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17/12/2008 - 19h19

Cremes contra a celulite não curam, mas podem melhorar aspecto da pele

LETÍCIA RODRIGUES
Colaboração para o UOL
O verão começa no próximo dia 21, e com ele chega também a promessa de dias ensolarados no litoral, biquíni e minissaia. É nessa hora também que as gordurinhas localizadas e aqueles furinhos incômodos nas coxas e no bumbum preocupam mais as mulheres. Em nome de uma temporada na praia bem-sucedida, elas saem em busca de tratamentos estéticos milagrosos e, nas farmácias, encontram um farto arsenal de cosméticos que prometem reduzir consideravelmente a celulite, inimiga número um de nove entre dez garotas. Mas, será que esses produtos realmente fazem efeito?

Fotos: Veja opções de cremes para combater a celulite

Stock Images

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Bumbum de Karolina Kurkova: top model foi acusada de ter celulite, em desfile para a marca brasileira Cia. Marítima


É bom lembrar que a celulite é o resultado de um problema de microcirculação sanguínea no tecido subcutâneo, que provoca a retenção de água e gordura no tecido fibroso, causando as ondulações e furinhos. Ela se manifesta em quatro graus: no primeiro, não é perceptível a olho nu; no segundo, a pele fica levemente ondulada; no terceiro, além de ondulações há nódulos e, no quarto, a área fica inchada e até dolorida.

Por estar localizada numa região muito profunda da pele, a celulite é considerada um problema praticamente incurável. O tratamento costuma ser multidisciplinar, incluindo uma alimentação pobre em carboidratos e açúcares, exercícios físicos como musculação e corrida, além de drenagem linfática. Isso tudo ajuda a evitar o aparecimento de novos furinhos, pois os que já se instalaram só podem ser removidos com procedimentos cirúrgicos, carboxiterapia e injeções.

Folha Imagem

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Método de carboxiterapia: segundo dermatologistas, apenas procedimentos invasivos como estes são capazes de retirar a celulite



Se não são capazes de curar, os cosméticos podem, sim, melhorar a aparência da pele. Segundo a dermatologista Erica Monteiro, especialista em cosmiatria e colaboradora da Unifesp, os cremes vendidos em farmácias podem dar resultados em pessoas que têm celulite de até segundo grau. "Se a aplicação for seguida de uma drenagem linfática, há também uma melhora na retenção de líquido, que é responsável pelo inchaço", afirma. O grau de eficácia, no entanto, depende de uma série de fatores, como a genética, os hábitos alimentares e o tipo de pele de cada pessoa.

As porcentagens de redução do problema alardeadas nas embalagens não devem ser levadas a sério. "A Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] não exige estudo de performance de cosméticos, por isso, é difícil mensurar. Como estratégia de marketing, eles podem falar o que quiserem", afirma o cosmiatra Otávio Macedo, para quem os cosméticos podem reduzir no máximo em 10 por cento a incidência da celulite.

A dermatologista Ligia Kogos alerta ainda para hábitos que podem complicar o problema: O tabagismo, que piora a circulação sanguínea; o consumo de refrigerantes - inclusive os dietéticos - que aumentam a retenção de líquidos; e o uso de anticoncepcionais. "O melhor é fazer um ataque global à celulite: cuidar da alimentação, praticar exercícios físicos e usar cremes", afirma.

Na hora de escolher o cosmético, mais importante do que observar a propaganda da embalagem, é conhecer as substâncias que o compõem e como elas agem no organismo. Confira aqui como funcionam os principais ativos encontrados nos cremes contra celulite e opte com conhecimento.

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