Beleza

Prepare-se para combater a celulite e perca o medo do biquíni no verão

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Os tratamentos mais recentes contra os indesejados furinhos de celulite trabalham com emissão de ultrassom e radiofrequência Imagem: Thinkstock

Ciça Vallerio

Do UOL, em São Paulo

18/12/2013 08h00

As mulheres, atualmente, têm mais celulite ou se tornaram mais intolerantes a ela? As duas coisas. “Hoje, estamos mais sujeitas a maus hábitos alimentares e ao sedentarismo, grandes responsáveis pelo problema, além de mais exigentes com o corpo”, observa a médica especialista em dermatologia Marcia Monteiro, que é membro das Academias Americana e Europeia de Dermatologia.

Explica-se, portanto, a enxurrada de procedimentos oferecidos e o constante surgimento de novas técnicas e tecnologias para combater a celulite. “Apesar dos avanços, a porcentagem de melhora no aspecto da celulite é sempre menor do que se espera”, ressalta Jayme Oliveira Filho, coordenador do Departamento de Cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “Se existisse algo realmente eficaz no combate a esse problema, só se faria aquele método, e não haveria tantos tratamentos.”

A mulherada está careca de saber que a celulite tem origem multifatorial (alteração hormonal, uso de anticoncepcionais, genética, problemas circulatórios, entre outros) e que basta uma dieta balanceada, atividade física regular e controle do peso para que os “furinhos” melhorem consideravelmente. Não é à toa que todos os procedimentos exigem mudanças de hábitos para que os resultados apareçam.

É importante lembrar também que celulite não é “eliminada”, mas sim minimizada. Sabe-se que a hidrolipodistrofia ginoide, nome científico dos famigerados furinhos, é uma patologia da pele comum nas mulheres que causa distrofia do tecido subcutâneo como resultado do acúmulo de gordura, retenção de líquido e flacidez. A celulite é uma doença crônica e progressiva que, uma vez instalada, tende a aumentar em graus. Ou seja, ela não tem cura, apenas controle e prevenção.

Drenagem turbinada

  • Massagens poderosas e tratamentos de choque prometem minimizar o efeito "casca de laranja"

Para melhorar o contorno corporal, reduzir a retenção de líquido e de celulite, a massagem queridinha do momento chama-se Miracle Touch: um mix de técnicas de drenagem linfática e de modeladora. A atriz Thaís Araújo, a blogueira Lala Rudge e ex-modelo Cássia Ávila são algumas das adeptas desse tratamento desenvolvido pela massoterapeuta e esteticista Renata França, depois de longa experiência no spa da L’occitane de Comandatuba, na Bahia, e de São Paulo. “Para alcançar resultados rápidos e duradouros, o ideal é fazer de duas a três sessões por semana”, avisa a mentora da técnica.

Por muito tempo, Renata só atendia em domicílio um grupo seleto que conseguia vaga na sua disputada agenda. Mas há um ano, ela treinou uma equipe e passou a disponibilizar o procedimento no spa do salão paulistano Blend (www.blendyourmind). Para quem não abre mão dos toques vigorosos da badalada esteticista, o valor sai por R$ 495 a sessão, mas com as suas terapeutas, o preço cai para R$ 360.     

Técnicas de choque
Não faltam opções para quem pode investir mais na guerra contra a celulite e procura por procedimentos emergenciais. Mas preparem os bolsos! Eles são indicados para atingir aquelas áreas do corpo com depósito gordura de difícil metabolização por meio de dieta e de atividade física. Outra vantagem é acelerar a melhora do aspecto da celulite, especialmente as de graus 3 e 4, que são as mais avançadas.

Aparelhos que trabalham com emissão de ultrassom e radiofrequência são os preferidos dos médicos. Embora o nome dos equipamentos varie, a função essencial desses métodos é potencializar o alcance de atuação nas áreas mais profundas da pele, onde os cremes não conseguem chegar.

Enquanto o ultrassom promove a quebra de gordura nas células, a radiofrequência estimula o colágeno, reduzindo a flacidez – efeito também adquirido com infravermelho. Os preços desses procedimentos podem variar entre R$ 300 a R$ 800, cada sessão. São indicadas de 6 a 12 aplicações. Hoje, existem aparelhos mais modernos, que associam os três tipos de ondas na mesma ponteira, agilizando o tratamento.

Para mapear as áreas da celulite, a termografia (sistema digital que utiliza luz infravermelho) é outra arma contra os furinhos. Segundo Marcia Linhares, esse exame identifica com precisão as regiões mais críticas, as chamadas áreas isquêmicas, que possuem baixa oxigenação e necessitam de atenção especial durante o tratamento. “Com isso, podemos traçar objetivos de forma individualizada”, diz a dermatologista.

