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Aplicativos e sites de beleza investem em testes virtuais dos produtos

ESTEFANI MEDEIROS

Colaboração para o UOL

Uma reportagem recente do "New York Times" apontou que entre sete e dez milhões de clientes da Apple Store já usaram ou pretendem usar algum aplicativo de beleza. De olho nestes números, as grandes marcas de cosméticos aproveitam para desenvolver serviços e aplicativos que, cada vez mais, facilitam a experiência de compra na web, permitindo que os produtos sejam experimentados virtualmente com efeitos menos artificiais e com informações menos duvidosas.

Um bom exemplo dessas funcionalidades mais utilitárias é o aplicativo Cosmetifique, para iPhone e iPod Touch que possui um recurso que busca dentre os cinco mil ingredientes disponíveis no INCI (Instituição de Nomenclatura de Ingredientes Cosméticos) dados detalhados sobre as composições dos cosméticos para verificar se o produto é irregular ou pode prejudicar a pele. Outra opção é o iMakeUp: nele você tira uma foto e testa a maquiagem no celular. Se você gostar da cor, o aplicativo indica os produtos mais recomendados para compra.

Com um pé na realidade e outro no mundo virtual, a rede de cosméticos japonesa Shiseido investiu em uma ideia diferente para convidar as clientes a experimentarem as maquiagens da marca em um shopping no Japão. A loja usou a realidade aumentada (sistema que integra recursos reais e virtuais) para criar um painel que reconhece o rosto da cliente e, de acordo com uma paleta de cores e opções de make, permite testar batons, sombras e blushes em diversas combinações.

Para oferecer informações mais confiáveis, os serviços também apostam em grandes nomes. A Lancôme, por exemplo, contratou o maquiador Aaron De Mey para dar dicas de make para a estação vigente em um serviço que permite que você compartilhe suas criações e combinações de cores de maquiagem no celular. Já a L'Oréal Paris usou o maquiador James Kailardos para fazer vídeos tutoriais de maquiagem e indicar produtos de acordo com o perfil da cliente, que é traçado com suas respostas em um quiz disponível no aplicativo.

Na internet

Dentre as opções brasileiras na internet, o Magic Makeover é um serviço patrocinado pela Koleston em que você pode subir uma foto no site e testar a linha de tintas da marca. Alguns resultados ainda são artificiais, mas servem para ter uma idéia de como ficará o corte ou a cor antes de pedir para o cabeleireiro colocar a mão na massa. Já a Mary Kay oferece, no site brasileiro da grife de origem americana, testes de sombra, batom, blush e cabelo, além de trazer combinações criadas por maquiadores famosos.

Entre os serviços estrangeiros, a OPI France se destaca ao oferecer todas as cores da coleção de esmaltes da marca com recursos para ajustar o programa ao seu tipo de mão, cor da pele e tamanho das unhas. No fim, o site indica o esmalte certo para o teste que a cliente escolheu. Também como prestação de serviço, a  Guerlain Paris e o My Collor Advisor da Maybelline bolaram uma espécie de consulta online, em que você responde um questionário sobre pele, maquiagem ou cores e o resultado apresenta os produtos mais indicados para a cliente.

Clientes brasileiras

Embora as opções ".com" ainda sejam muito maiores que as ".com.br", consumidoras brasileiras já aderiram às compras online, embora com uma certa cautela. A gerente de comunicação e marketing Erica Rabecchi opta pela internet quando não tem tempo de ir à loja ou quando quer algum produto que ainda não chegou ao Brasil. Mas antes de realizar a compra, Erica toma algumas precauções. “Só compro pela internet depois que já vi ou conheci o produto. Me asseguro antes pesquisando cor, aplicação, possibilidades de uso, marca, se tem indicação de algum profissional, se alguma revista já publicou ou testou, se alguém que eu conheço já usou”, conta.

Já a estudante de jornalismo Thais Auxilio prefere fazer as compras direto na loja e toma precauções mesmo quando recorre às antigas revistas de cosméticos. “Não compro online porque gosto de experimentar o produto, saber como fica na minha pele. Os testes online às vezes não condizem com a realidade. Nas revistas de cosméticos, só compro o que já testei ou itens mais simples como batom e esmalte”, diz.

Dicas de especialista

Enquanto não inventam um serviço que facilite a troca dos produtos ou que deixe a experiência de compra online ainda mais próxima do real, experimentar e obter a maior quantidade de informações possíveis é a opção mais segura na hora de fazer compras na internet. Algumas dicas de quem entende dos assuntos (cosméticos e compras online) também ajudam. A maquiadora Rita Fischer, que já assinou editoriais para revistas de moda como Vogue, Caras, Playboy e TPM é cliente assídua das vitrines virtuais. Veja abaixo algumas precauções que ela toma antes de comprar um produto pela internet.

 

- Opte por marcas que você já conhece;


- Procure saber se você não é alérgica a nenhum ingrediente da composição;


- Veja se o site é confiável;


- Escolher uma cor que você não conhece é sempre arriscado, portanto use uma que você já usou, ou vá até a loja, faça o teste e depois compre pela internet;


- Compre produtos mais baratos ou amostras menores para evitar prejuízos.

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