Apesar de a lenda urbana afirmar que São Paulo não tem vocação para o turismo, no ano passado a cidade recebeu 11 milhões de visitantes (nove milhões de brasileiros e dois milhões de estrangeiros), que gastaram um total de oito bilhões de reais. Para dar conta desse volume, São Paulo possui mais de 550 hotéis e cerca de 50 mil quartos. Em meio a tantas opções como escolher o diferente, o exclusivo? A cidade oferece hotéis considerados diferenciados , que vão alem do conceito "cinco estrelas" - são os hotéis de luxo, os de design e os butique. Embora apresentem diferenças, muitas vezes esses três termos se confundem, pois não existe uma regulamentação oficial de órgãos de turismo sobre esses conceitos.
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O uso de peças de design consagradas, como dos irmãos Campana, e uma decoração personalizada, faz do Emiliano um hotel butique
Um dos pressupostos de um hotel butique é ter uma escala pequena, em geral de três a 60 quartos, para que os serviços sejam bem personalizados, como numa butique. O conceito surgiu nos anos 80 nos Estados Unidos e Inglaterra, para hotéis que apostavam em tecnologia hi-tech e design sofisticado (não necessariamente contemporâneo), assim como o chamado
honesty bar, no qual o hóspede pega sua própria bebida no bar e depois paga por ela. Os hotéis butique estão claramente ligados à ideia de deixar o hóspede se sentir em casa, mas com muita sofisticação - o oposto da imagem de frieza e impessoalidade que em geral se tem dos hotéis convencionais.
O Fasano e o Emiliano são exemplos paulistanos de hotéis butique, pois além do pequeno número de quartos, de serem empreendimentos desvinculados das grandes redes hoteleiras, de apostarem em um design próprio e não massificado, eles oferecem serviços especializados. No Fasano, o staff pode e deve conhecer o cliente pelo nome, além de tentar suprir suas necessidades antes mesmo que elas surjam. O mesmo ocorre no Emiliano com seu departamento de Mordomia, que trabalha como detetives tentando antecipar os desejos dos hóspedes.
O termo hotel butique muitas vezes também aparece como hotel design, hip hotels e lifestyle hotels. No entanto, a preocupação extrema com detalhes e formas, um investimento maciço em alta tecnologia e o diálogo com o design contemporâneo resultaram na formação do conceito mais específico de hotel design. Um exemplo na capital paulistana é o Unique, considerado um dos poucos no mundo a se enquadrar nesse conceito, e o único eleito pelo Design Hotels pela sua ousadia arquitetônica. Com 95 quartos (muito mais que os de um hotel butique) e formas que já conquistaram a paisagem da cidade, o hotel também é conhecido como "melancia", devido ao formato de sua construção. A piscina vermelha do Unique é um exemplo do alinhamento entre high-tech e design contemporâneo.
O recém-inaugurado Tivoli São Paulo - Mofarrej, que pertence ao Grupo Tivoli Hotels & Resorts, assim como o Grand Hyatt, são considerados hotéis de luxo por apostarem nas tendências do design contemporâneo. No Grand Hyatt os móveis, assinados pelo designer Don Siembieda, da Remedios Siembieda - empresa sediada em Long Beach, Califórnia, nos EUA - foram produzidos em madeira marfim. Eles também oferecem serviços exclusivos, como um spa de 690 metros quadrados, dez salas de massagem, com sauna privativa em cada, além de mais de 40 opções de massagens e tratamentos para o corpo e rosto, disponíveis no Tivoli. No entanto, não entram no quesito de hotel butique por terem muitos quartos - 220 o Tivoli e 470 o Grand Hyatt -, e também por pertencerem a grandes redes hoteleiras.
Conheça no
álbum de fotos alguns dos melhores hotéis de São Paulo nas categorias luxo, butique e design, com seus produtos e serviços para deixar qualquer hóspede para lá de mimado.