Boa forma

Praticar um pouco de exercício é melhor do que nada, avalia estudo

Gretchen Reynolds

Do The New York Times

Os exercícios cardiovasculares pouco frequentes (como praticar corrida de vez em quando) são piores do que o sedentarismo completo?

De modo geral, exercitar-se ocasionalmente é melhor do que nunca se exercitar. Segundo um estudo de 2004, homens que se exercitavam apenas nos finais de semana – o famoso atleta de fim de semana – demonstraram menor probabilidade de morrer prematuramente do que aqueles que permaneciam sedentários.

Eles também podem obter um nível surpreendente de aptidão cardiovascular. Num estudo de 2006 com adultos fora de forma, aqueles que iniciaram um vigoroso treinamento de resistência nos finais de semana conquistaram, após 12 semanas, o mesmo nível dos que se exercitaram mais moderadamente cinco vezes por semana.

Mesmo assim, é claro que existem desvantagens no exercício esporádico. Os atletas de fim de semana costumam sofrer rompimentos e distensões com mais frequência do que os atletas consistentes (embora tenham menor probabilidade de desenvolver lesões por sobrecarga). Uma preocupação mais séria envolve o coração.

Como qualquer músculo, ele pode ser sobrecarregado por demandas súbitas e incomuns, e as pessoas que se exercitam de forma intermitente possuem um risco relativamente alto de infarto se comparadas aos atletas frequentes – ou mesmo a si próprios quando sedentários.

Em 2011, uma grande análise de atividades que podem levar a ataques do coração descobriu que os exercícios regulares reduzem o risco total de parada cardíaca, mas qualquer surto único de exercícios, especialmente por atletas de fim de semana, aumenta o risco de ataques naquele momento.

A análise concluiu que "eventos cardíacos agudos foram significativamente associados a atividades físicas e sexuais episódicas", mas "essa associação é atenuada entre pessoas com altos níveis de atividades físicas habituais".

Assim, para o bem de seu coração, transforme as atividades físicas e sexuais num hábito.

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