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08/10/2006 - 16h13

Governo londrino apóia tratamento contra calvície

Londres, 8 out (EFE).- Uma empresa de biotecnologia desenvolve com apoio do Governo de Londres um tratamento contra a calvície que usa um robô para cultivar em laboratório células de folículos de pêlo extraído da nuca antes de sua reimplantação.

Segundo a "BBC", a empresa Intercytex testou seu método com sucesso e planeja utilizar os 2,8 milhões de euros recebidos do Governo para automatizar o cultivo das células de modo que possam beneficiar muito mais pessoas.

O método poderia ser empregado para tratar tanto a calvície masculina como a alopecia na mulher, embora, segundo seus inventores, ainda levará três anos para que o tratamento esteja disponível para o público em geral.

A Intercytex trabalha com a empresa Automation Partnership, que desenvolveu o sistema robótico para o armazenamento e cultivo das células, e confia em produzir os folículos em escala comercial.

O tratamento já foi testado em sete homens que sofriam de calvície e o resultado foi um sucesso em cinco deles. Outros vinte homens estão testando o método agora.

O método consiste na extração, em uma operação que dura aproximadamente meia hora, de células de pêlo da região da nuca, onde é sempre mais espesso, para seu posterior cultivo em um meio especial e multiplicação em laboratório.

A fase de cultivo das células consta de uma série de passos, e é neste processo que o robô é usado. O robô pode ser programado para trabalhar em 200 amostras ao mesmo tempo. Depois de oito semanas nos tubos de ensaio, milhões de células terão sido geradas.

As células serão injetadas cuidadosamente no couro cabeludo, onde muitas delas desenvolverão novos folículos, segundo explica o bioquímico e diretor da Intercytex, Paul Kemp, que também está servindo de cobaia.

A parte mais difícil do procedimento são exatamente as injeções, das quais são necessárias aproximadamente mil e cada uma delas deve penetrar a uma profundidade de três milímetros, o que requer anestesia local.

Nos primeiros voluntários, a região tratada tinha a superfície de uma pequena moeda. O número de pêlos na área passou de 250, antes do tratamento, a 316.

Segundo Besssan Farjo, do Farjo Medical Centre, clínica especializada no tratamento da calvície onde o novo método está sendo testado, as técnicas de transplante tradicionais "exigem muito tempo e são muito caras".

Estas técnicas podem custar até 15 mil euros e exigem uma operação que pode durar oito horas.

"Nós ainda estamos no começo, mas, se o novo método funcionar, seria mais rápido e mais barato", explica Farjo no dominical "The Sunday Times".

O tipo de calvície mais comum é ativada pelo hormônio masculino dihidrotestosterona (DHT), que faz com os folículos se atrofiem e gera a perda progressiva do cabelo.

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