que o blush não precisa necessariamente combinar com a cor da sombra, desde que também não seja absolutamente diferente. Nesse caso é o bom senso que vai falar mais alto. Porém, com a cor da boca, a regra muda e o tom do blush deve ter um equilíbrio com a cor do batom. “Se a preferência for por um batom vivo, fica mais bonito um blush neutro, mais da cor da pele. Se a boca estiver nude, o blush pode e deve ficar mais marcado”, ensina Marcelo Hicho, do salão Fashion Clinic, do Rio de Janeiro. “Essa é uma regra de segurança, para quem não quiser correr o risco de errar”, complementa a maquiadora Vanessa Rozan.

Além da harmonia, é importante manter a naturalidade do make, valorizando o efeito do blush. Para alcançar esse resultado, a maquiadora Bettina aposta na combinação de texturas entre a base e o blush: “com uma base em pó, é melhor um blush em pó; se a base for cremosa, o blush também deve ter essa consistência, como as versões líquida, em creme ou em mousse”, ensina.

Outra dúvida que as mulheres têm é sobre o que fazer para o blush durar mais. “Para eventos especiais, que demoram e são realizados em ambientes fechados e quentes, como festas e danceterias, ou seja, quando é mais fácil transpirar, é ideal que se passe uma camada de blush cremoso e por cima uma camada da versão em pó”, sugere Vanessa. “Essa segunda camada de pó deve ser bem leve, para não carregar a cor”, complementa Bettina, que ainda sugere a aplicação de sprays fixadores, próprios para conservar a maquiagem por mais tempo.

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