Beleza

Na dose certa, sol pode contribuir com sua beleza e bem-estar

Thinkstock
Faça as pazes com o sol sem prejudicar a saúde Imagem: Thinkstock

Louise Vernier e Rita Trevisan

do UOL, São Paulo

22/01/2013 07h00

No tempo das nossas avós, tomar sol como se não houvesse amanhã era apenas uma estratégia para melhorar a aparência. Naquela época, quem exibia uma pele bronzeada, ou corada, no linguajar de então, era considerada mais saudável. Com o avanço das pesquisas dermatológicas, o sol foi parar na berlinda, acusado de causar queimaduras, manchas, envelhecimento precoce e câncer de pele. Aos poucos, a maioria das pessoas foi para outro extremo: com medo, passaram a evitar o sol a todo custo.

No entanto, se as pesquisas mais recentes não absolvem totalmente o astro-rei de culpa, ao menos chamam a atenção para a necessidade de se dar uma trégua e aproveitar o sol com moderação. "A exposição ao sol é essencial para a síntese de vitamina D, nutriente que participa de processos metabólicos importantes e atua sobre diversos órgãos, ajudando inclusive a prevenir doenças, e que é encontrado em baixas quantidades nos alimentos", explica a nutricionista Bárbara Santarosa Emo Peters, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. O composto é eficaz, por exemplo, para evitar complicações cardiovasculares, visto que ajuda a regular as contrações do músculo cardíaco, viabilizando o bombeamento do sangue para todo o corpo.

A vitamina D

"A vitamina D tem uma ação importante na fixação do cálcio no organismo, fundamental para a saúde dos ossos e dentes", afirma o dermatologista Marcos Martinez, professor da Faculdade de Medicina do ABC. A capacidade de resistir às doenças também está relacionada à quantidade da vitamina D no organismo porque ela tem ação bactericida e estimula a fagocitose, agindo no combate a algumas infecções. Além disso, ainda atua sobre as células de defesa, prevenindo o desenvolvimento de doenças autoimunes. "A ausência extrema da substância no organismo resulta em doenças ósseas, infecciosas, inflamatórias, crônicas e autoimunes", diz a nefrologista Rosa Maria Affonso Moysés, do Laboratório de Fisiopatologia Renal da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Se você ainda não se convenceu a dar um voto de confiança ao sol, saiba que ele também ajuda a levantar o astral. Segundo Bárbara Peters, o cérebro possui receptores de vitamina D que, quando ativados, estimulam a produção de serotonina, neurotransmissor responsável pelo bom humor. "A substância também interfere na produção da melatonina, dopamina e adrenalina, hormônios relacionados ao prazer e à disposição", afirma a psiquiatra Mara Maranhão, da Universidade Federal de São Paulo.

A exposição à luz solar também tem influência direta na prevenção de doenças de fundo emocional e psicológico, em especial a depressão, para a qual um dos tratamentos é a fototerapia. "Isso explica porque nos meses mais frios, ou em países com baixo índice de radiação solar, a incidência de depressão é maior", diz.

Exponha-se com moderação

Mas as benesses relacionadas ao sol podem ser anuladas pelos riscos se a exposição for exagerada. "O sol emite dois tipos de radiação ultravioleta: A e B. Mas apenas os raios UVB são capazes de estimular a produção de vitamina D. No entanto, eles também são os responsáveis por possíveis queimaduras, pelo envelhecimento e pelo câncer de pele", alerta o dermatologista Marcos Maia, coordenador do Programa Nacional de Controle do Câncer de Pele da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Embora o protetor solar filtre a maioria desses raios, uma pequena parcela deles acaba alcançando a pele e já é suficiente para o organismo se beneficiar.

Para aproveitar apenas o melhor do sol, o ideal é evitar a exposição no período entre dez e 16 horas, quando a intensidade dos raios é maior. "Em média, dez a 15 minutos de exposição solar diária, no início da manhã ou no fim da tarde, são suficientes para garantir o metabolismo da vitamina D numa pessoa jovem e saudável", afirma Sueli Coelho da Silva Carneiro, dermatologista do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho.

Para colher todos esses benefícios, é preciso garantir pelo menos a exposição de uma pequena parte do corpo ao sol. Se você não é um dos poucos sortudos que pode se esticar na esteira de praia todo santo dia, pegue sol nos braços ou pernas, por exemplo. Assim, devidamente protegido, você pode deixar o sol entrar e até pegar um leve bronzeado. E o melhor: sem um pingo de culpa.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Blog do Rodrigo Cintra
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Beleza
do UOL
do UOL
UOL Estilo
BBC
do UOL
do UOL
Blog do Rodrigo Cintra
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Beleza
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Blog do Rodrigo Cintra
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
ANSA
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
UOL Estilo
Topo