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Especialistas afirmam: saber o que causou a olheira é o primeiro passo para combatê-la

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Nem sempre é fácil camuflar as olheiras com maquiagem; se o problema causa incômodo, veja os tratamentos dermatológicos para combatê-lo Imagem: Thinkstock

Aline Dini

Do UOL, em São Paulo

31/08/2012 08h00

Ao contrário do que muita gente pensa, o melhor tratamento antiolheira não é o mais caro ou “high tech” mas, sim, aquele que ataca a causa do problema. Segundo a dermatologista Jucirema Perrony, da clínica W Laser, em São Paulo, as três principais são: acúmulo de vasos sanguíneos no local, excesso de melanina (que é o pigmento que dá cor à pele) e formato do rosto. “No primeiro caso, as olheiras são arroxeadas e costumam incomodar quem tem pele clara. No segundo, as manchas são acastanhadas e atingem, principalmente, os descendentes de árabes e indianos. Já as olheiras mais escuras são vistas em pessoas que têm o chamado olho fundo, onde a própria cavidade do globo ocular cria uma sombra no local”, esclarece a médica.

Para tratar olheiras arroxeadas, o atual queridinho dos especialistas é o laser ND:Yag Q Switched, presente nos aparelhos Spectra Laser Toning e Elektra. A justificativa é que a energia liberada pelo equipamento penetra na pele sem provocar dor ou qualquer dano (ela só fica vermelha por duas horas) e explode os pigmentos vermelhos do sangue responsáveis pela olheira. “Com isso, eles se transformam em micropartículas que são absorvidas pelo organismo”, diz o dermatologista Jardis Volpe, da clínica Volpe, em São Paulo. Após duas sessões já dá para notar uma melhora nas olheiras mas, em média, são necessárias cinco, uma por mês. O custo médio de cada aplicação é R$ 400*.

No caso das olheiras acastanhadas, o que existe de mais novo e eficiente para amenizá-las é a luz intensa pulsada, como a encontrada no Etherea. “O mecanismo é idêntico ao do laser, a diferença é que essa luz atrai outro tipo de pigmento e ainda melhora o tônus da pele”, diz a dermatologista Ana Carolina Lage, da Clinica Dermaskin, em São Paulo. O tratamento é feito em quatro sessões (R$ 400* cada uma), com um intervalo de três semanas entre elas. Para as olheiras acastanhadas que vêm acompanhadas de flacidez, o mais indicado é o laser de thulium – a mais recente novidade com essa tecnologia chama-se Fraxel Dual, que possui uma ponteira específica para as pálpebras que, além de fazer uma varredura no pigmento acastanhado, estimula a produção de colágeno. “Por ser mais agressivo, o procedimento deixa a pele escura e espessa por três dias, mas após dez dias dá para notar a região cerca de 25% mais clara”, diz a dermatologista Daniela Lemes, da clínica Slim Clinique, no Rio de Janeiro. Ao todo, são feitas de três a cinco sessões, com intervalo de 40 dias entre elas. O preço médio por sessão é R$ 900*.

Para as olheiras fundas ou assombreadas, a novidade é o preenchimento com ácido hialurônico. A substância é a mesma usada para suavizar sulcos e rugas profundas, porém, na versão desenvolvida para as pálpebras as moléculas são bem menores e a textura, mais fina e viscosa. A forma de aplicação também evoluiu. Agora, o ácido hialurônico é injetado do canal da lágrima em direção à bochecha com uma microcânula flexível e uma única picada, contra cinco do método anterior. Com isso, o local tratado fica menos dolorido e com menos hematomas”, diz o dermatologista Jardis Volpe. “Outra vantagem da aplicação é que ela só precisa ser repetida a cada um ano e meio”, completa a dermatologista Maria Paula Del Nero, da clínica Healthy, em São Paulo. A sessão custa, em média, R$ 1 mil*. Quem prefere ficar livres das olheiras por um período maior (no mínimo, dois anos, podendo chegar a cinco) pode experimentar a lipoenxertia de pálpebras. “A técnica consiste em preencher o espaço que está causando a olheira e cobrir os vasinhos com a gordura retirada da lipoaspiração. Por isso, só pode ser feita por um cirurgião plástico e num centro cirúrgico”, diz o cirurgião plástico José Horácio Aboudib, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, de São Paulo. Segundo o cirurgião plástico André Eyler, do hospital Mario Kröefe, no Rio de Janeiro, uma única sessão é suficiente e, se tudo correr bem, a pessoa recebe alta no mesmo dia. Mas tudo isso tem um preço: cerca de R$ 5 mil*.

Turma do reforço

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    Uma boa noite de sono ajuda a aliviar a aparências das olheiras pois melhora a circulação sanguínea, diminuindo o inchaço local

Além de agir na causa da olheira, você deve ficar atenta aos fatores que podem agravá-la, como tensão pré-menstrual (TPM), estresse, envelhecimento, exposição ao sol sem proteção, problemas circulatórios e noites mal dormidas. “Não é regra, mas o aspecto de cansaço deixado por eles pode ser resolvido com uma boa noite de sono. Isso porque durante o repouso a pele se renova e a circulação sanguínea melhora, o que favorece a oxigenação dos tecidos e a redução do inchaço”, diz a dermatologista Denise Steiner, de São Paulo, professora de dermatologia da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) e diretora da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Os cosméticos também são bem-vindos, pois, além das olheiras, eles melhoram vários aspectos da pele. “Dependendo da composição, é possível ativar a circulação local, combater os radicais livres, uniformizar o tom e estimular o colágeno”, diz a farmacêutica Mika Yamaguchi, consultora técnica da Biotec Dermocosméticos, de São Paulo. Na lista dos ativos antiolheiras, a especialista cita o "whitessence", que é extraído da semente de jaca e inibe a transferência da melanina das camadas mais profundas da pele para as superficiais, e a vitamina C, que diminui a produção do pigmento, estimula o colágeno e a favorece a luminosidade da pele. A dermatologista Denise Steiner sugere outras duas vitaminas. “A K é indicada para quem tem uma vascularização intensa, enquanto a E combate os radicais livres e ativa o fluxo sanguíneo”, conta a médica. Outras duas substâncias que já provaram ser eficientes contra as olheiras são o silício orgânico, que favorece a hidratação e a desintoxicação dos tecidos, e a cafeína, que melhora o tônus e a microcirculação.

*Preços pesquisados pela redação em agosto de 2012 em consultórios e clínicas de todo o país.

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