Boa forma

Caixa de alimentação saudável chega ao mercado; nutricionistas avaliam

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Thamires Andrade

Do UOL, em São Paulo

As caixas de beleza que entregam novidades de maquiagem e perfumaria mediante uma assinatura agora ganhou uma versão voltada para a dieta saudável. Com uma assinatura mensal no valor de R$49,90, é possível receber em casa a Bluebox, uma seleção de lançamentos para quem preza por um cardápio equilibrado. No entanto, quem se interessa pela novidade deve prestar atenção nas informações nutricionais.

Saiba o que olhar no rótulo dos alimentos

  • 1) Lista de ingredientes: Os componentes dos alimentos aparecem em ordem decrescente de importância, ou seja, o que estiver em primeiro lugar é o que tem em maior quantidade. Observe se o alimento contém ingredientes saudáveis entre os primeiros listados e se não contém excesso de açúcares, glicose, gorduras, corantes, conservantes e estabilizantes.
    2) Medida caseira da porção: Em cada alimento, o cálculo dos nutrientes vai ser feito a partir de uma porção determinada (pode ser 1 xícara, 1 colher, ½ unidade). Essa medida deve ser levada em consideração ao comparar dois produtos diferentes e ver qual deles é o menos calórico, com menos sal ou menos açúcar.
    3) Quantidade de sódio nos alimentos: A quantidade deve ficar o mais próximo possível da proporção de 1:2, ou seja, para cada 100 gramas de alimento deve ter no máximo 200 mg de sódio. Quanto mais longe dessa proporção, pior. Produtos que tiveram a proporção acima de 1:10, que equivale a 1.000 mg de sódio a cada 100 gramas, tem um altíssimo teor de sódio.
    4) Teor de fibras: Quanto mais fibras, maior sensação de saciedade e controle das taxas de açúcar no sangue, além de menor absorção da gordura dos alimentos e garantia de um bom funcionamento intestinal. O indicado é comer de 20 a 30 gramas de fibras por dia. O teor de fibras também informa a qualidade do carboidrato do alimento. Se a embalagem diz que o alimento é integral, mas tem menos de 1 grama de fibra por porção, talvez esse alimento não seja tão integral assim.
    5) Teor de gorduras: As gorduras saturadas devem ser consumidas com moderação e o ideal é dar preferência para alimentos que tenham presença de gorduras polinsaturadas e monoinsaturadas. A gordura "trans" deve ser evitada ao máximo. Os rótulos podem trazer a informação "livre de gordura trans" quando houver até 0,2g de gordura trans por porção. Ou seja, pode ser que na porção de 3 biscoitos especificada no rótulo do produto não haja quantidade significativa de gordura trans, mas se comermos o pacote inteito podemos estar ingerindo quantidades significativas dessa gordura, que ainda costuma estar presente na maior parte dos salgados, biscoitos, sorvetes e pipocas de microondas.

  • Fonte: Talita Drecksler, nutricionista funcional do Kurotel, Centro de Longevidade e Spa.

"Consultar a tabela nutricional é muito importante e o consumidor precisa aprender isso, já que muitos produtos são vendidos como "integral", "rico em fibras" e "sem adição de gordura trans" e isso nem sempre corresponde à realidade", pondera Talita Drecksler, nutricionista funcional do Kurotel, Centro de Longevidade e Spa.

A nutricionista da clínica DNA Nutri Elaine de Pádua recomenda aos pacientes buscarem a opinião de um profissional de nutrição para verificar a possibilidade de adicionar os produtos na rotina alimentar.

"Alguns alimentos podem apresentar excesso de sódio e devem ser consumidos com moderação, especialmente por pacientes hipertensos. Outros componentes também devem ser analisados como presença de corantes artificiais, excesso de gorduras, quantidade de vitaminas e minerais", alerta a nutricionista.

De acordo com Milena Escabeche, uma das sócias da Bluebox, a escolha dos produtos que são enviados na caixa é feita com base no sabor. "Damos preferência aos produtos novos e, como nós também somos pessoas ligadas em dieta e alimentação, consideramos o sabor do alimento fundamental", explica.

Cada mês o tema da Bluebox varia e os assinantes podem enviar sugestões e dar feedback sobre os produtos recebidos. "Tem mês que só vão produtos sem açúcar, outros sem lactose; é um serviço de curadoria e o assinante tem a comodidade de receber tudo em casa sem ter que se preocupar", explica Escabeche. Na caixa é possível encontrar diversos produtos, que vão  de barrinhas de cereal, grãos, cereais, nutricosméticos e até suplementos.

Para Drecksler, a ideia da Bluebox é interessante, especialmente para quem não tem muito tempo para buscar lojas especializadas. "Os alimentos mais saudáveis geralmente não estão nos mercados comuns. Ao receber os produtos em casa e testá-los, o assinante pode criar hábitos melhores", acredita.

Pádua também concorda com os benefícios de receber novos produtos em casa, mas reitera a necessidade de buscar a orientação de um profissional para conhecer os pontos positivos e negativos dos produtos. "Na maioria das vezes, a indústria só mostra as coisas boas dos produtos. Portanto, sempre oriento os pacientes a ficarem atentos a todas as informações contidas nas embalagens e buscar um profissional para saber como incorporar esse produto a sua alimentação", finaliza.

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