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O tratamento com laser promove um clareamento mais intenso nas manchas e é indicado para melasmas
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Ter uma pele lisinha e imaculada é o sonho de muita gente. No entanto, quanto mais os anos passam, maior é a luta para manter a tez livre de manchas, que podem ser mais claras em relação ao tom da pele, mais escuras ou avermelhadas. Normalmente, elas são uma resposta da pele à exposição aos raios solares, associada a uma predisposição genética. O único modo de evitá-las é utilizando o protetor solar diariamente.
Um outro tipo de mancha, muito comum às mulheres, é o melasma. Marrom, com cerca de alguns centímetros, ela costuma surgir no rosto de quem toma anticoncepcional por via oral, durante a gravidez ou a menopausa.
A boa notícia é que nem todas as pessoas possuem a predisposição genética para manchar. Assim, a gravidez, o uso de anticoncepcional, o sol e o cigarro, só para citar alguns agentes desencadeantes, não irão atingir todas as pessoas da mesma maneira. A paciente que se descobre predisposta precisa evitar estas situações que irão facilitar o aparecimento das manchas.
O inverno é a época mais indicada para se iniciar um tratamento contra o problema, pois é quando a nossa exposição ao sol diminui, assim como a incidência dos raios solares, favorecendo a recuperação da pele, que ficará sensibilizada seja qual for a opção escolhida.
Para determinar o melhor tratamento para o seu caso, é preciso consultar um dermatologista, afinal, existem outros diagnósticos como vitiligo, hanseníase, infecções, alergias e cânceres que podem parecer uma simples mancha estética, mas exigem um procedimento diferenciado.
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UOL Estilo consultou especialistas para saber quais são os principais tratamentos disponíveis hoje no Brasil no combate às manchas. Geralmente, são procedimentos para face, mãos, braços e antebraços. Gravidez, lactação, peles bronzeadas, doenças auto-imunes e uso de alguns medicamentos costumam ser itens de restrição para os tratamentos.
FototerapiaConsiste no uso de uma luz contínua, com propriedades biológicas de clareamento, que tende a aumentar a rapidez com que as células se renovam. Desta forma, faz com que o pigmento marrom seja eliminado. É realizado um banho de luz na região (pode ser no rosto ou corpo), e, dependendo da extensão, o tempo médio da sessão é de 15 a 30 minutos. São realizadas sessões semanais, de oito a 12 aplicações. A descamação é imperceptível, a pele não fica machucada ou descamativa, mas o tratamento não é indicado para pessoas que possuam doenças de pele fotossensibilizantes. O preço médio da sessão é R$ 350.
LaserO tratamento utiliza um equipamento que emite uma única luz, cujo comprimento de onda faz uma retirada da superfície da pele, removendo parte da epiderme. Existem diversos equipamentos no mercado. As máquinas mais atuais são as de laser fracionado, que machuca uma parte da pele, deixando uma área sadia em volta, que irá ajudar na recuperação da lesão. A aplicação dura cerca de 30 minutos, e a pele fica avermelhada no primeiro dia, com surgimento crostas marrons a partir do segundo dia, que duram até o quinto ou sexto dia. Esta opção promove um clareamento mais intenso e é indicada para quem possui melasmas ou manchas difusas, com um grau maior de fotoenvelhecimento. Os cuidados durante o tratamento incluem o uso diário de protetor solar, hidratantes e corticóides com antibióticos tópicos. Geralmente são necessárias de uma a duas sessões com intervalos mensais. O tratamento é contra-indicado para pacientes com doenças de pele no local da aplicação. Cada sessão custa em média R$ 2 mil.
