Alimentação

Análise feita em pipocas de cinemas encontra muitas calorias e gordura trans

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A Proteste recomenda que o consumidor coma a pipoca com moderação, escolhendo pacotes menores, sem manteiga e com pouco sal imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

Ver um filme comendo um balde de pipoca pode ser prejudicial à saúde. Foi o que mostrou uma avaliação da Proteste - Associação de Consumidores, que testou pipocas sem manteiga e sal de três redes de cinema de São Paulo. Ao comer um pacote grande, o consumidor pode ingerir mais da metade das calorias diárias recomendadas.

A pipoca mais calórica encontrada no teste foi a do shopping Vila Olímpia, da rede Kinoplex. A embalagem grande tem mais de 1.100 calorias por porção, o dobro da versão da rede Cinemark do shopping Market Place, que tem apenas 510 calorias.

A análise usou como referência para avaliação das gorduras totais, saturadas e sal a escala da Food Standards Agency (FSA), Agência Regulatória do Reino Unido e, segundo a Agência, os alimentos com teor de gordura total e saturada maiores que 20% e 5%, são classificados como tendo “alto teor” desses nutrientes.

A rede Kinoplex, por não oferecer versões sem manteiga, apresentou “alto teor” de gorduras em todos os cinemas testados. As pipocas das unidades Itaim e shopping Vila Olímpia, da rede,  foram as únicas que apresentaram índices de gordura trans, 0,54 g e 0,14 g respectivamente. Procurada, a rede Kinoplex não se manifestou sobre o assunto.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomenda o consumo de gordura trans por ser nociva à saúde, e sugere que a ingestão não ultrapasse o limite de 2 gramas diários por adulto.
       
A Proteste recomenda que o consumidor coma a pipoca com moderação, escolhendo pacotes menores, sem manteiga e com pouco sal.

O teste foi realizado nos cinemas do Shopping Interlagos, Market Place, Santa Cruz, SP Market, Jardim Sul, Santana Park Shopping, Anália Franco, Vila Olímpia e Itaim, das redes Cinemark, UCI e Kinoplex.
 

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