Beleza

Homens que assumem a calvície ganham em estilo e atitude

Geiza Martins

Do UOL, em São Paulo

05/12/2013 07h10

A calvície é tema de conversas de bar e de marchinha de Carnaval. Quem não se recorda do verso "é dos carecas que elas gostam mais"? Mas, por trás de toda a brincadeira, está um dos grandes pesadelos dos homens. De acordo com a Associação Internacional de Tricologia, o tipo mais comum de calvície, chamada Alopecia Androgenética, tem origem genética e atinge a 50% dos homens. "No homem, tem início antes da puberdade, quando o hormônio masculino começa a funcionar e, em muitos casos, já está se manifesta antes dos 30 anos”, explica a dermatologista Inês Cavalcanti Marcondes Machado, especializada em terapia capilar, de São Paulo.

Admitir a falta de cabelos mexe com a autoestima. A maioria dos homens não se sente confortável em falar sobre o assunto. Ou esconde como pode, com fios mais longos encobrindo as falhas ou com acessórios como bonés, toucas, e chapéus. Mas, chega uma hora em que é inevitável assumir a calvície. E esse momento é quando as mechas são colocadas para um lado e depois para o outro e as falhas não são cobertas, “Disfarçar é a pior opção, pois somente o calvo acha que ninguém percebe, então o problema aumenta, pois evidencia sua má relação com a calvície”, opina o cabeleireiro especialista em cortes masculinos Marcos Coraza, do Salão Gilberto Cabeleireiros, em São Paulo. Parar de brigar com a própria imagem é uma questão de escolha. Quem assume a careca pode ganhar em estilo e para aqueles que perderam poucos fios e preferem combater a queda, há algumas maneiras de nadar contra a maré.

Assumindo o look

Uma das propostas mais comuns e, entretanto, controversa é raspar completamente os cabelos, moda da qual o galã Bruce Willis é o adepto mais famoso. Esta opção promove um estilo másculo, charmoso e, vale lembrar, muito prático.  "Os números da máquina variam entre 0.5 e 1.0. Mas isso depende muito da localização da calvície e a quantidade de cabelo" ensina a cabeleireira Karen Yamauchi, do salão masculino Romeo – The Grooming Room, em São Paulo.

Segundo a profissional, quem ainda preserva madeixas ralas e finas pode usar a lâmina 1.0. "Vale fazer até um 'undercut' em degradê na lateral, corte que deixa a parte do topo mais alta”, explica. Marcos Coraza concorda: "Usar bem curto é a melhor opção para o início do processo, pois curtos, os fios ficam mais concentrados e os longos acabam se espalhando deixando mais a mostra a calvície". 

Aqueles que têm pequenas entradas próximo à testa podem deixar a parte da frente mais comprida. “Use pomadas secas que encorpam o fio e dão volume”, ensina Karen. Já para grandes entradas frontais e no topo da cabeça, o ideal é passar um número da máquina que abaixe o volume por igual. Para quem tem aquela coroinha no topo da cabeça, o conselho também é deixar os fios mais curtos. Resista ao máximo deixar os cabelos longos e cruzar a cabeça para encobrir. Esse efeito não funciona. "Assuma, use bem curto e sempre aparado, calvície pode e deve ser seu estilo", aconselha Marcos. "Se você for um executivo, mantenha o corte em dia, principalmente o acabamento do pezinho. É fundamental", completa Karen.

Barba aliada

Se os cortes para os calvos são poucos, a barba pode ser um bom contraponto para valorizar o visual. "Uma barba bem feita equilibra a ausência do cabelo. Mas é necessário cuidar, escolher um bom desenho ou uma altura que não passe uma imagem muito agressiva", opina a cabeleireira. De acordo com Marcos, a regra válida para todos é: a barba deve sempre ser menor que o tamanho dos fios deixados na cabeça e nunca maior. A única exceção à regra é se quiser evidenciar sua calvície. Neste caso, pode até usar uma barba mais longa, visual forte entre londrinos.

Voltar a crescer

Existem algumas maneiras de evitar a calvície, ou pelo menos adiar um pouco a sua chegada. A mais básica é reduzir a queda, investindo em nutricosméticos que prometem fazer o cabelo crescer mais rápido e mais fortes. Bastante invasivo, o clássico transplante capilar pode resolver o problema. Entretanto, quem enfrentar a cirurgia deve esperar uma perda de cerca de 30% dos fios transplantados, independentemente da técnica escolhida. "Em uma cirurgia de transplante de cabelos tecnicamente é possível inserir cerca de 30 fios por centímetro quadrado. Sabendo-se que possuímos entre 80 a 150 fios por centímetro quadrado, a cobertura oferecida por um único procedimento cirúrgico é somente parcial", afirma a dermatologista Inês.

Novidade no mercado americano, outra opção é o iGrow, um capacete desenvolvido pela empresa Apira Science, que usa 51 lasers vermelhos de baixa intensidade e LEDs capazes de energizar as células dos folículos capilares. Segundo o fabricante, o aparelho demonstrou aumentar o crescimento do cabelo em 39% após 16 semanas de tratamento. Nos Estados Unidos, o produto foi aprovado pela FDA (Food and Drug Administration), agência americana que regulamenta alimentos e remédios. Por lá, o item custa um preço médio de US$ 695 e pode ser adquirido online no site da fabricante.  (www.igrowlaser.com).

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