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08/07/2009 - 06h31

Conheça as regras de etiqueta na academia e as reclamações mais comuns

DANIELA SALÚ
Da Redação
Tão grande quanto a variedade de exercícios oferecidos nas academias são as reclamações de alunos quando se trata do comportamento dos colegas. Afinal, em um mesmo ambiente estão reunidas pessoas dos mais variados perfis, que podem ter como único ponto comum a busca por um corpo mais saudável. UOL Estilo ouviu profissionais de quatro diferentes academias para saber quais são os problemas mais frequentes de relacionamento durante a malhação, e a conduta de etiqueta mais recomendável para evitar problemas. Confira abaixo e vote na enquete sobre o que mais incomoda na academia:
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    Pesos e anilhas fora do lugar estão entre as reclamações mais frequentes


Equipamento desorganizado: Ao terminar a atividade física, especialmente na musculação, muita gente não se preocupa em guardar o material usado no local correto, deixando halteres pelo chão ou anilhas nos equipamentos. Resultado: o trabalho acaba sobrando para o próximo usuário, que muitas vezes arca com um peso muito maior do que o que está acostumado para poder liberar o espaço e fazer seu exercício. Ainda que os professores tentem deixar tudo no lugar, nos horários de pico nem sempre isso é possível, por isso é "educado" devolver os itens ao seu local de origem.

Suor alheio: Tão desagradável quanto carregar o peso dos outros, é usar um equipamento e se deparar com o suor do usuário anterior. O uso de uma toalha durante a atividade física já serve para contornar esse problema. Mesmo na esteira vale a pena levar o acessório, pois o suor pode respingar em quem estiver correndo ao lado. Muitas academias dispõem de um paninho ao lado do equipamento para que o aluno deixe o local limpo ao sair. Não custa usar.

Atrasos nas aulas: Um atraso de 10 minutos pode parecer insignificante, mas em uma aula, já é o suficiente para atrapalhar a concentração de quem estava ali desde o início, já acomodado com os equipamentos necessários e informado pelo professor sobre a atividade que será feita. Fisiologicamente falando também é ruim para o atrasado em questão, que acaba perdendo o aquecimento e as instruções iniciais, e fica sem saber direito o que está sendo realizado, podendo fazer exercícios incorretamente. Em caso de atraso, melhor optar por outra atividade aberta, até o horário da próxima aula.

Celular na hora errada: O simples ato de atender o telefone durante qualquer aula atrapalha tanto os demais alunos como o professor. Atender e ainda ficar conversando dentro da sala é o ápice de falta de educação. Se houver uma urgência que exija manter o celular ligado, o melhor é deixá-lo no modo vibrar e, caso toque, pedir licença e sair para atender, como costuma ser feito em reuniões de trabalho. É mais civilizado e não incomoda tanto.
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    O mau cheiro provocado pelo suor também está entre as queixas frequentes em academias


Cheiros bons e ruins: Após um dia de trabalho, não é incomum exalar um cheiro ruim durante o treino. O problema é acreditar que as outras pessoas não estão sentindo, ou não se importar com isso. Vale a pena reforçar o desodorante, usar sempre roupas limpas e, se o caso for grave, tomar uma chuveirada antes da atividade física. Também há o lado oposto: aqueles que se produzem tanto para ir a academia que acabam exalando perfume até três esteiras adiante, sufocando quem tenta respirar enquanto corre. Em se tratando de academia, o melhor é evitar cheiros fortes, sejam eles ruins ou bons.

Tagarelice: Malhar com amigos ou fazer amizades na academia é um grande estímulo para manter a rotina de atividade física. Só é importante ter em mente que as demais pessoas que estão no local provavelmente não se interessam em participar da sua conversa. Vale a pena ficar ligado no tema da conversa (para não constranger quem está em volta), o volume do papo (para não competir com a música ambiente e com os professores). É importante também prestar atenção se a pessoa com quem você está puxando papo quer realmente interagir naquele momento, ou está tentando se concentrar nos exercícios.

Comedimento no vestiário: O vestiário da academia não é o banheiro da sua casa. Evite ficar pelado em situações em que isso não é absolutamente necessário, andando de um lado para o outro nu enquanto seca o cabelo, por exemplo. Um pouco de decoro é aconselhável para evitar constrangimentos. Também é de bom tom distribuir seus pertences pessoais em um espaço razoável, sem ocupar toda a extensão dos bancos ou da pia.

Revezamento de equipamentos: Se negar a revezar o equipamento é visto com muita antipatia pelos frequentadores de academia. Afinal, ajustar o aparelho novamente leva poucos segundos, e assim não se impede que outras pessoas possam dar continuidade aos seus exercícios durante a pausa necessária entre uma série e outra. Agora, ficar conversando no equipamento, pessoalmente ou no celular, enquanto os outros esperam para usá-lo, é uma falha imperdoável.

Piscina limpa: Os alunos de atividades aquáticas passam periodicamente por um exame médico obrigatório para ganhar o direito de frequentar a piscina. Entre um exame e outro, podem surgir problemas, como uma micose conquistada na praia, ou um machucado que exija um curativo adesivo. Para não contagiar outros alunos, e não passar pelo mico de ver um ferimento exposto enquanto o curativo sai boiando pela piscina, é mais recomendável evitar a atividade aquática durante um período, e adotar outros exercícios a seco nessa temporada.

Furando fila: Em algumas academias, aulas de running ou spinning podem ser tão concorridas que é preciso organizar uma fila de espera para atender todos os alunos, devido ao número limitado de equipamentos na sala. Assim, na hora de colocar o nome na lista disponível na recepção, nada de riscar o nome de outra pessoa para incluir o próprio. Além de pegar super mal, uma hora os professores podem descobrir e barrar a entrada do impostor na aula, tornando o vexame público.



Consultoria:
Alan Bastos, coordenador técnico de musculação da A! Body Tech Barra da Tijuca - Cittá América, no Rio de Janeiro
Cláudio Pinho, coordenador da By Fit Club, no Rio de Janeiro
Gabriela Prado, diretora regional da Bio Ritmo, em São Paulo
Giovane Salvatore, coordenador técnico e professor da Runner Butantã Club, em São Paulo

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