Comportamento

Carinho é mais importante para os homens do que para as mulheres, diz estudo

ThinkStock
A frequência de beijos e carinhos é um indicador preciso da felicidade masculina imagem: ThinkStock

NOVA YORK (Reuters Life!) - Ao contrário do que imagina o senso comum, afagos e carinhos são mais importantes para os homens do que para as mulheres em uma relação duradoura, segundo um novo estudo internacional.

Pesquisadores que estudaram as respostas de adultos nos Estados Unidos, Brasil, Alemanha, Japão e Espanha descobriram também que os homens têm maior propensão a estarem felizes no seu relacionamento, e que a frequência de beijos e carinhos é um indicador preciso da felicidade masculina.

"Fiquei um pouco surpresa", disse Julia Heiman, diretora do Instituto Kinsey, da Universidade de Indiana, que realizou o estudo a ser publicado na revista Archives of Sexual Behavior.

"Alguns dos estereótipos que temos nascem daquilo que nos sentimos confortáveis em acreditar, que os homens preferem o sexo, e as mulheres preferem a intimidade ao sexo, por exemplo", acrescentou ela.

Os pesquisadores examinaram mais de mil casais com idades de 40 a 70 anos de idade, com relacionamentos durando em média 25 anos, nos cinco países.

Ao contrário dos homens, as mulheres ficavam mais felizes com o passar do tempo, segundo as entrevistas. Se elas estavam com o parceiro há menos de 15 anos, tinham menor propensão a estarem satisfeitas sexualmente, mas esse percentual subia significativamente após a marca dos 15 anos.

"Possivelmente, as mulheres se tornam mais satisfeitas ao longo do tempo porque suas expectativas mudam, ou porque suas vidas mudam com os filhos crescidos", disse Heiman. "Por outro lado, as que não estavam sexualmente tão felizes podem não ficar tanto tempo casadas."

Os japoneses -- homens e mulheres -- se disseram significativamente mais felizes nos seus relacionamentos do que os norte-americanos, que por sua vez estavam mais satisfeitos que os brasileiros e espanhóis.

Os homens japoneses, em especial, mostravam-se sexualmente satisfeitos num percentual superior ao dobro do que em outras nacionalidades.

"Honestamente não sei por que isso", disse Heiman em entrevista. "Os casais japoneses podem interpretar as perguntas da pesquisa de forma ligeiramente diferente. Talvez os norte-americanos interpretem isso de forma muito mais crítica."

As mulheres japonesas e brasileiras também demonstravam maior propensão que as norte-americanas para se dizerem felizes com suas vidas sexuais.

"Os norte-americanos são notoriamente insatisfeitos com as coisas", disse Heiman. "Os Estados Unidos certamente não são o país mais feliz do mundo quando se trata de compará-lo aos demais."

Heiman disse que os dados talvez reflitam a dinâmica de um relacionamento duradouro. "Talvez tenha a ver com a durabilidade. Um fator importante é há quanto tempo vocês estão juntos. O que você valoriza como importante pode significar muito mais depois de um longo período."

(Reportagem de Bernd Debusmann Jr.)

Topo