28/07/2006 - 10h48
Dinamarca é o lugar mais feliz do mundo, diz relatório britânico

LONDRES - Se você procura a felicidade, vá viver na Dinamarca.
O país é o mais feliz do mundo, enquanto o Burundi, na África, é o mais triste, de acordo com um relatório feito por um cientista britânico e divulgado nesta sexta-feira.
Adrian White, um psicólogo social da Universidade de Leicester, na região central da Inglaterra, baseou seu estudo em dados de 178 países e 100 estudos mundiais de órgãos como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Mundial da Saúde (OMS).
"Estamos analisando muito mais se você está satisfeito com a sua vida em geral", disse White à Reuters. "Se você está satisfeito com sua situação e ambiente".
Os principais fatores que afetam a felicidade são o fornecimento de saúde, a riqueza e a educação, de acordo com White, que disse que sua pesquisa produziu o "primeiro mapa mundial da felicidade".
Atrás da Dinamarca vinham a Suíça, a Áustria, a Islândia e as Bahamas.
No fim da lista vinham a República Democrática do Congo, o Zimbábue e o Burundi. Os EUA apareceram na 23a. posição, a Grã-Bretanha na 41a., a Alemanha na 35a., a França na 62a. posição e o Brasil na 81a.
Países envolvidos em conflitos, como o Iraque, não foram incluídos.
"Países menores tendem a ser um pouco mais felizes porque há um senso de coletivismo mais forte e há ainda as qualidades estéticas de um país", declarou White.
"Estamos surpresos por ver países da Ásia em posições tão inferiores, com a China em 82o., o Japão em 90o. e a Índia em 125o. Esses são países que, pensávamos, tinham um senso forte de identidade coletiva, que outros pesquisadores associaram ao bem-estar".
Ele admitiu que coletar dados baseados em bem-estar não é exatamente científico, mas disse que as medidas usadas eram muito confiáveis na previsão de consequências da saúde e do bem-estar social.
Estudos regulares de acadêmicos em todo o mundo, usando os mesmos testes, permitiriam aos pesquisadores entender melhor que fatores afetam a felicidade. White disse esperar que todos os países no futuro realizem comparações semestrais.
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