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20/07/2009 - 07h00

Papel de parede, lambe-lambe e tecido são queridinhos do momento na decoração

CHRIS CAMPOS
Colaboração para o UOL
Pintar ao menos uma parede colorida em casa foi hit nos anos 90. Saímos do branco total radiante, do bege e outros tons frios para aquecer nossas casas com umas pinceladas de cor. Pois a nova parede pintada é o papel de parede. "Essa onda decorativa começou há uns cinco anos, mais especificamente com papéis incrementados com fibras naturais", conta a arquiteta Michele Whorton, que assina a decoração do charmoso bistrô Robin des Bois, no bairro de Pinheiros, em São Paulo. "Agora são as estampas as favoritas do momento, principalmente bolas e grafismos retrô, inspirados nos anos 60 e 70". E por falar em 70's, outra arquiteta e adepta fervorosa do papel de parede e outros desdobramentos (como a aplicação de tecido como revestimento), Nesa Cezar, lembra que o primeiro boom do papel de parede em território nacional se deu entre o fim dos anos 70 e a metade dos anos 80. Mas que, naquele momento, era hábito forrar ambientes inteiros com papel - e não só uma única parede.
  • Divulgação

    Papel de parede vinílico importado do Canadá, R$ 276, o rolo, na Casa Ronim


Hoje, com uma boa relação de endereços em mãos (no final desta reportagem você encontra vários em São Paulo), é possível se deliciar com o cardápio de opções. No projeto do bistrô, por exemplo, Michele adotou estampas variadas em diversos ambientes da casa. No banheiro, uma parede com grafismos em tons de rosa, no salão principal, um papel de parede de "floresta" (comprado em Nova York por um dos sócios do estabelecimento) e, no andar de cima, rosas vermelhas gigantes enfeitam o hall perto da escada.
Misturas boas estão entre os segredos do sucesso de uma decoração bacana feita com papel de parede. Outros são escolher um ponto de destaque no ambiente para "empapelar" e contar com a ajuda amiga de um bom profissional.

"Contratar um profissional especializado para aplicar o papel ou o tecido é fundamental", afirma a arquiteta Neza Cesar. Na edição deste ano da Casa Cor, a "Suíte Ana Hickmann", criada por ela para o Casa Hotel, tinha uma parede inteira de tecido floral. "O tecido fica lindo, mas dá mais trabalho para aplicar porque é preciso costurar todas as emendas antes de colá-lo na parede", explica Neza. O tecido que reveste a parede não precisa ser específico para esse trabalho, muitas vezes é o mesmo que reveste alguma peça da mobília da casa. É possível aplicar o tecido diretamente na parede, mas um serviço caprichado inclui a aplicação de uma camada de espuma entre a parede e o tecido, que é colado pelas bordas, como explica o tapeceiro especialista em revestimentos de paredes, Eliseu Thomas de Gouveia, que cobra a partir de R$ 50 o metro quadrado de tecido aplicado (com espuma e cola incluídos no valor do serviço).
  • Divulgação

    Modelo da recém-lançada linha de papéis de parede assinados pelo designer Marcelo Rosenbaum para a Bobinex, a partir de R$ 120


O papel de parede pede cuidados especiais antes de ser aplicado. A parede precisa estar preparada: sem ondulações, buracos de pregos, rachaduras e, preferencialmente, com uma camada prévia de gesso ou de massa corrida. Também não pode haver muitas camadas de tinta no fundo - que dificultam o processo de colagem do papel. É bom saber que existem muitos tipos de papel nas lojas. Nacionais, importados, vinílicos (laváveis) e não-vinílicos. E que os preços variam muito. Um papel nacional não-vinílico pode custar a partir de R$ 60, o rolo. Mas há versões importadas que chegam a custar quase R$ 500 por rolo. E há, claro, as especialidades máximas, como papéis com relevos e texturas especiais. "Já fiz um ambiente com um desses papéis, que parecia uma renda de tão delicado, e meu cliente gastou R$ 30 mil reais só em papel de parede", conta Nesa Cezar.

