Beleza

"Coffee berry" é o novo queridinho da cosmética. Descubra como agem este e outros antioxidantes

Eduardo Knapp/Folha Imagem
Extraído dos grãos de café, o "coffee berry" tem poder antioxidante muito superior à vitamina C e ao chá verde Imagem: Eduardo Knapp/Folha Imagem

ISABELA LEAL

Colaboração para o UOL

30/06/2011 07h00

Vem do café o antioxidante queridinho do momento na área cosmética. De passagem pelo Brasil neste mês para divulgar uma linha antienvelhecimento formulada com o ativo, o cientista americano Joseph Lewis, descobridor do “coffee berry”, recebeu o UOL Estilo para contar como funciona esta promessa de beleza.

Formado em química e biologia, Lewis trabalha há quase 30 anos no desenvolvimento de substâncias antiidade para a indústria farmacêutica mundial e é considerado um perito na área. A seguir, cinco perguntas e respostas esclarecedoras sobre o assunto.

1.   UOL Estilo: Afinal, qual é a função de um antioxidante?

Lewis: Ele "luta" contra os radicais livres, partículas invisíveis de oxigênio (sim, aquele que é excelente para o planeta), que causam o envelhecimento precoce.  Radicais livres estão por toda a parte, mas eles se acentuam em algumas situações como quando a gente se expõe ao sol, ao cigarro, ao estresse e à falta de sono. Pense em um saco de biscoito. Se ele ficar aberto (isto é, em contato com o oxigênio do ar), ficará murcho e com gosto ruim, não? Pois é a ação do oxigênio no alimento [provocando um efeito parecido com o dos radicais livres na pele...]

2.   UOL Estilo: Por que o antioxidante faz tão bem para a pele?

Lewis: Para resumir, esse produto fortalece um mecanismo que as células já têm, que é o de se defender do estresse oxidativo que causa danos ao DNA. O uso do coffe berry [e de outros antioxidantes] reduz significativamente esses danos. Um dos fatores externos que mais causam esse estresse oxidativo, ou seja, o desgaste das células, é o sol. Porém, nenhum bloqueador tem eficácia de 100%, geralmente sua proteção efetiva chega a 95%, o que acaba dando às pessoas uma falsa sensação de proteção, isto é, elas ficam sob o sol, mas como não se queimam pensam que estão fora de perigo. O problema é que esses 5% que escapam à proteção do bloqueador solar geram uma quantidade enorme de radicais livres (partículas invisíveis que levam ao envelhecimento precoce) e os antioxidantes vão trabalhar com esses 5% e fazer o “sequestro” dos radicais livres para que eles não atinjam as células – uma ação que o protetor solar sozinho não faz. Sem contar que o FPS (fator de proteção solar) não protege contra a fumaça de cigarro, a camada de ozônio, a poluição do ar.

3.   UOL Estilo: Como conservar os princípios ativos destes antioxidantes?

Lewis: Qualquer antioxidante se degrada quando é exposto à luz, ao calor e ao oxigênio, mas o “coffee berry” é muito mais estável do que a vitamina C, por exemplo. O que pode comprometer sua eficácia é a má conservação do cosmético nos pontos de distribuição e venda, assim como no dia a dia de quem vai usá-los. Para evitar qualquer risco, é indicado manter o frasco bem fechado, armazenar em lugar fresco e seco, nunca sob o sol ou calor, como dentro do carro, por exemplo.

4.   UOL Estilo: Qual é a proporção do poder antioxidante do “coffee berry” em relação ao chá verde, à vitamina C e a outros potentes antioxidantes?

Lewis: Existe um padrão científico que atribui o valor antioxidante para alimentos e substâncias, que é chamado ORAC (Oxigen Radical Absorbance Capacity), isto é, capacidade de absorver os radicais livres. Para se ter uma ideia, o ORAC do coffeberry é 98 mil, o do chocolate, 40 mil e todo o resto (açaí, romã, chá verde, semente de uva, vitamina C, entre outros) fica em torno de 10 mil. Se fôssemos calcular por essa referência, o coffee berry teria 10 vezes mais capacidade de absorver radicais livres do que a vitamina C e o chá verde, por exemplo.

5.   UOL Estilo: Qual é a parte do café aproveitada para fazer o “coffee berry”?

Lewis: Antes da indústria cosmética utilizar o “coffee berry”, a indústria do café usava apenas a semente do fruto e o resto era jogado fora. Essa patente envolve o fato do fruto ser colhido mais cedo (semimaduro) e também o processamento, extração, concentração e preparação do extrato do “coffee berry”, que é usado nos cosméticos.

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