Beleza

Veja 10 dos erros mais comuns que comprometem a beleza da pele e fuja deles!

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Deixar de usar hidratante ou creme antissinais no rosto é um dos dez erros que comprometem a beleza da pele Imagem: Getty Images

ISABELA LEAL

Colaboração para o UOL

27/06/2011 07h00

Não é fácil manter a disciplina diante do espelho com essa vida corrida que a gente leva. Passar protetor solar regularmente, inclusive na hora do almoço, aplicar aquele creme antissinais religiosamente duas vezes por dia, dormir as oito horas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde e não se render à tentação de espremer aquela espinha que há dias está incomodando, entre outras coisas, podem parecer tarefas fáceis, até básicas. Mas a realidade do cotidiano é outra. Muitas vezes nem “esse básico” conseguimos fazer, por diversos motivos: falta de tempo, preguiça, indisciplina, cansaço e até desinformação. A consequência é que, pouco a pouco, vamos nos expondo à falta de cuidados que, a longo prazo, pode ser determinante para termos ou não uma pele saudável e bem tratada, parecermos ou não mais jovens do que somos.

Muitas de nós até gostaria, mas não conseguem seguir à risca a cartilha dos bons hábitos de cuidados com a beleza no dia a dia. O roteiro é vasto e cheio de detalhes e quando vemos lá estamos nós, tomando um banho pelando para espantar o frio ou dormindo com maquiagem porque a preguiça de tirar o make (e passar um hidratante) nos venceu. A verdade é que tanto os grandes como os pequenos deslizes podem comprometer a beleza e a saúde da pele, principalmente quando se tornam hábitos. Para fugir dessa armadilha, confira a seguir os 10 erros mais comuns que cometemos e suas conseqüências, e fique de olho nas dicas dos dermatologistas para evitá-los.

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    Não retirar a maquiagem antes de dormir é um dos pecados cometidos contra a pele por muitas mulheres. Lave o rosto e, se a preguiça ameaçar vencer, use os práticos e rápidos lenços demaquilantes

1. Dormir sem tirar a maquiagem

Alguns tipos de maquiagem, como as que contêm óleos e silicones, podem obstruir os poros e provocar acne. Além disso, o hábito de dormir de maquiagem pode deixar a pele opaca, com aspecto cansado e poros mais dilatados. Para completar a lista de desastres, aumenta significativamente o risco de comedões (cravos). “A solução mais prática para os dias de preguiça são os lencinhos demaquilantes ou os demaquilantes 3 em 1, que limpam, tonificam e hidratam”, recomenda a dermatologista Fernanda Casagrande. “Outra opção útil são as espumas manipuladas para lavar o rosto, pois contêm ativos que removem muito bem a maquiagem. São práticas e fáceis de usar”, complementa a médica.

 

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    Não esprema espinhas. Se não resistir, siga os conselhos da dermatologista da reportagem

2. Espremer espinhas

Mirar no espelho o pontinho vermelho e colocar logo os dedinhos em ação é um verdadeiro castigo para a pele. Para driblar esse impulso, ou ao menos fazer a coisa certa, vai aqui uma dica da dermatologista Fernanda Casagrande, de Farroupilha (RS): “em casa mesmo, pode ser usada uma pequena agulha estéril, de tamanho 26G, comprada em farmácia, para fazer um furinho bem superficial e no meio da lesão. Assim, será mais fácil drenar e a pele não será tão agredida. Em seguida, basta aplicar um gel à base de peróxido de benzoila, ativo que ajuda a secar mais rapidamente”, resume a médica. 

 

 

3. Não usar protetor solar regularmente

“O uso do protetor solar é o método mais eficaz de prevenir o envelhecimento da pele”, resume o dermatologista Jorge Mariz, diretor da Personal Clinic, do Rio de Janeiro. “Além de envelhecer, a exposição solar prolongada e inadequada pode causar câncer de pele”, complementa o médico. E entre esses dois problemas graves, um de estética e outro de saúde, a falta de protetor solar pode provocar estragos como perda de elasticidade (que também envelhece), manchas,  ressecamento excessivo, queimaduras e descamação. Para prevenir esses problemas e deixá-los o mais longe o possível, é imprescindível usar diariamente o protetor solar, em todas as estações do ano, mesmo sem estar na praia ou piscina, e também nos dias nublados e com chuva. É necessário aplicar o produto cerca de 30 minutos antes de sair de casa e reaplicá-lo a cada duas horas (no verão) ou após transpiração intensa e exercícios físicos. Melhor ainda se o protetor, além de oferecer FPS (Fator de Proteção Solar), também somar propriedades hidratantes e antioxidantes, que previnem o ressecamento e o envelhecimento precoce da pele.

