Alimentação

Guia alimentar lançado nos EUA recomenda maior ingestão de leite

Ceres Prado
Do UOL Ciência e Saúde

Em São Paulo

O novo guia alimentar lançado nos EUA traz recomendações sobre alimentação e prática de exercícios físicos. Feito para ser utilizado pelo poder público e pelos profissionais da saúde, o estudo estabelece as metas de consumo de cada um dos grupos de alimentos, orienta como melhorar a alimentação das pessoas e, consequentemente, reduzir a obesidade.

O guia alimentar foi produzido pelos Departamentos de Agricultura e Saúde e Serviços Humanos norte-americanos com o objetivo de incentivar o consumo saudável de alimentos. Ele é dividido em três tópicos: Balanceamento de calorias, aumento de consumo e redução de consumo.

O guia também traz considerações sobre as escolhas alimentares, destacando que ela não é só responsabilidade do indivíduo ou do governo, mas também os profissionais de saúde, de comunicação, entre outros.

Ana Beatriz Barrella, nutricionista da RGNutri Identidade em Nutrição, explica que “O Guia Alimentar 2010 deve basear o Guia Alimentar Brasileiro, a ser publicado em breve, já que diversos países da América Latina adotam o levantamento norte-americano como referência para consumo e saúde para sua população”.

Um ponto que ganhou destaque foi a recomendação de aumento no consumo de derivados do leite com baixa porcentagem de gordura. A média de consumo dos derivados do leite na população americana é de uma porção e meia e a recomendação do guia é de três porções para adultos. São consideradas porções, por exemplo: 250 ml de leite desnatado, 200g de iogurte light ou 40g de queijo com baixa porcentagem de gordura.

O Guia reforça o cálcio como um nutriente importante para a saúde óssea e que contribui para o sistema nervoso, vasos sanguíneos e movimento muscular. Com baixa massa óssea, o indivíduo é mais propenso a ter osteoporose ou outras fraturas. O Guia destaca que crianças a partir de nove anos até a adolescência, mulheres adultas e adultos em geral com idade a partir de 51 anos devem estar ainda mais atentos às recomendações.

Diminuir o consumo diário de gorduras saturadas e sólidas para 10% do total de calorias e de sódio para menos de 2.300 mg também são tópicos importantes do Guia Alimentar 2010. “Para quem tem a partir de 51 anos ou sofre de hipertensão, diabetes ou doença renal crônica, o consumo de sódio deve ser ainda menor, no máximo 1.500 mg por dia”, detalha Ana Beatriz.

Preencher metade do prato com legumes e vegetais coloridos – verdes escuros, vermelhos e alaranjados –, ingerir cereais integrais e proteínas saudáveis (peixe) três vezes por semana e beber água no lugar de bebidas açucaradas são outras recomendações relevantes.

Para as pessoas que estão acima do peso ou obesas, o ideal é controlar a ingestão calórica total para gerenciar o peso corporal. Isso significa consumir menos calorias, aumentar a atividade física e reduzir o tempo gasto em comportamentos sedentários. “O mais importante é caprichar na refeição e considerá-la um momento importante do seu dia, além de se dedicar a uma atividade física que dê prazer e que contribua para a vida saudável”, finaliza Ana Beatriz.

Consumo dos americanos comparado ao valor recomendado

  • Dietary Guidelines for Americans, 2010, pg. 46
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