Beleza

Bom, bonito e barato: Saiba até que ponto o preço dos cosméticos tem a ver com qualidade

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Especialistas alertam que o preço dos produtos está diretamente ligado à marca, não necessariamente à qualidade e eficácia Imagem: Thinkstock

Isabela Leal

Do UOL, em São Paulo

10/05/2012 08h30

Investir na beleza, ou seja, em cremes de tratamento para a pele, xampus e outros produtos para os cabelos, além de maquiagem, é sempre um dilema. Na hora da compra vem sempre a questão: vale pagar mais caro por um produto que parece ser idêntico ao outro mais em conta? Preço realmente tem a ver com qualidade? Nem sempre.

Para o dermatologista Adilson Costa, chefe do serviço de dermatologia da PUC-Campinas, uma coisa não tem necessariamente a ver com a outra. “Preço não é sinônimo de qualidade", afirma, "o valor do produto pode estar mais associado à marca, à embalagem e à promoção dele no mercado do que com as matérias-primas nele contida". O mais importante na hora de comprar é certificar-se de que os produtos têm registro na Anvisa. Se sim, isso significa que eles passaram por testes clínicos que garantem a eficácia prometida no rótulo. Contudo, em casos extremos é diferente. "Um produto muito barato provavelmente teve que sofrer algum sacrifício, assim como os que têm um preço extremamente alto certamente contam com tecnologia e desenvolvimento de ponta, que refletem em melhor qualidade, mas envolvem custo”, complementa o farmacêutico Emiro Khury, diretor técnico da Sociedade Brasileira de Cosmetologia e consultor de empresas de cosméticos que certificam seus produtos.

Custo x qualidade
Não se pode negar que as marcas consagradas, geralmente gigantes do segmento em que atuam, investem mais em pesquisa e desenvolvimento do que as menores. Mas ainda assim isso pode não significar preço alto. “Nem toda tecnologia de ponta encarece um produto, há itens com custo muito baixo desenvolvidos e produzidos com alta tecnologia, e esse valor mais em conta também chega ao preço final para o consumidor”, avalia Adilson Costa. Mas há controvérsias. “Moléculas e princípios ativos sofisticados custam mais caro”, defende Emiro.

Em algumas categorias faz diferença
De fato, em determinados tipos de produtos, mesmo com o registro na Anvisa, pode ocorrer diferença de eficácia entre o mesmo item de uma marca mais cara e outra nem tanto. Um bom exemplo são os filtros solares. “Um protetor com FPS 30 pode ser mais eficaz do que um de outra marca também com FPS 30. A diferença está na matéria-prima utilizada. O mais eficaz pode proteger do sol por 12 horas, por exemplo, enquanto o outro protege por apenas duas horas. Isso porque alguns filtros são mais estáveis e conseguem absorver a luz solar por mais tempo. Os dois funcionam, a diferença é o tempo de ação de um e de outro”, explica o farmacêutico Maurício Pupo, mestre em cosmetologia. “Justamente, é o tempo de proteção que muda entre um filtro solar mais caro e o mais em conta. Um produto com textura leve, não oleosa, com FPS alto e proteção UVA, que é mais seguro e suporta mais o impacto dos raios solares sobre a pele, exige uma formulação mais sofisticada e isso custa mais caro”, completa o farmacêutico Emiro Khury.

Outro exemplo são os cremes para celulite, que exigem alta tecnologia e podem apresentar diferença entre marcas, mas na maioria dos casos, a eficácia (comprovada) é comunicada no rótulo, o que reduz a margem de um investimento arriscado. “Um produto para celulite é sempre testado antes de ser colocado no mercado, isso é lei em qualquer país. Se está escrito a palavra ‘celulite’ no rótulo, o fabricante é obrigado a fazer os testes que comprovam que o produto é eficaz contra o problema, incluindo a capacidade de penetração na pele. Cabe ao consumidor verificar os resultados dos testes e ver, por exemplo, se a melhora da celulite prometida é de 20% ou de 80%. A maioria das marcas comunica isso nas embalagens”, diz Maurício Pupo. “Produtos com efeitos muito específicos como clareadores, anticelulite e antiolheiras, por exemplo, são mais sensíveis aos preços porque, dependendo dos ativos utilizados, a fórmula pode custar mais caro”, destaca Emiro.

Por outro lado, há também as categorias que, de acordo com os especialistas, excluem qualquer relação de preço com a qualidade como os xampus, por exemplo. “É comum as marcas apresentarem produtos excelentes, com efeito comprovado, por preços relativamente baixos”, diz Emiro. “Assim como existem marcas caríssimas cujo efeito principal é apenas limpar os fios”, conclui o médico Adilson Costa.

 

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