Vida saudável

Ibirapuera recebe oficina de mandalas feitas com arroz, açaí e folhas secas

Ricardo Matsukawa/UOL
Cerca de 30 pessoas participaram da oficina que produziu mandalas naturais em caixas recicladas de pizza no parque Ibirapuera imagem: Ricardo Matsukawa/UOL

Ana Elisa Faria

Colaboração para o UOL, em São Paulo

Anis-estrelado, cravo, flor de camomila, folhas secas, serragem colorida, além de sementes dos mais variados tipos, como as de açaí, feijão, mostarda e ervilha, foram alguns dos ingredientes que serviram de decoração para mandalas naturais produzidas durante uma oficina que aconteceu na tarde deste sábado (27) no Ibirapuera, em São Paulo.

O workshop fez parte da programação da da 6ª Virada Sustentável, que ocorre na cidade até domingo (28), e foi conduzido por Liz Maria Abi Rached Toress, farmacêutica e aromaterapeuta, e a psicopedagoga e arteterapeuta Paula von Atzingen Tavares em uma das tendas montadas pelo festival no gramado do parque.

Em duas horas de atividade, cerca de 30 pessoas, entre crianças, jovens, adultos e idosos, passaram pela barraca e fizeram suas mandalas que, em sânscrito, quer dizer círculo de cura. Segundo as instrutoras, criar esses diagramas geométricos rituais acalmam a mente e promove o autoconhecimento.

Utilizando caixas recicladas de pizza --que Liz e Paula foram juntando com a contribuição de familiares e amigos-- como base para a mandala e ingredientes naturais perto do prazo de vencimento para decorá-las, cada participante construiu o seu desenho e o enfeitou da maneira como quis.

Ricardo Matsukawa/UOL
A psicóloga Esther Regina Neistein exibe sua mandala pronta ao fim da oficina imagem: Ricardo Matsukawa/UOL

"Deixamos desenhos à vista para inspirar, mas cada um escolheu [formato e tamanho] de acordo com seu estado de espírito. As cores usadas e a forma como eles construíram têm uma explicação", diz Paula. 

A aposentada Maria Júlia de Almeida Ferraz, 76, gostou da prática. "Compro mandalas quando viajo e agora criei a minha própria. Quero fazer outras", declarou. Gustavo Régis, 33, é professor de educação física e também saiu satisfeito com a sua criação. "Minha namorada me trouxe hoje aqui. Fazia tempo que eu não fazia trabalhos manuais, foi muito bom".

Esther Regina Neistein, 50, psicóloga, foi ao Ibirapuera sem expectativas, porém, se surpreendeu. "Foi uma experiência muito terapêutica, um momento bem relaxante e de concentração só em mim mesma".
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