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01/12/2006 - 11h44

África do Sul quer reduzir número de portadores do HIV em 50%

Johanesburgo, 1 dez (EFE).- O Governo sul-africano anunciou hoje um plano para reduzir o número de pessoas infectadas pelo vírus da aids em 50% nos próximos cinco anos, segundo os meios de comunicação locais.

De acordo com a emissora de rádio estatal "SAFM", a nova linha de ação se centrará na idéia de que o êxito na luta contra a aids está na habilidade de reduzir o número de novas infecções entre os jovens. Por isso, a educação sexual será impulsionada, assim como a defesa de que a primeira relação demore mais a ocorrer entre os adolescentes.

O plano inclui em seus objetivos fornecer serviços médicos a 80% da população da África do Sul, país que com mais de 5,4 milhões de soropositivos é o segundo do mundo com mais doentes, atrás apenas da Índia.

O programa foi anunciado hoje pelo vice-presidente do país, Phumzile Mlambo-Ngcuka, durante a cerimônia pelo Dia Internacional de Luta contra a Aids, que ocorreu em Nelspruit, capital da província de Mpumalanga (noroeste).

O Governo sul-africano foi altamente criticado devido a sua linha de atuação em relação à epidemia, que afeta 11% de uma população de cerca de 47 milhões de habitantes.

As críticas mais severas, tanto nacional como internacionalmente, foram dirigidas à ministra da Saúde, Manto Tshabalala, apelidada "Doutora Beterraba" por sua insistência em que se utilizem produtos como a beterraba, o limão e o alho para combater a aids, em vez do anti-retroviral.

O Prêmio Nobel da Paz David Baltimore, Robert Gallo - responsável pelo primeiro exame sanguíneo capaz de identificar o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e um de seus descobridores com causador da aids -, outros 60 cientistas, seis partidos políticos sul-africanos e grupos ativistas pediram a renúncia da ministra.

Apesar dos pedidos por sua renúncia, Tshabalala se manteve firme em sua posição, sendo apoiada inclusive pelo presidente Thabo Mbeki.

Mlambo-Ngcuka, no entanto, começou a desempenhar um papel relevante na luta contra o vírus, desde a recente ausência da ministra do panorama político relacionado a temas de saúde.

O plano final deve ser anunciado em março e, segundo a fonte, destinará mais fundos para financiar o estudo do papel da nutrição, assim como da medicina tradicional, para a imunização contra o HIV/aids.

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