Conheça a seguir os novos tratamentos de choque contra o famigerado “efeito casca de laranja”:

Drenagem Lipossônica Ativa (DLA): a técnica desenvolvida pelo fisioterapeuta Dino Volpa impressiona pelos resultados logo na primeira sessão, na qual são registradas as medidas corporais do antes, com direito à foto em vários ângulos, e feita a comparação após fim do procedimento. Além de centímetros totais a menos (um mínimo de 8 cm ou mais, dependendo da “resposta” da pessoa), há redução do aspecto casca de laranja, remodelagem corporal e descongestionamento do sistema linfático. O ultrassom tridimensional “empurra” os ativos do gel com várias substâncias concentradas para as camadas mais profundas da pele, quebrando as células adiposas, que são metabolizadas pelo organismo. “Para garantir que a perda de medidas e a melhora do aspecto da pele permaneçam, a paciente deve fazer na sequência do procedimento, durante dois dias, uma dieta sem consumo de álcool, carboidratos, doces e incluir atividade física, além do uso regular do gel”, avisa Dino. São indicadas de duas a quatro sessões, por R$ 800 cada. Segundo o especialista, se a pessoa se cuidar, dificilmente precisará de manutenção. Essa técnica é exclusiva da Clínica Stesis, que tem três endereços. Mais informações no www.tratamentodla.com.br.

i-Lipo: promete efeitos rápidos na redução de gordura e de celulite até nos graus avançados. “Trata-se de um equipamento de última geração que incorpora mais de 32 lasers avançados, que emitem baixos níveis de diodo frio de forma segura e que são absorvidos pelas células de gordura”, explica a dermatologista Valéria Campos, que é pós-graduada em laser na Harvard Medical School. Esse estímulo abre os poros das moléculas adiposas sem danificar vasos sanguíneos e nervos periféricos e faz com que elas sejam removidas e queimadas naturalmente pelo organismo. Para potencializar o resultado, é importante se exercitar nas duas horas após a sessão. Preço médio: R$ 500, cada.  

D-Actor ou Terapia de Ondas Acústicas (AWT - Acoustic Wave Therapy): essas ondas são tradicionalmente utilizadas na medicina para implosão de pedras renais. Após pesquisas, descobriu-se que as ondas acústicas de alto impacto conseguiam destruir a fibrose presente na celulite. “É um tratamento rápido, com duas aplicações semanais e, dependendo do grau, são necessárias entre 6 e 10 sessões”, avisa o dermatologista Jardis Volpe. R$ 250, cada sessão.

 

Exilis: com radiofrequência mais potente, promove aumento de metabolismo das células adiposas, redução de gordura, flacidez e celulite, melhorando assim o contorno corporal. “Na maioria das vezes, reduzir medidas e melhorar flacidez é o primeiro passo, uma vez que a celulite está relacionada a essas alterações”, explica a dermatologista Denise Barcelos. São necessárias quatro sessões, uma por semana, para a obtenção de resultados , que surgem nas primeiras aplicações.  Preço médio de cada sessão: R$ 800.


Uso de cremes
Uma ajuda complementar, para reforçar as mudanças de hábitos, é o uso de cremes tópicos, os “anticelulites”. Com o avanço das pesquisas nessa área, as substâncias utilizadas nas fórmulas estão mais potentes, mesmo assim não fazem milagres sozinhos. Segundo a dermatologista Denise Barcelos, nenhum desses produtos consegue penetrar até a camada de gordura, que é mais profunda, e onde está a origem do problema. “Alguns termogênicos ajudam a aumentar a circulação da área, nada mais além disso”, ressalta ela.

Nutricosméticos orais
Para a dermatologista Marcia Monteiro, não existe nenhuma pílula que comprovadamente atue nesse problema. “Ainda são necessários muitos estudos para validar a utilização desses ativos orais”, afirma. Já para a médica Denise Barcelos, algumas substâncias funcionam como “drenantes” e, portanto, como coadjuvantes. Na opinião da dermatologista Marcia Linhares, essas medicações atuam como termogênicos, acelerando o metabolismo ou melhorando a circulação. O dermatologista Jardis Volpe prefere os nutricosméticos manipulados, que contêm maior concentração de ativos: “Com eles, é possível fazer fórmulas com substâncias adequadas para cada caso, tornando o tratamento oral mais eficiente”. 

 

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