Vida saudável

Zumba cria programa fitness para idosos sem impacto nas articulações

Thamires Andrade*

Do UOL, em Orlando (EUA)

Criado para alunos com idade mais avançada, o programa Zumba Gold tem a mesma essência de uma aula de Zumba tradicional, que une coreografias com movimentos de atividades físicas. "A maior diferença é que há algumas modificações, é sem impacto nas articulações e é ainda mais simples, só que sem perder a animação da aula tradicional", explica a instrutora Joy Prouty. Algumas academias brasileiras já disponibilizam essa modalidade.

Prouty conta que a aula não é depressiva e, apesar de ter os mesmos ritmos da Zumba, não tem coreografias que pressionam a coluna e o quadril. "Fazemos movimento de transferência de peso e outros sem impacto, para trabalhar bem o core abdominal que ajuda a estabilizar o corpo", explica.

De acordo com outra instrutora da modalidade Josie Gardiner, o objetivo da aula é aumentar a coordenação motora, autoestima e o controle sobre o corpo. "Com as pernas mais fortes e tornozelos mais flexíveis, a chance dos idosos caírem é reduzida", explica.

Segundo Gardiner, cada movimento é adicionado na aula por um motivo. "Trabalhamos a postura para que eles não fiquem curvados para a frente e também os membros inferiores que precisam estar fortalecidos para que eles possam andar, sentar e levantar sem precisar de ajuda", lista.

Para Prouty e Gardiner, a aula não é destinada apenas para idosos, mas também para pessoas novas que nunca fizeram exercício físico ou para os obesos que querem começar a praticar alguma atividade.

"Como a atividade não tem impacto para os joelhos é ótima para quem está com sobrepeso ou obesidade", destaca Gardiner. "É uma boa atividade para quem nunca fez exercício na vida e tem medo de começar, pois os alunos já estão mais avançados. Eles podem começar com a Zumba Gold e depois ir para uma aula tradicional", explica.

Segundo Prouty, a queima calórica de uma hora de aula é de 500 calorias. "Mas dependendo do aluno e de sua condição física, é possível eliminar até 1.000 calorias", destaca.

Gardiner, no entanto, acha mais eficaz contar a quantidade de passos que são dados durante as aulas. "Uma hora de aula é como caminhar quatro quilômetros, é um ótimo exercício".

Zumba para cadeirantes

Dentro do programa Zumba Gold, há aulas para pessoas que não podem andar e outras que estão temporariamente em cadeira de rodas. Os instrutores conseguem fazer diferentes exercícios que deixam as pessoas mais felizes por se sentirem incluídas na prática da atividade física.

"Nessas aulas nós damos ênfase em sentir a música e a postura. Quando a pessoa está numa cadeira de rodas, seus músculos ficam mais fracos, portanto, para os que estão temporariamente na cadeira, nós fazemos exercícios para que eles movam as pernas e possam manter a circulação sanguínea", afirma Proust.

Já entre os alunos que são paraplégicos, os movimentos estão focados nos braços. "Eles fazem as coreografias com as mãos ou movem a cadeira de lugar", conta.

"Levamos o ritmo da Zumba, que eles adoram, para melhorar a qualidade de vida e circulação desses alunos e pacientes, pois também damos aulas em hospitais e clínicas", finaliza.

*A repórter viajou a convite da Zumba

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