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    Dormir mal deixa a pele opaca, sem viço. Descansar dez minutos no dia seguinte pode ajudar um pouco, mas o ideal é dormir cerca de oito horas por dia

4. Não cumprir as 8 horas de sono recomendadas

O tempo necessário para o descanso varia de uma pessoa para outra, mas geralmente oito horas de sono é a média para regular o estresse da rotina diária, além de prevenir doenças crônicas. E com a pele não é diferente. "O sono é importante para restabelecer o pH e a hidratação da pele, que diante da falta de descanso se torna mais seca e sem brilho. Isso sem falar nas olheiras que ficam evidentes quando a pessoa dorme mal e pouco”, resume o dermatologista André Vieira Braz. A falta de sono deixa a região embaixo dos olhos ainda mais escura. “Mesmo quem não tem olheiras passa a ter depois de uma noite mal dormida”, destaca o médico, ressaltando que, no caso das olheiras, por ser um problema interno (vasodilatação dos vasos sanguíneos que irrigam o globo ocular) há pouco a fazer em se tratando de cosméticos. “Uma saída é tentar dormir bem na noite seguinte ou, pelo menos, uns 10 minutos no dia seguinte, o que pode fazer a diferença”, acredita André, que recomenda uma boa limpeza e hidratação da pele ao acordar, já que a hidratação natural feita pelo sono não vai ocorrer. Para amenizar as olheiras, no dia seguinte, vale fazer compressas de água gelada ou chá de camomila gelado no local – a baixa temperatura promove uma vasoconstricção (redução do calibre dos vasos sanguíneos) e ameniza o aspecto de cansaço. 

5. Nunca esfoliar a pele ou fazê-lo em excesso 

Esfoliação exige bom senso. Em exagero, retira a camada protetora da pele, que funciona como uma barreira física; se for muito amena, não faz efeito. “Mas na medida certa, a esfoliação promove uma melhora da textura, favorece que a derme absorva melhor os ativos dos hidratantes e ainda descongestiona os poros. A pele fica mais uniforme e estimulada para produzir células novas”, justifica o dermatologista Jorge Mariz, do Rio de Janeiro. O esfoliante facial ideal deve ser suave (os muito grossos agridem a pele), aplicado na pele limpa e úmida, e sempre retirado com água corrente. Para complementar, hidrate a cútis, para que não fique exposta, sem proteção. No corpo, o processo é o mesmo. Mãos, cotovelos, joelhos e calcanhares necessitam de uma esfoliação mais intensa. Já o colo e o pescoço exigem leveza, porque tendem a ficar irritados com facilidade. “Geralmente, as peles oleosas podem ser esfoliadas duas vezes por semana; já as secas e normais, apenas uma vez a cada sete dias. Caso haja qualquer reação, o ideal é reduzir a esfoliação para uma vez por mês”, aconselha Jorge.

6. Exagerar no botox ou em qualquer outro procedimento estético

O tratamento estético facial bem feito é aquele que fica bem natural – de maneira que ninguém perceba nada além de um rosto descansado e com viço. “Um bom ‘botox’ ou qualquer outro procedimento pode ser uma arma poderosa contra o envelhecimento, mas tem que ser discreto, só para amenizar a fisionomia cansada, e não para acabar completamente com as rugas”, afirma o dermatologista André Braz. Para garantir um bom resultado é preciso saber escolher o profissional e ter certeza de que os produtos utilizados por ele são de boa procedência. “O médico, para fazer um procedimento natural e correto, tem que compreender a real expectativa da paciente, isto é, tratar o que a incomoda de maneira consciente, desde que ele concorde com a queixa, claro. A minha premissa é repor o que foi perdido e não modificar o que se tem. Outro ponto importante é usar produtos e aparelhos de qualidade e seguros, aprovados pela ANVISA”, diz André, que dá uma última dica: “a melhor maneira de conhecer o bom procedimento e o bom médico é observando os resultados em alguém que já tenha se tratado com ele e avaliar a satisfação do paciente e o efeito visual do tratamento”.