No outro extremo da corda está uma alternativa bem menos dispendiosa e com efeito decorativo dos melhores. É o tradicional lambe-lambe - que também anda em alta conta no cenário decorativo atual. Há duas maneiras de fazer o lambe-lambe: a "roots", na qual você decide a estampa, corre atrás de uma gráfica especializada, pede para que sejam impressa cópias em papel off-set (parecido com o sulfite), prepara uma colinha muito ecológica (à base de água e maisena) e aplica você mesmo os prints na parede. Foi o que fez Marcelo Schenberg, um dos sócios do bar Berlin, no bairro da Barra Funda, em São Paulo. "Quando fiz o trabalho pela primeira vez, chamei os amigos para ajudar e aplicamos nós mesmos", lembra Marcelo. "Depois da reforma da casa, resolvi contratar um aplicador, mas coordenei a colagem de perto, para que as emendas ficassem quase invisíveis".
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    Um dos modelos da loja alemã Papel de Parede dos Anos 70, preço: 55,90 Euros (o rolo), mais as despesas de envio


A outra opção é comprar pronto. Em lojas como a A Lot of Concept, na alameda Gabriel Monteiro da Silva, reduto de lojas de decoração na capital paulista, você encontra seis versões de estampas para ter a sua própria parede de lambe-lambe em casa. Na Casa Cor deste ano, um dos modelos vendidos na loja decorava a parede do ambiente criado pelo arquiteto Francisco Cálio. De longe, dava para jurar que era papel de parede, com a vantagem de ser muito mais barato. O lambe-lambe de 40cmX40cm é vendido por unidade na loja e pelo módico valor de R$ 8. Isso significa que dá para revestir uma parede de 9 metros quadrados com 48 lambe-lambes. Soma do extreme makeover reconstrução total: R$ 384. Se você mesmo aplicar o papel, o valor para por aí. Se chamar um especialista, deve gastar cerca de R$ 100 por uma manhã ou tarde de trabalho, tempo que se leva para realizar a colagem em uma parede com as já citadas dimensões.

A dúvida final que não quer calar: qual a durabilidade desses revestimentos? Papel de parede, tecido e lambe-lambe podem durar anos em ambientes internos, até você enjoar e querer trocar por outro ou remover tudo e voltar para a parede colorida, ou lisa - isso vai depender do seu entusiasmo decorativo. O lambe-lambe é a única das três opções que costuma ser utilizada também em áreas externas - nesse caso, a durabilidade média é de três meses.
No Álbum de Fotos, você confere opções que podem ser repetidas no seu lar-doce-lar.

Chris Campos é jornalista e editora do site Casa da Chris

SERVIÇO

A Lot of Concept Store Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 256, Jardim Paulistano, tel.: 11 3068 8891 begin_of_the_skype_highlighting              11 3068 8891      end_of_the_skype_highlighting, São Paulo, SP
Arquiteta Michele Whorton Avenida Brigadeiro Luis Antonio, 3887, tels.: 11 9520 9344 ou 2157 6899, São Paulo, SP
Bobinex SAC: 4704 3500
Bucalo Rua Augusta, 2098, Cerqueira César, tel.: 11 3062 2882, São Paulo, SP, www.bucalo.com.br
Casa Ronim Rua Cerro Corá, 2.358, Alto da Lapa, tel.: 11 3021 4612, São Paulo, SP
Escritório de Estilo Neza César Tel: 11 3571 2023
Papel de parede dos anos 70 www.papeldeparededosanos70.com
Papercom Rua Gaivota, 1457, Moema, tel. 11 5532 0559, São Paulo, SP
TexBrasil Décor www.texbrasildecor.com.br
Toca Decorações Rua Simão Álvares, 643, Pinheiros, tel. 11 3062 3199, São Paulo, SP
Wallpaper Alameda Gabriel Monteiro Silva, 1046, Jardim Paulistano, tel.: 11 3062 2899‎, São Paulo, SP

Profissionais que fazem aplicação de papel de parede ou tecido
Eliseu Thomas de Gouveia Tel.: 11 4194 0526 ou 7108 7957
Humberto Dias Tel.: 11 8229 8600 ou 7894 9745
Marcio Ambrosio Tel.: 11 7151 7579

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