Boa forma

Atualizada em 30.04.2015 17h06

"Zumba é como ioga, sempre continuará nas academias", afirma CEO da empresa

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Alberto Perlman durante abertura da Convenção Mundial de Zumba, em Orlando (EUA) imagem: Divulgação

Thamires Andrade

Do UOL, em Orlando (EUA)*

Muitas modalidades caem na graça dos alunos das academias por um tempo, mas acabam “perdendo a validade” e são esquecidas. No entanto, para o CEO da Zumba, Alberto Perlman, isso não irá acontecer com a modalidade, que une coreografias com movimentos de atividades físicas.

“A Zumba é uma atividade semelhante à ioga, sempre continuará presente nas academias. Nas duas os alunos meditam, só que na Zumba eles fazem isso sem sentir, esquecem do mundo lá fora”, opinou Perlman durante entrevista ao UOL na Convenção Mundial de Zumba, em Orlando, nos Estados Unidos.

A maior vantagem da aula de dança em comparação à ioga é a queima calórica. “Enquanto numa aula de ioga a média de gasto calórico é de 100 calorias, na Zumba é de 700 calorias”, argumenta.

Perlman define as aulas da modalidade como um exercício físico divertido, em que não há sacrifícios, como em algumas outras atividades. “Os alunos suam e sorriem ao mesmo tempo, eles não sentem que estão se exercitando”, comenta.

Para ele, a melhor combinação seria unir os treinos de musculação com as aulas de Zumba.

“Os treinos de musculação já costumam ser mais difíceis, mas a atividade é muito importante, portanto o ideal seria adotar a Zumba como o exercício aeróbio, pois é mais divertido do que correr na esteira”, afirma.

O criador da modalidade, Beto Perez, reconhece que a maior dificuldade numa modalidade fitness já consolidada é se reinventar. “É mais difícil manter o sucesso do que tornar algo bem sucedido, mas para mim essa é a única opção que existe, portanto continuo dando aulas como um instrutor comum para não perder a realidade que eles vivem nas aulas”, revela.


Para Perez, essa é a melhor maneira de se manter sempre um passo a frente e absorver novas tendências, coreografias e músicas.

“Para criar uma nova modalidade, como o Zumba Step [atividade que usa dança com o uso do acessório], foi preciso dois anos, pois precisamos estudar, criar um manual, um estepe do tamanho correto, não é um processo simples, como a maioria das pessoas acredita”, explica.


O criador da modalidade avalia que a principal diferença entre a Zumba e outros programas fitness de dança são as adaptações feitas nas coreografias ao redor do mundo.

“Nos outros programas eles recebem um vídeo e precisam utilizar aqueles passos exatos por três meses, mas na Zumba nós enviamos vídeos para que eles possam se inspirar, copiar e criar também”, opina.

De acordo com Perlman é durante o treinamento que eles ensinam a fórmula Zumba, que consiste em como criar as coreografias para modalidade de forma simples. Cada música tem, em média, apenas cinco passos.

“O bom de enviarmos esse material é que uma coreografia latina chega no Japão e os instrutores conseguem adaptar isso, pois existem passos que não são utilizados lá”, exemplifica Perez.

Uma das prioridades da empresa também é o sucesso dos instrutores.

“Por isso que a nossa meta é aumentar ainda mais o número de pessoas que fazem as aulas. Atualmente são 15 milhões, o que é um número bom, mas sabemos que podemos fazer mais que isso”, completa Perlman, que afirma que a Zumba investe muito em propagandas e parcerias musicais com esse objetivo.

*A repórter viajou a convite da Zumba

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