Folha Imagem  O peeling químico superficial remove parte da epiderme por meio do uso de substâncias químicas ácidas |
Luz intensa pulsadaÉ um equipamento que emite um conjunto de luzes de diversos tamanhos que atingem a pele tendo como principal alvo o pigmento marrom das manchas - a melanina. Os aparelhos mais recentes são chamados de "quarta geração" e conseguem ter uma repetição do disparo com bastante perfeição, tratando a pele por igual. Os locais mais apropriados para tratamento são rosto, pescoço e nas manchas senis das mãos. Logo após a aplicação, a mancha pode se tornar mais escura, descamar ou até mesmo ganhar crostas leves, que duram cerca de cinco dias. A pele não fica machucada, somente nas manchas que podem descamar. O tratamento é dividido em sessões quinzenais, com duração aproximada de 15 minutos, exigindo de quatro a oito aplicações. Usar protetor solar diariamente, não tomar sol e usar cremes calmantes entram na lista de cuidados durante o tratamento. A opção não é indicada para melasmas. Também não vale para manchas mais profundas ou mal delimitadas e pessoas que possuam alguma doença de pele no local da aplicação. O preço médio da sessão é de R$ 600.
Peeling de urucum O tratamento visa clarear a pele do rosto controlando a produção excessiva de melanina, sem eliminá-la completamente, afinal, a substância é o nosso filtro solar natural. O peeling de urucum utiliza substâncias anti-oxidantes e anti-inflamatórias. O tratamento dura em média uma semana, o mesmo tempo que a pele leva para adquirir um aspecto saudável novamente. Durante este período é importante evitar o sol e calor. Preço sob consulta.
Peeling físicoTambém conhecido como peeling de cristal ou microdermoabrasão, este procedimento não usa nenhum ácido para promover a renovação da pele. Através de um aparelho que usa um cristal de óxido de alumínio, aplicado na pele por meio de uma ponteira, geralmente de vidro, ele remove uma camada mais ou menos superficial da pele, promovendo a renovação celular, como se fosse uma exfoliação potencializada. Não exige anestesia e não causa dor. É recomendado para peles mais sensíveis que têm intolerância a ácidos e para manchas mais finas no rosto e mãos. Não funciona bem para manchas mais escuras e profundas. O tratamento não exige afastamento, pois a pele fica no máximo com uma vermelhidão, mas é preciso evitar o sol, usar protetor solar diariamente e também um hidratante calmante. São necessárias de quatro a dez sessões com intervalos de dez dias. Cada sessão dura de 20 a 30 minutos e custa em média R$ 150.
Peeling químico superficialIndicado para pacientes com manchas mais superficiais, geralmente jovens, ele pode ser usado sobretudo no rosto, mas também em outras regiões do corpo, como mãos, braços e colo. A técnica consiste em remover parte da epiderme por meio do uso de substâncias químicas ácidas, cuja penetração na pele é bem estabelecida, assim como os ácidos mandélicos, glicólicos, retinóicos, entre outros. A aplicação costuma levar em média apenas cinco minutos e, dependendo do ácido usado, permanece no rosto do paciente de alguns minutos até seis horas. Neste último caso, a pessoa volta para casa com uma máscara, e após o horário estabelecido pode retirá-la sozinha. A descamação pode acontecer em níveis variados de intensidade. Em geral, a pele recupera seu aspecto normal entre dois a cinco dias. Durante o tratamento, é necessário usar protetor solar diariamente, além de usar cremes hidratantes, calmantes e antiinflamatórios. O tratamento pode ser repetido uma vez a cada dez dias, exigindo em média entre quatro a oito aplicações. Ele é contra-indicado para pessoas que possuam alergias ao uso de ácidos e custa, em média, R$ 250 por sessão.
Fontes:
Dra. Ana Lúcia Recio, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica, da Academia Americana de Dermatologia e membro fundadora da Sociedade Brasileira de Laser e Cirurgia
Dra. Carolina Ferolla, dermatologista
Dra. Denise Steiner, dermatologista Membro da Academia Americana de Dermatologia
Dra. Eliane Sênos, dermatologista
Dr. Guilherme de Almeida, dermatologista do Hospital Sírio Libanês,
Dr. Jardis Volpe, Médico Cosmiatra, Membro da União Internacional de Medicina Estética (UIME)
Dr. José Kacowicz, Presidente da Sociedade Internacional de Peeling e Quimiocirurgia e Coordenador do Ambulatório de Quimiocirurgia do Serviço de Dermatologia da Faculdade de Medicina do ABC
Dra. Karla Assed, dermatologista
Dr. Reinaldo Tovo, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica, SBCD