Boa forma

Aula de spinning com halter e elástico fortalece também membros superiores

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Alunos fazem aula de spinning com halteres e elásticos para também trabalhar os membros superiores imagem: Divulgação

Thamires Andrade

Do UOL, em São Paulo

As aulas de spinning fazem parte da grade da maioria das academias brasileiras. A modalidade ganhou vários adeptos, pois queima muitas calorias e trabalha os membros inferiores. Agora uma nova aposta do Studio Velocity, em São Paulo, é mesclar as pedaladas com exercícios para os membros superiores. "A intensidade do exercício é muito maior, pois durante a aula os alunos utilizam o corpo todo. Fazem flexão de braço, de tronco, sem parar de dar os giros na bike", explica uma das professoras da modalidade, Ana Paula Simões.

Toda essa movimentação que não acontece numa aula de spinning tradicional faz com que a queima calórica da atividade seja muito maior, de 700 até 1.000 calorias, segundo os profissionais do espaço. A aula, com duração de 45 minutos, pode ser realizada por qualquer pessoa, mesmo aqueles que nunca tenham pedalado antes. "Cada um vai no seu ritmo e com o passar do tempo as pessoas ficam com mais coordenação motora", afirma Simões.

Antes de começar a atividade é preciso retirar um par de sapatilhas que é conectado aos pedais das bicicletas que, até então são semelhantes com as utilizadas nas academias tradicionais. A diferença é que na frente do aparelho fica uma toalha, que o estúdio oferece aos alunos, dois halteres e um elástico, materiais que serão utilizados durante a prática.

A sala, com 60 bikes, também conta com dois monitores que exibem o ranking com o desempenho dos alunos presentes. Simões afirma, no entanto, que a classificação não serve para estimular a competitividade entre eles. "Nossa orientação é que o aluno deve ser seu próprio parâmetro, o ranking faz com que ele possa avaliar seu desempenho e estimula a dar um gás a mais para se superar", admite. "Mas é claro que as pessoas mais competitivas usam o ranking com o objetivo de terminar em 1º lugar, especialmente os atletas que frequentam as aulas", acredita. Ao término da prática, o aluno ainda recebe seu desempenho por e-mail.

A aula começa apenas com as pedaladas e, na sequência, os movimentos com os braços e tronco são acrescentados. A falta de coordenação pode ser um problema de início, já que a bike não pode parar de girar e ao mesmo tempo é preciso fazer atividades, como flexão de braço e de tronco. Muitas vezes esses exercícios devem ser feitos na simulação de subida na bike, ou seja, o aluno precisa pedalar em pé. Ainda que os novos movimentos sejam um desafio, é possível se aperfeiçoar na execução durante a aula.

Depois um desafio é acrescentado na aula: o uso dos halteres e do elástico. Sentados sem parar de pedalar, os alunos passam a fazer exercícios com carga e resistência, que exigem muito do abdome para manter o equilíbrio. Durante toda aula, além dos membros inferiores, o método trabalha ombro, bíceps, tríceps, peitoral e costas. "Além disso, o core abdominal também é muito solicitado, pois é o responsável pela estabilização na bike enquanto os movimentos são executados", afirma a professora da Velocity.

Outro ponto diferenciado das aulas é a trilha sonora. As músicas são animadas e a iluminação da sala é diferenciada, mas até ai a maioria das academias também oferece o mesmo serviço. "Todas as músicas da aula são pensadas de acordo com a batida. Os pontos fortes da canção são as que têm os movimentos mais intensos. Os professores precisam estudar a canção antes de colocá-la nas aulas, pois todos os movimentos devem ser sincronizados com a música", destaca Simões.

A ideia é associar a atividade física ao entretenimento, portanto, durante a prática os professores utilizam muitas frases de incentivo. "Não são imperativos, como 'vai', 'acelera mais', mas mensagens para a pessoa sentir o corpo, o ritmo da música, perceber o presente para acreditar que pode fazer melhor", destaca Simões.

O Studio Velocity é especializado em aulas de ciclismo indoor e cada uma custa R$ 60. Os alunos também podem aderir à compra de pacotes promocionais de cinco (R$ 225) ou dez aulas (R$ 390).

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