Boa forma

Atualizada em 21.03.2014 15h29

Aula de ioga em prancha de surfe trabalha musculatura e equilíbrio

Thamires Andrade

Do UOL, em São Paulo

Muitos praticantes de stand up surfe tem apostado em praticar ioga em cima da prancha. Para quem se anima com o esporte, mas não tem praia a sua disposição, a nova aula da academia Bio Ritmo, "Bio Surf Yoga", promete trazer a mesma sensação aos alunos, mas sem precisar entrar na água. A modalidade realizada com uma prancha e dois bosus (plataforma de trabalho funcional que gera instabilidade) tem uma média de queima calórica de 300 a 500 calorias em uma hora de aula.

O material, importado dos Estados Unidos, ajuda a trabalhar a musculatura para o surfe. "É um bom treinamento fora do mar, pois os exercícios na aula trabalham fortalecimento de braço, pernas, costas, abdome, além do equilíbrio, que é essencial para surfar", explica a professora da modalidade, Mariana Michelin.

A aula, que tem duração de 1,5 h, também conta com os benefícios da ioga para o corpo e para a mente. "A prática ajuda a aquietar a mente e trabalhar bastante com a postura e a respiração", ensina Michelin. Para quem já faz ioga, a aula em cima da prancha é um desafio a mais devido à instabilidade.

De acordo com a professora, a aula pode ser realizada por qualquer aluno, exceto se estiver com algum tipo de lesão mais grave. "Nesse caso, ele também pode pedir uma orientação ao professor para que ele adeque aos exercícios ao que ele pode fazer", comenta.

Para que a aula possa ser feita mesmo por quem não pratica ioga, a "Bio Surf Yoga" conta com três níveis de dificuldade. Os iniciantes fazem a atividade com apenas com a prancha apoiada no chão, sem os bosus, o que torna a instabilidade menor. Já o nível intermediário é realizado com dois bosus acoplados na prancha, um em cada ponta, enquanto o avançado é apenas com um bosu no meio do objeto. "Ainda que o avançado seja muito desafiador, o intermediário é o que mais se aproxima com uma prancha na água", explica Michelin.

A aula tem início com um alongamento já em cima da prancha para sentir e se acostumar com a instabilidade do objeto. Ficar em cima da prancha é fácil, mas nem por isso o objeto não dificulta a execução das posturas da ioga.

Na sequência, a professora inicia os exercícios de ioga, que podem ser um pouco desafiadores, especialmente para quem nunca praticou a modalidade anteriormente e tem pouco alongamento. Por fim, uma sequência de alongamentos no solo para evitar que os alunos se sintam um pouco enjoados por terem ficado muito tempo na prancha com os bosus, que segundo Michelin, simulam uma prancha na água.

A música também é outro elemento da aula que contribui para aumentar a concentração e o relaxamento. “A gente costuma colocar uma canção ambiente, sempre mais calma, para não desviar a atenção para fora da sala de aula. Mas a aula também pode ser executada sem”, afima Michelin.

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