  • Divulgação

    Tomar banho quente retira a camada protetora da pele. A água, segundo os dermatologistas, deve ser sempre morna

7. Tomar banhos longos e com água muito quente

O frio, o vento e a baixa umidade do ar no inverno comprometem a hidratação natural do corpo. Para piorar, as células que produzem a gordura da pele diminuem sua atividade. Soma-se a isso o efeito devastador dos banhos prolongados e muito quentes, que ressecam ainda mais a derme, principalmente se forem com buchas. Resultado: pele extremamente seca.  “A água quente retira o manto hidrolipídico da pele, que é a camada de gordura e água que protege a cútis. Como conseqüência, ocorre uma desidratação intensa.  Por isso é tão importante tomar banho morno”, aconselha o dermatologista Jorge Mariz. Vale lembrar: pele seca é pele frágil e suscetível a rugas.  Por isso, a recomendação é intensificar a hidratação. “Antes de escolher um hidratante, verifique no rótulo os princípios ativos. Para as peles secas e normais, costumo indicar os produtos à base de hidroxietil uréia, que têm mais poder de hidratação, e produtos que funcionam como veículos de hidratação como vitamina C, ácido hialurônico e oligoelementos. Para as peles oleosas, sugiro as versões 'oil-free', que hidratam sem excesso de óleo e com componentes que não provocam acne”, diz o dermatologista Jorge Mariz. Outro princípio ativo importante dos hidratantes, para os casos de ressecamento excessivo, segundo o médico, é o 'aquaporine', que melhora a circulação de água entre as células, reforça a reserva natural de água na epiderme e restaura a hidratação, maciez e elasticidade da pele.

8. Passar cremes clareadores de pelos no buço

O maior risco desses clareadores de pelos são as alergias na pele que podem resultar em manchas. E depilar também é complicado: por ser uma região delicada, é raro ter algum tipo de cera que não manche. “Uma boa solução para o problema de pelos nessa área pode ser o laser. Caso não seja possível, costumo indicar a depilação com linha, que não agride a pele”, recomenda Fernanda Casagrande.

9. Deixar de lado os cuidados com pescoço e mãos

Por ficarem expostos, as mãos e o pescoço mostram muito a idade. “O pescoço é uma região ampla, com uma pele muito fina, mas algumas marcas têm produtos específicos eficientes para essa região. É necessário usá-los duas vezes ao dia, sem dispensar o protetor solar, claro, que deve ser o mesmo do rosto”, orienta o dermatologista André Braz que sugere ainda, a partir de 35 ou 40 anos, a aplicação de toxina botulínica preventiva nessa região cervical. “Em pequenas doses e de maneira natural, para impedir que a força muscular "puxe" a linha da mandíbula para baixo, causando no futuro aquele aspecto de 'bulldog'”, esclarece o médico. Algumas tecnologias de radiofreqüência também são indicadas para evitar a flacidez dessa região. Já as mãos, precisam de protetor solar com FPS alto, como o 50, por exemplo, além de hidratante com antioxidantes e princípios despigmentantes. “Para tratar manchas, a luz intensa pulsada combinada com um peeling de ácido retinóico a cada quatro meses, melhora a textura e deixa o tom da pele uniforme, mais claro”, sugere André.

10. Não usar hidratante ou creme antissinais no rosto

A partir dos 25 anos, hidratar a pele passa a ser uma lei, pois é com essa idade, em média, que a pele começa a perder a hidratação natural, principalmente a normal e a seca, pela própria natureza de suas características. A pele oleosa e a mista (com oleosidade na zona T: testa, nariz e queixo) também sofrem com esse processo, porém menos, e nesses casos o ideal é hidratar com produtos que não sejam tão densos, como gel ou sérum. "O principal prejuízo da falta de hidratação adequada é o ressecamento e, consequentemente, a formação de rugas precoces", justifica o dermatologista André Vieira Braz, do Rio de Janeiro. Para amenizar o problema, ele sugere que se aplique hidratante ou um creme antissinais pela manhã com protetor solar, e à noite, apenas o creme. “Todos os dias, rigorosamente”, avisa o médico.

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