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20/08/2009 - 23h00

Pescoço: saiba por que essa região requer tanto cuidado quanto o rosto

ISABELA LEAL
Colaboração para o UOL
Sim, embora a maioria das mulheres ignore os cuidados efetivos com o pescoço, e invista o seu tempo e dinheiro nos tratamentos faciais, vale lembrar que dermatologistas e esteticistas cada vez mais evidenciam a necessidade de atenção com essa área.

Trata-se de uma região superexposta, com uma pele finíssima e consequentemente mais suscetível ao envelhecimento. "O pescoço possui menos glândulas sebáceas e colágeno do que a face, isso favorece o ressecamento da pele. Sem contar que a movimentação constante acaba resultando em vincos profundos", justifica Analícia Oliveira Dutra, esteticista e supervisora técnica da Clínica de Estética Perfetta, de São Paulo.
  • Antonio Farinaci/UOL

    Pescoço precisa de cuidados especiais para evitar flacidez e rugas


"Soma-se a isso o fato de que geralmente é uma área esquecida na hora da hidratação e proteção contra o sol, ficando mais vulnerável aos desgastes", aponta a dermatologista Doris Hexsel, de Porto Alegre. "Não é raro os sintomas de envelhecimento precoce aparecerem no pescoço antes mesmo de se perceber no rosto", polemiza a dermatologista Valéria Goulart, de São Paulo.

Com o passar dos anos a tendência é desenvolver uma flacidez significativa nessa região, que compromete o aspecto jovem e saudável do rosto. Além disso, claro, outro sintoma clássico conhecido de todos nós é a papada, que envelhece muito a aparência. "A quantidade de gordura que tende a acumular nesta área tem papel importante neste processo", afirma a dermatologista Doris Hexsel. "Esse fator também está relacionado com a retração de um músculo que recobre o pescoço, o platisma. Então, a pele fica desvitalizada e a área bastante flácida", esclarece Valéria Goulart.

Proteção tem que ser diária
A velha e boa regra de manter o sol bem longe da pele para prevenir o envelhecimento precoce é perfeita também para a região do pescoço. Especialistas são unânimes ao apontarem a proteção solar diária como imprescindível na prevenção contra os fatores agressores e a desidratação da cútis. "Além de todas as vantagens que sabemos, um dos principais benefícios de se proteger contra os raios solares é a preservação do colágeno", destaca o cirurgião plástico Ewaldo Bolívar, de São Paulo, se referindo a uma das mais importantes fibras de sustentação cutâneas.

Além do FPS, cremes hidratantes e tensores específicos para a região também são aliados na prevenção dos desgastes. "Para não errar, é importante dizer que os cosméticos utilizados nessa área devem ser aplicados em movimentos ascendentes, anti-gravidade, ou seja, de baixo para cima", ensina a dermatologista Doris Hexsel, que evidencia ainda a idade certa de começar a se dedicar aos cuidados diários com o pescoço: 25 anos. Mulheres e homens com mais de 40 anos devem redobrar a atenção com a área, assim como com o rosto.

Como combater o problema
Resumindo, entre os problemas mais críticos que atingem essa região estão a flacidez, que pode ser leve ou avançada; as rugas dinâmicas (causadas pela movimentação contínua) e a papada, que se caracteriza por um volume de pele e gordura embaixo do queixo. Mas a boa notícia é que eles podem ser revertidos com tratamentos estéticos e, nos casos mais extremos, como papada proeminente e flacidez intensa, procedimentos cirúrgicos. Conheça as opções de tratamentos - realizadas por dermatologistas no consultório - de acordo com as necessidades. "Se for necessário tratar mais de um problema, é possível combinar procedimentos, dependendo do caso", explica a dermatologista Doris Hexsel. O número de sessões para cada um vai depender do nível de envelhecimento da região.

Peelings médios e profundos: essa esfoliação profissional feita por técnicas mecânicas ou substâncias químicas é ideal para o rejuvenescimento do pescoço, principalmente para tratar alterações provocadas pelo sol como manchas, rugas e ressecamento excessivo.

Enzimas lipolíticas injetáveis: trata-se de substâncias aplicadas com agulha e seringa que promovem a atrofia da gordura da região. É ideal para as papadas leves e iniciais. Normalmente, quando tratada no início duas ou três sessões são suficientes. "Os resultados são muito promissores", afirma a dermatologista Doris Hexel, de Porto Alegre.

Preenchedores cutâneos: também são substâncias injetáveis, normalmente o ácido polilático, que estimula o colágeno e, consequentemente, aumenta a firmeza da cútis, diminuindo o nível de flacidez e amenizando vincos.

Toxina Botulínica: de novo, trata-se de uma substância injetável, que aumenta o tônus muscular atuando contra a flacidez e preenchendo rugas. Por ser reabsorvido pelo organismo é necessário fazer aplicações periódicas, normalmente com intervalos de seis meses.

Luz Intensa Pulsada: perfeita para casos leves de flacidez. Um equipamento emite raios infravermelhos sobre a pele, o que provoca a estimulação do colágeno da região resultando no enrijecimento da derme. "Esse procedimento, assim como a toxina botulínica e os peelings, é indicado para mulheres com mais de 30 anos", alerta a dermatologista Valéria Goulart, de São Paulo.

Radiofrequência: o mecanismo de ação desse método é semelhante ao da luz pulsada. Um aparelho emite ondas eletromagnéticas que, em contato com a pele, provoca uma sensação de calor. Esse aquecimento quebra as células de gordura (que são eliminadas no sistema linfático), reduzindo o volume da região. Outro resultado é estimular a produção de colágeno que combate a flacidez.

Laser fracionado: trata manchas de sol, rugas finas e flacidez leve. Ao ser irradiado sobre a pele estimula a produção de colágeno, que melhora significativamente a textura e tônus cutâneos.

Minilifting: ideal para flacidez avançada, excesso de pele e volume excessivo embaixo do queixo. Faz-se o descolamento da pele, reposiciona ou reduz o volume do músculo, estica a pele e costura novamente. Não deixa cicatriz aparente, já que a incisão é feita na parte de trás da orelha. A anestesia é geral. É aconselhável fazer com cirurgião plástico.

Lipo de papada: indicada para casos avançados de volume sob o queixo. Com uma seringa são aplicadas substâncias específicas sob a pele, cujo efeito é diluir a gordura local. Feito isso, com uma cânula finíssima se aspira todo o volume subcutâneo. A anestesia é local com sedação. "Quando a papada e a flacidez estão muito proeminentes é preciso atuar na gordura localizada. Geralmente os tratamentos estéticos não alcançam essas camadas mais profundas, onde o problema se instala", conclui o cirurgião plástico Ewaldo Bolívar, de São Paulo. Esse procedimento deve ser realizado apenas por cirurgiões plásticos.

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