Vida saudável

Atualizada em 19.10.2016 21h02

Rosa, negro, marinho: conheça dez tipos de sais e as vantagens de cada um

Fernando Moraes/UOL

Ana Elisa Faria

Colaboração para o UOL

O sal branco e fino, outrora rei das seções de temperos, vem dando espaço a colegas que, apesar de terem a mesma função, apresentam-se das mais variadas cores e texturas: rosa, preto, avermelhado, grosso, em cristais. E, embora seja indicado em pitadas, há quem exagere no uso do condimento, que, em algumas versões, tem grandes quantidades de sódio --um dos vilões da boa saúde, capaz de provocar males como a retenção de líquidos e o aumento da pressão arterial. Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo de até cinco gramas de sal por dia --para se ter ideia, o brasileiro ingere, diariamente, mais do que o dobro aconselhado.

Entretanto, além de controlar a dose, você pode optar por usar os mais saudáveis, ou seja, aqueles que têm mais nutrientes em sua composição e, principalmente, menos cloreto de sódio. Segundo a nutricionista Melina Aniquini, a opção mais benéfica é o sal marinho, que contém elementos nutricionais como cálcio, iodo, flúor e magnésio. “Essa vantagem se dá porque ele não passa por processos de refinamento e, além disso, não contém os indesejáveis aditivos químicos.”

Mônica Beyruti, do Departamento de Nutrição da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), também acredita que, quanto menos refinado, melhor. Ela, no entanto, alerta para as porções utilizadas. “Como esses outros tipos salgam menos, acabam sendo utilizados em maior quantidade e, assim, esse ganho é perdido. Porém, se usado moderadamente, salga menos e ainda traz benefícios. Portanto, o sal do Himalaia é uma boa pedida”, afirma. Mas acrescenta: “Contudo, tanto o do Himalaia quanto o refinado possuem efeitos semelhantes sobre a pressão arterial e, por isso, devem ser utilizados com moderação”.

Além dos sais vendidos em supermercados, zonas cerealistas e lojas de produtos naturais, outra boa alternativa é fazer seu próprio sal, como o gersal, à base de gergelim, e o de ervas, uma mistura de diferentes condimentos. Abaixo, as nutricionistas consultadas pelo UOL apresentam dez diferentes tipos de sal e explicam as vantagens e desvantagens de cada um. 

10 tipos de sais:

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    Sal Negro

    Oriundo da Índia, seus grãos são grossos e de cor cinza-rosada. Formado a partir de cloreto de sódio, cloreto de potássio, ferro e compostos de enxofre, apresenta sabor sulfuroso, forte e marcante. Geralmente, é vendido acompanhado de um moedor. Vai bem em molhos, saladas e massas.

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    Sal Rosa do Himalaia

    Atual queridinho do mundo gastronômico --gourmet ou natureba--, é considerado um dos sais mais puros. Contém cerca de 80 minerais, como cálcio, cobre, ferro, magnésio, manganês e potássio, além de ter baixa concentração de sódio. Costuma ser encontrado nas versões grossa e fina. É ideal para salgar peixes, legumes e saladas.

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    Gersal

    Recomendado para quem deseja diminuir a ingestão de sódio, pode ser preparado em casa. Para fazer este tempero, uma das receitas mais simples é misturar seis colheres (sopa) de gergelim com duas (café) de sal marinho e, em seguida, bater o conteúdo no liquidificador até ele ficar triturado. Além de ser uma mistura com pouco sódio, o gergelim ainda é ótima fonte de cálcio, vitaminas E, B1 e B2 e magnésio.

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    Sal Defumado

    Tem grãos grandes, maiores que os do sal grosso, coloração levemente acinzentada e sabor um pouco adocicado. Existem vários tipos, no entanto, o mais famoso deles é o produzido na França --a partir de cristais de flor de sal--, defumado após a queima das madeiras de barris que abrigam vinhos de uva chardonnay. É utilizado na finalização de pratos.

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    Sal do Havaí

    Pode ser encontrado em um tom rosa-avermelhado (foto) ou na cor preta. De origem vulcânica, tem sabor ferroso e possui muito sódio. É usado em preparações com peixes, carnes vermelhas e, também, na finalização de pratos.

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    Sal Kosher

    Bastante parecido com o sal grosso, não tem iodo e é extraído de minas ou do mar -- sempre sob a verificação de um rabino. É ideal para preparar carnes, já que, por ser mais espesso, adere facilmente à superfície, removendo o sangue presente no alimento --já que na culinária kosher não se pode ingerir sangue, que é considerado impuro. Esse tipo de sal é encontrado, principalmente, em mercados kosher. Chefs de cozinha gostam de usá-lo, pois ele adere com maior facilidade à superfície das carnes, o que também facilita no manuseio do alimento.

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    Flor de Sal

    Considerado um sal totalmente natural, contém magnésio, iodo, potássio e, também, muito sódio --são 10% a mais do que o do sal refinado. Portanto, indica-se acrescentar poucos grãos à receita, após a preparação do alimento.

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    Sal Light

    Passa pelo mesmo processo do sal refinado, mas apresenta reduzido teor de sódio, tendo 50% de cloreto de potássio em sua composição. Leva a palavra light no nome, porém, não é indicado para quem está em dieta de emagrecimento, mas, sim, aos que têm restrição ao consumo de sódio, como hipertensos e pessoas com retenção de líquidos. De sabor mais suave, salga menos do que as outras variedades desta seleção e, por isso, muita gente abusa nas pitadas. Como resultado, a ingestão de sódio se mantém a mesma, enquanto o consumo de potássio é aumentado, o que pode trazer prejuízos à saúde de indivíduos que sofrem de doenças renais.

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    Sal Marinho

    Em geral, tem aparência similar a do sal refinado, mas, dependendo da região de onde é retirado, pode ter diferentes texturas. Sem passar por refinamento, é obtido por meio de um processo de evaporação natural. Por isso, contém mais nutrientes, a exemplo do iodo, do cálcio, do magnésio e do flúor.

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    Sal Refinado

    Também conhecido como sal de cozinha ou de mesa, é o mais popular da lista. Porém, é um dos tipos mais pobres em nutrientes --composto, basicamente, de cloreto de sódio (99%) e iodeto de potássio (1%). Ganha coloração branquinha e textura soltinha depois de passar por um intenso processo industrial de refinamento e adição de substâncias químicas. Após essas ações, vários minerais importantes, como magnésio, cálcio e potássio, que poderiam trazer benefícios à pressão arterial, são perdidos.

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