Beleza

Proteção solar tem novas regras; saiba o que muda e fique atento na hora da compra

Thinkstock
Antes de se expor ao sol é preciso escolher com cuidado o protetor solar adequado e aplicar seguindo as recomendações dos dermatologistas Imagem: Thinkstock

Isabela Leal

Do UOL, em São Paulo

Se você já começou a se preparar para a temporada de praia e piscina, deve ter notado algumas mudanças - ainda que sutis - entre os protetores solares. É que uma resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), de junho de 2012, fez com que os fabricantes se mobilizassem para deixar a comunicação visual mais clara aos consumidores, além de se adaptarem a novas normas de produção. Embora as regras passem a ser obrigatórias, somente em 2014, saiba o que muda e fique atenta na hora da compra:

O fator de proteção mínimo vai de 2 para 6
De fato, o FPS 6 é melhor do que o FPS 2, mas os médicos ainda defendem a teoria de que é necessário que “o mínimo” seja bem mais alto. “É importante lembrar que, para ser eficaz, o FPS mínimo deve ser 30”, ressalta o dermatologista Sérgio Schalka, da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Schalka ressalta que, na praia e na piscina, a matemática é outra e quanto mais alto o FPS, melhor, por diversos motivos. Apesar de o cálculo do FPS corresponder ao tempo de exposição ao sol (ou seja, um FPS 40 permite que a pessoa fique 40 vezes mais tempo sob o sol sem se queimar do que se não estivesse protegida), se considerarmos os filtros acima de 30, concluímos que não há tanta diferença, por exemplo, do FPS 30 para o FPS 60. “O FPS 30 vai absorver 95% da radiação, enquanto o 60, absorverá cerca de 97%. Mas os FPS mais altos são mais eficazes porque as pessoas não têm consciência de como passar uma quantidade adequada”, justifica a dermatologista Karin Helmer, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.


Proteção contra os raios UVA terá que ser no mínimo 1/3 do FPS (proteção contra os raios UVB)
A partir de agora, deve existir uma proporção entre o FPS (proteção contra os raios UVB) e o FP UVA, proteção contra os raios UVA – e isso precisa ser comprovado pelo fabricante. Para entender essa relação existe a regra do A, de "aging", envelhecimento, em inglês, e do B, de "burn", queimadura em inglês: ora, os raios UVA causam o envelhecimento por atingirem as camadas mais profundas da pele, onde fica o colágeno e a elastina, fibras responsáveis pela sustentação da cútis. Já os raios UVB causam queimaduras e vermelhidão, pois atingem a camada superficial da pele, região onde o câncer tem origem. 

Proibido denominar qualquer produto como bloqueador solar ou 100% de proteção
Não caia nessa. Na prática, essa “proteção total” é impossível, ainda mais se considerarmos que a o brasileiro não tem o hábito de reaplicar o produto a cada duas horas e nem de usar a quantidade ideal, que deve ser sempre abundante.

Necessidade de reaplicação: deve vir no rótulo
Sim, o fabricante deverá comunicar isso na embalagem, mesmo no caso dos mais resistentes à água. É imprescindível a conscientizar as pessoas da importância de reaplicar o protetor solar ao longo do dia.  A maioria da população aplica quando chega à praia ou piscina e não volta a passar. A recomendação dos médicos é que o produto seja usado a cada duas horas. No entanto, ao sair da água, após um longo período de permanência; quando se transpira além do normal e após a prática de atividade física é necessário aplicar o produto, independentemente do horário em que se aplicou pela última vez, sem ressalvas.  

Será obrigatório comunicar o nível de resistência do produto
Com a nova lei, comunicar essa informação se torna obrigatório. Para poder inscrever no rótulo que o produto é "Resistente à água", "Muito Resistente à água", "Resistente à Água/suor" ou "Resistente à Água/transpiração", essas propriedades deverão ser comprovadas. Ciente do grau desse benefício, o consumidor deduz qual o nível de eficácia do protetor solar quando em contato com a água e nas situações em que ocorre uma transpiração excessiva, como sob o calor muito forte e após atividade física. Assim, pode se proteger melhor.

Fontes: Sérgio Schalka e Karin Helmer, dermatologistas da Sociedade Brasileira de Dermatologia e Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.title}}

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Beleza
Beleza
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Beleza
Beleza
Beleza
do UOL
Beleza
UOL Estilo
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Beleza
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
UOL Mulher - Beleza
BBC
Beleza
do UOL
do UOL
UOL Estilo
Beleza
Beleza
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Topo