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EFE
A brasileira Bruna Tenório desfila look de Giorgio Armani, que nesta coleção priorizou tons pastéis
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Todos (ou quase todos) vestiam preto na platéia do desfile de Giorgio Armani, que aconteceu em seu "castelo" em Milão, um prédio enorme de concreto que abriga até um teatro. Na passarela, um dos "reis" da moda elegante, baseada nos bons e tradicionais cortes de calças e paletós para mulheres e homens, Armani trocou a estrutura de sua famosa alfaiataria por formas soltas e o preto clássico por tons pastéis de rosa, azul, bege, tudo com pitadas de cinza que apagavam a possível luminosidade das cores. "Os ternos são os que Armani sabe fazer melhor", comentou a empresária e especialista de moda Costanza Pascolato durante o desfile, lamentando a "virada" do estilista nesta estação.
Num cenário branco, com três espécies de "pufes" circulares distribuídos pelo chão, um deles bem perto de onde a atriz Cate Blanchet sentou com o filho para ver o desfile, paletós, justinhos, acompanhados de calças com toque levemente oriental e barra mais curta (talvez uma "conversa" com a bem-sucedida coleção da Emporio Armani, apresentada um dia antes) abriram o desfile, um dos conjuntos no corpo da agora top model brasileira Bruna Tenório. Depois, vieram as bermudas bem soltas, quase saias-calças, levemente acima do joelho, com cintura alta e laço amarrado na cintura.
Ao som de uma versão quase havaiana de "Sweet Dreams", a fluidez à moda de Armani, com um pé na formalidade, desfilou em saias - "tema dominante" da coleção, segundo o estilista - e nos vestidos longos e esvoaçantes do final da apresentação, num dos momentos menos felizes do desfile, em modelos bordados, brilhantes, em tom de pele e rosa furta-cor.