06/02/2007 - 19h27
Maioria dos pais brasileiros aprova oferta de camisinha em colégio, diz pesquisa da Unesco

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Os pais e alunos aprovam a distribuição de preservativos em escolas do ensino médio no Brasil como parte de um programa de prevenção de doenças, segundo estudo da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) divulgado na terça-feira.
Para 89,5% dos estudantes ouvidos, é "uma idéia legal" colocar máquinas de venda de preservativos nas escolas. A mesma opinião é compartilhada por 63% dos pais, segundo o estudo divulgado pelo Ministério da Saúde.
Outros 4,1% dos alunos, 6,7% dos professores e 12% dos pais ouvidos acham que a distribuição de camisinhas "não é função da escola".
A oferta de preservativos gratuitos é parte do Projeto de Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE), cujo principal objetivo é evitar a disseminação da Aids e de outras doenças sexualmente transmissíveis.
A distribuição ocorre em alguns colégios participantes do programa com alunos de 13 a 24 anos e com atividades educativas vinculadas, segundo o Ministério da Saúde, que pretende ampliar a prática.
O estudo ouviu 102 mil alunos de 135 escolas em seis capitais. Entre os entrevistados, 44,7% tinham vida sexual ativa. Desses, 60,9% declararam ter usado preservativo na primeira relação sexual, e 69,7% na mais recente.
A principal razão alegada para o não uso (42,7%) foi a falta de preservativo à mão na hora da relação; 9,7% disseram não ter dinheiro para comprá-lo.
A distribuição de preservativos em colégios, que existe desde o começo da década, atinge 17% das escolas secundárias brasileiras, segundo a assessoria do Programa Nacional de DST/Aids. Até o final do ano, a expectativa é de chegar a 25% das escolas, ampliando o número nos anos seguintes.
Neste ano, o Ministério da Saúde pretende licitar a compra de máquinas de distribuição de preservativos que serão colocadas nas escolas, segundo a assessoria.
(Por Julio Villaverde)
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